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quarta-feira, 25 de março de 2015

OBSERVATÓRIO ESPACIAL HERSCHEL DA ESA MOSTRA QUE VENTOS DE BURACOS NEGROS PODEM DESLIGAR A FORMAÇÃO DE ESTRELAS NAS GALÁXIAS

Black-hole_wind_sweeping_away_galactic_gas

25 DE MARÇO DE 2015, POR SÉRGIO SACANI






Astrônomos usando o Observatório Espacial Herschel descobriram que os ventos soprados de um imenso buraco negro estão soprando para longe o reservatório de material bruto de formação de estrelas da sua galáxia hospedeira.
Encontrados nos corações da maioria das galáxias, os buracos negros supermassivos são objetos extremamente densos e compactos com massas entre milhões e bilhões de vezes a massa do Sol.
Muitos são relativamente passivos, como aquele localizado no centro da nossa Via Láctea. Contudo, alguns deles estão devorando o ambiente ao redor com um grande apetite.
Galactic_merger_hosting_a_supermassive_black_hole

Esses buracos negros ativos não somente se alimentam do gás próximo, mas também expelem parte dessa matéria através de ventos e jatos poderosos. Os astrônomos por muito tempo têm suspeitado que esses fluxos sejam os responsáveis por drenar o gás interestelar das galáxias, em particular as moléculas de gás que formam estrelas.
Isso pode eventualmente afetar a atividade de formação de estrelas da galáxia, reduzindo sua atividade ou possivelmente extinguindo-a inteiramente.
Até agora, não foi possível capturar uma visão completa desse processo. Enquanto os astrônomos foram capazes de detectar ventos bem próximos aos buracos negros, usando telescópios de raios-X, e traçar fluxos galácticos muito maiores das moléculas de gás através das observações infravermelhas, ele não tiveram sucesso ainda de encontrar ambos os fenômenos na mesma galáxia.
Galactic_outflow

Um novo estudo tem mudado essa cena, detectando ventos dirigidos por um buraco negro particular de escalas menores para maiores.
“Essa é a primeira vez que nós observamos um buraco negro supermassivo em ação, soprando para fora o reservatório de gás formador de estrelas da galáxia”, explica Francesco Tombesi do Goddard Space Flight Center da NASA e da Universidade de Maryland, nos EUA, que liderou a pesquisa que foi publicada essa semana na revista Nature.
Combinando observações infravermelhas do Observatório Espacial Herschel da ESA com novos dados obtidos pelo satélite de Raios-X Suzaku do Japão e EUA, os astrônomos detectaram os ventos próximos do buraco negro central bem como seu efeito global em empurrar o gás galáctico para fora numa galáxia conhecida como IRAS F11119+3257.
Os ventos começam pequenos e rápidos, gerando jatos a uma velocidade 25% da velocidade da luz, perto do buraco negro e soprando para fora o equivalente a uma massa solar de gás por ano.
Black-hole_wind

À medida que eles progridem para fora, os ventos reduzem a velocidade mas chegam a varrer centenas de massas solares de moléculas de gás por ano empurrando esse material todo para fora da galáxia.
Essa é a primeira prova sólida de que os ventos dos buracos negros estão arrebentando suas galáxias hospedeiras, gerando fluxos de grande escala.
As novas descobertas suportam a visão de que os buracos negros podem finalmente parar o processo de formação de estrelas nas galáxias hospedeiras.
ESA_Herschel_BlackHoleWindStrength

“O Herschel já revolucionou o nosso entendimento sobre como as estrelas se formam. Esse novo resultado está agora nos ajudando a entender por que e como a formação de estrelas em algumas galáxias pode ser afetada de forma global e até mesmo sendo desligada totalmente”, disse Göran Pilbratt, Cientista de Projeto do Herschel na ESA.
“O culpado dessa destruição cósmica foi encontrado. Como se suspeitava, um buraco negro central pode alimentar as saídas de gás em grande escala, que extingue a formação de estrelas”.






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