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A Frequência Fotônica Pleiadiana e a Nova Era do Fóton


segunda-feira, 30 de março de 2015

Incríveis exemplos de fósseis vivos

10 incríveis exemplos de fósseis vivos




Quando você pensa sobre fósseis, você provavelmente imagina antigas criaturas há muito tempo mortas cujos ossos e impressões ficaram registrados em pedra. Em suma: muito, muito mortos. Mas, na verdade, alguns fósseis estão muito vivos. Os cientistas se referem a plantas e animais como “fósseis vivos” se a sua aparência e características não mudaram em milhões de anos. Além de ser interessante, estes animais e plantas também nos ajudam a entender a história da evolução, como aconteceu, e como continua acontecendo.
Confira essas criaturas que se mantiveram praticamente as mesmas por dezenas, às vezes centenas de milhões de anos. Alguns deles parecem realmente antigos e estranhos e outros podem ser surpreendentemente familiares.

1. Welwitschia



Se você se deparar com esta pilha de vegetação no deserto de Namib, você provavelmente pensaria que ela está morta. Mas, na verdade, essas plantas com flores estranhas existem desde pelo menos a Era Mesozóica, e uma única planta pode viver por até 2.000 anos.

2. Gingko biloba


Você provavelmente já viu essas folhas bonitas em vários lugares, mas você provavelmente não sabia o quão antigo o gingko realmente é. Com base em registros fósseis, gingkos apareceram pela primeira vez durante o período jurássico, cerca de 270 milhões de anos atrás, e eram exatamente como são agora.

3. Peixe-bruxa


Criaturas pré-históricas são normalmente associadas com feiúra e monstruosidades, e o peixe-bruxa se destaca em ambos. Estas criaturas semelhantes a enguias estranhas têm um crânio, mas sem coluna vertebral, e mantiveram-se inalteradas durante 300 milhões de anos. São longos, carnudos, e cobertos de limo.

4. Salamandras Hellbender


Estas salamandras gigantes têm um registro fóssil que remonta ao período Jurássico Médio, que terminou cerca de 161 milhões de anos atrás. Os pesquisadores descobriram que há pouca diferença entre as versões dessa época e as que vivem hoje. Apesar de atingir até 30 centímetros de comprimento, esta salamandra é totalmente inofensiva.

5. Tubarão-duende


Hoje, em “coisas que você deseja que estivessem extintas,” encontramos o tubarão-duende, que, sim, ainda está nadando em nossas águas. A espécie existe a cerca de 125 milhões de anos e é a mais primitiva da ordem dos Lamniformes. Com base no seu desenvolvimento muscular e esquelético, pensa-se que este tubarão leva um estilo de vida bastante lento.

6. Sapos-roxos


Você acha que algo como isto teria morrido em cinco minutos, mas não. Esta rã em forma de bolha existe há pelo menos 180 milhões anos. Ela passa a maior parte de seu tempo no subsolo, por isso não é muitas vezes vista.

7. Pelicanos


Pelicanos existem há pelo menos 30 milhões de anos. O mais antigo conhecido fóssil de um pelicano conhecido se parece muito com os pelicanos modernos, com bicos completamente desenvolvidos.

8. Pandas vermelhos


O panda vermelho está na Terra há dezenas de milhões de anos, e seus ancestrais eram também os ancestrais comuns de todos os ursos, incluindo o panda gigante, guaxinins, focas e morsas.

9. Musaranho-elefante


Estranhamente, o musaranho elefante, nomeado por causa de seu focinho longo, está realmente relacionado com elefantes. Essas pequenas criaturas curiosas existem desde pelo menos 23 milhões de anos atrás. Outras variações do musaranho elefante vieram e se foram, e hoje existem 19 espécies.

10. Gambás



Estes marsupiais, conhecidos por se fingirem de morto, são mais antigos do que você pensa. Eles já evoluíram para cerca de 103 espécies distintas. 


 11. tubarão-cobra





Há relativamente pouco tempo falamos aqui no Mundo dos Animais do tubarão-cobra (Chlamydoselachus anguineus) na fotogaleria de tubarões. Não obstante o seu aspecto claramente primitivo e “desenquadrado”, o tubarão-cobra vem de uma linhagem que terá surgido há mais de 90 milhões de anos, provavelmente mesmo há 150 milhões de anos. Habita águas profundas, como 1.500 metros de profundidade, e tem um corpo parecido com as enguias. O espécime capturado nas águas superficiais do Japão e logo transportado para um parque aquático, morreu poucas horas depois, por doença – provavelmente a mesma doença que o levaria a subir das profundezas à superfície. A observação foi contudo valiosa, dado tratar-se de um animal tão raro e primitivo.


12. O peixe Celacanto

O peixe Celacanto

Os celacantos são peixes muito especiais e, quando foram descobertos, foram considerados fósseis vivos. A sua característica mais importante é a presença de barbatanas pares (peitorais e pélvicas) cujas bases são pedúnculos que se assemelham aos membros dos vertebrados terrestres e se movem da mesma maneira.

13. Celacanto



O celacanto (Latimeria chalumnae e Latimeria menadoensis) é provavelmente o fóssil vivo mais conhecido em todo o mundo. Durante bastante tempo pensou-se que estes peixes, com origem há cerca de 400 milhões de anos, tinha sido extinto juntamente com os dinossauros no final do período Cretácico, há 65 milhões de anos. Até que em 1938 foi descoberto, junto com outros peixes, apanhados por um pescador local na África do Sul. Desde então, já foram observados celacantos no Quénia, Tanzânia, Moçambique e Madagáscar. Curiosamente, os animais mais próximos taxonómicamente do celacanto, são os tetrápodes (vertebrados de quatro patas) e os peixes pulmonados, que podes conhecer já aqui em baixo. Os celacantos conseguemviver mais de 100 anos.

14. Neoglyphea neocaledonica



Em 2006, no Coral Sea, uma equipa de cientistas franceses deparou-se com crustáceos com a forma dum camarão (Neoglyphea neocaledonica). Antes disso pensava-se que esta forma de vida havia desaparecido há 60 milhões de anos.

15. caranguejos-ferradura



Fóssil vivo: caranguejo-ferradura

O caranguejo-ferradura, ou límulo (Limulus polyphemus), além de ser um fóssil vivo – está no registo fóssil do período Ordovício, há cerca de 450 milhões de anos – é um animal fascinante em muitos aspectos. A sua aparência meio alienígena e meio pré-histórica, esconde um sangue azul, literalmente azul, considerado muito valioso na medicina humana para o combate a infecções bacterianas, uma extracção onde não são sacrificados, sendo devolvidos à água sem problemas. Estes caranguejos são também capazes de regenerar membros perdidos, como uma estrela do mar. Apesar do nome, estão mais próximos das aranhas e dos escorpiões do que dos caranguejos. Na verdade, é o animal vivo mais próximo das trilobites que podemos observar. Tive oportunidade de fotografar um exemplar destes animais na visita ao Sea Life.

16. Tuatara


Fóssil Vivo: Tuatara

Um dos fósseis vivos mais conhecidos em todo o mundo, as tuataras, animais “genuinamente” pré-históricos, tiveram origem no nosso planeta há cerca de 200 milhões de anos, tendo sobrevivido até hoje apenas duas espécies, a Sphenodon guntheri e a Sphenodon punctatus. Embora as tuataras se assemelhem a lagartos, pertencem a uma família com características absolutamente únicas entre os répteis. Apesar de consideradas fósseis vivos, pelas muito poucas diferenças anatómicas com os fósseis do período Triássico, estudos moleculares recentes demonstraram que estes animais não estão parados na evolução: pelo contrário, a evolução molecular das tuataras é mais rápida do que a de qualquer outro animal até hoje analisado (ver“Fastest Evolving Creature is Living Dinosaur” e “Tuatara evolving faster than any other species“). As tuataras têm uma dentição bastante única: duas fileiras de dentes na mandíbula superior e uma só fileira na mandíbula inferior.

17. Mixinas

Fóssil Vivo: Peixe-Bruxa

As mixinas, também conhecidas como peixes-bruxa ou enguias-de-casulo (classe Agnatha ou Myxini) são os únicos animais vivos de crânio sem coluna vertebral, o que leva alguns taxonomistas a hesitar em classificá-las como animais vertebrados. Têm um aspecto e características tão primitivas quanto os seus ancestrais, gravados no registo fóssil desde há 550 milhões de anos. As mixinas possuem glândulas segregadoras de muco em toda a pele, que usam para se defenderem e escapar de predadores, e são consideradas uma ligação evolutiva crucial entre animais vertebrados e invertebrados.

18. Nautilus

Fóssil Vivo: Nautilus

Quem não conhece os nautilus? Com as suas conchas únicas, que serviram de inspiração a muitos artistas ao longo dos últimos séculos e que representam um dos melhores exemplos naturais de uma espiral logarítmica, estes cefalópodes – parentes das lulas, dos polvos e dos chocos – já “vagueiam” pelos oceanos desde há 500 milhões de anos atrás, tendo “convivido” com inúmeros animais pré-históricos como as trilobites ou os dinossauros. Actualmente, os nautilus podem ser encontrados nas águas do Indo-Pacífico. As 6 espécies de nautilus sobreviventes, de um total de mais de 2.500 espécies identificadas, são praticamente idênticas aos nautilus das águas de há meio bilião de anos atrás. Recentemente descobriu-se que os nautilus têm capacidade de memória longa, apesar de nunca terem evoluído as estrututas cerebrais necessárias para o efeito. Como? Boa pergunta.

19. Língulas

Fóssil Vivo: Língula

As língulas estão entre os animais mais “conservadores” do planeta: existem há mais de 500 milhões de anos e as alterações na sua aparência desde essa altura (período Câmbrico, muito antes do primeiro dinossauro pisar a Terra), são mínimas. As conchas apresentam a forma de uma língua (classe Lingulata, a palavra latina para “língua”) e possuem um longo pedículo com o qual se movimentam no solo arenoso.

20. Peixe-pulmonado-australiano

Fóssil vivo: Peixe-pulmonado-australiano

O peixe-pulmonado-australiano (Neoceratodus forsteri) é nativo dos rios de Queensland, na Austrália. É o único membro sobrevivente da família Ceratodontidae, uma família ancestral da subclasse Sarcopterygii, que surgiu no planeta há mais de 380 milhões de anos. Apesar do animal ter evoluído desde então, as diferenças entre os peixes-pulmonados de há 100 milhões de anos e este agora, são mínimas. É um dos animais vertebrados mais antigos do mundo.

21. Vermes aveludados

Fóssil vivo: Vermes aveludados

Os vermes aveludados (filo Onychophora, espécie Euperipatoides kanangrensis na imagem) habitam os trópicos, as zonas temperadas do hemisfério sul e não gostam de luz – por isso são mais activos durante a noite. Existem fósseis do que parecem ser vermes aveludados desde o período Câmbrico há mais de 500 milhões de anos, que eram contudo animais marinhos. A transição para terra poderá ter acontecido entre os 490 e os 420 milhões de anos atrás. O baixo “potencial” de fossilização destes animais leva à sua escassez no registo fóssil, no entanto existem evidências mais claras no período Cretácico e, principalmente, nos depósitos do Eoceno datados de há 40 milhões de anos. E cá continuam.

22. Baratas

Fóssil vivo: Baratas

As baratas são insectos popularmente conhecidos – não popularmente amados digamos assim – que já se encontram no registo fóssil datado de há cerca de 400 milhões de anos, no período Silúrico. Desde então, as mudanças são realmente poucas. A barata na foto está preservada em âmbar e viveu há 40 – 50 milhões de anos atrás.

23. Esturjão

Fóssil vivo: Esturjão

Outro animal também popularmente conhecido, o esturjão, é encontrado no registo fóssil datado de há 200 – 230 milhões de anos. Tal como é “normal” nos chamados fósseis vivos, o esturjão também pouco ou nada mudou desde o seu aparecimento – juntamente com o aparecimento dos primeiros dinossauros – até ás nossas águas actuais.

24. Crocodilos

Fóssil vivo: Crocodilos

Provenientes também de há cerca de 230 milhões de anos, juntamente com os esturjões e os dinossauros, os crocodilos são também os animais com aparência mais… dinossauresca. Por esse motivo, muitas vezes os crocodilos não são apelidados de fósseis vivos mas sim de dinossauros vivos, um nome que lhes assenta bem. Os crocodilos actuais evoluíram há cerca de 84 milhões de anos, no período Cretácico, tendo sobrevivido à extinção que aniquilou os dinossauros, à semelhança das tartarugas e outros animais. Apesar da aparência, são os parentes vivos mais próximos das aves, representando uma ligação entre répteis e aves que divergiu há muitos milhões de anos. A aparência dos crocodilos praticamente não se alterou desde o tempo dos dinossauros, embora tenha havido evolução notória no esqueleto que os torna, hoje, mais fortes e mais ágeis do que no passado remoto.

25. Tartarugas

Fóssil vivo: Tartarugas

Apesar da diversidade de tartarugas existentes – embora muitas espécies estejam em risco de extinção – as tartarugas pouco mudaram desde o seu aparecimento, há cerca de 220 milhões de anos atrás no período Triássico. As tartarugas fazem assim parte de um dos grupos de répteis mais antigos do planeta.

26. Triops

Fóssil vivo: Triops

Semelhantes a caranguejos-ferradura, mas em miniatura, os triops (Triops longicaudatus) são bem conhecidos dos aquariofilistas que apreciam ter um autêntico fóssil vivo nos seus aquários. Originários no período Triássico, há cerca de 220-230 milhões de anos, os triops respiram pelas patas e pertencem à família dos caranguejos e dos camarões. O nome triops refere-se aos três olhos que possuem. Os triops actuais são praticamente iguais aos que habitaram as águas do nosso planeta há 70 milhões de anos, ainda no tempo dos dinossauros.

27. Tubarões-de-Port-Jackson

Fóssil vivo: Tubarões-de-Port-Jackson

Os tubarões-de-Port-Jackson (Heterodontus portusjacksoni) são uma das nove espécies vivas da ordem dos Heterodontiformes, animais que estão presentes no registo fóssil do período Jurássico, datados de há cerca de 175 milhões de anos (embora se suspeite que tenham surgido mais cedo), surgindo assim antes de qualquer grupo de tubarões modernos. Em termos de aspecto, os tubarões-de-Port-Jackson continuam semelhantes aos primeiros Heterodontiformes, sendo assim considerados fósseis vivos.

28. Ornitorrinco

Fóssil vivo: Ornitorrinco

Apesar de não ter um aspecto típico primitivo, os ornitorrincos (Ornithorhynchus anatinus) também não se parecem com mais nenhum outro animal e os estudos revelam aquilo que à primeira vista se nota: são estranhos. Muito. Os ornitorrincos são mamíferos que põem ovos e possuem veneno, além de terem o conhecido bico de pato, de segregarem o leite através de poros na pele e de terem 10 cromossomas sexuais – ao contrário da maioria dos mamíferos que possuem 2, o X e o Y. Como se não bastasse de peculiaridades, conseguem detectar as próximas presas através de electro-receptores. A singularidade dos ornitorrincos já levou mesmo os cientistas a classificarem-nos erradamente como répteis. A presença dos ornitorrincos na pré-história ficou comprovada pela existência de um fóssil com cerca de 110 milhões de anos, pertencente a um Sterophodon, parente do ornitorrinco de aspecto muito similar e que viveu no período Cretácico. A origem mais ancestral parece remontar, contudo, a cerca de 167 milhões de anos, no período Jurássico.

29. Lula-vampira-do-inferno

Fóssil vivo: Lula-vampira-do-inferno

Com o aterrorizante nome de lula-vampira-do-inferno (Vampyroteuthis infernalis), este animal vive nas águas profundas dos Oceanos Atlântico e Pacífico, sendo o único cefalópode conhecido capaz de viver a 1 quilómetro de profundidade. É também uma relíquia sem paralelo no mundo animal. Assim como o caranguejo-ferradura não é um caranguejo e o musaranho-elefante não é um musaranho (nem um elefante…), a lula-vampira também não é uma lula, mas sim a descendente de um grupo de cefalópodes já extintos. Um fóssil dos meados do período Jurássico, com cerca de 165 milhões de anos, provou que as lulas-vampiras já existiam claramente nessa altura. A única diferença entre a lula-vampira do tempo dos dinossauros (Vampyronassa rhodanica) e a actual, é nas diferentes dimensões dos braços e do manto.

30. Aruanãs

Fóssil vivo: Aruanã

Os aruanãs, também conhecidos como peixes-língua-de-osso (na foto a espécieOsteoglossum bicirrhosum), são peixes de água doce que podem ser mantidos em aquários, embora necessitem de grandes dimensões e condições muito especiais, não recomendados portanto a aquariofilistas amadores. Os aruanãs representam uma visão da pré-história: os seus ancestrais datam de há 200 milhões de anos, embora os aruanãs actuais sejam descendentes dos inícios do período Cretácico, há cerca de 140 milhões de anos, tendo mudado muito pouco desde essa altura.

31. Rã de Archey

Fóssil vivo: Rã de Archey

A rã de Archey (Leiopelma archeyi) é um anfíbio criticamente ameaçado de extinção, perto de acabar uma “saga” que já dura há mais de 150 milhões de anos: é praticamente indistinguível dos fósseis do Jurássico, sendo uma das rãs mais primitivas existentes. Caso não consiga sobreviver à extinção, a rã de Archey corre o risco de deixar de ser um fóssil vivo e passar a ser, simplesmente, um fóssil. Esperemos que não.

32. Formiga Martialis heureka

Fóssil vivo: Martialis heureka

Martialis heureka é um dos últimos fósseis vivos descobertos. Esta formiga é cega, habita os túneis subterrâneos da floresta Amazónia e descende directamente das primeiras linhagens de formigas, que evoluíram no subsolo e começaram a ascender à superfície há cerca de 125 milhões de anos, no período Cretácico. A Martialis heurekaapresenta várias características primitivas como a cegueira e as mandíbulas em forma de forceps, tendo esta mesma espécie aparecido há cerca de 50 milhões de anos. Como habita nos túneis subterrâneos, o ambiente estável e escondido protege esta formiga da competição com as formigas modernas, um dos factos que contribuiu para a sua sobrevivência desde a pré-história até hoje.


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