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domingo, 29 de março de 2015

Titã, a lua de Saturno, pode abrigar um tipo diferente de vida




Quando pensamos na possibilidade de vida fora da Terra, frequentemente nos atemos à ideia de uma vida idêntica à de nosso planeta, baseada na existência de água... No entanto, pode haver outro tipo de vida, com outros fundamentos químicos.


Um grupo de cientistas da Universidade de Cornell, em Ithaca, nos EUA, teve como estímulo e inspiração um texto escrito por Isaac Asimov em 1962, “Not as We Know It” (Não é Como Imaginamos), para pensar uma vida diferente da que conhecemos, em um lugar distante. 

Em Titã, a lua de Saturno, é possível a existência, de acordo com eles, de células baseadas em metano, que não necessitam de oxigênio, mas que metabolizam e se reproduzem; ou seja, vivem à sua maneira. Essa membrana celular poderia conter pequenas composições de azoto e seriam capazes de sobreviver a temperaturas de metano líquido de 292ºC abaixo de zero.

Dessa forma, enquanto os astrônomos procuram vida extraterrestre na zona habitável das estrelas (onde pode existir água líquida), essa nova e surpreendente teoria propõe encontrá-la de outra forma, com a presença de células baseadas não em água, mas no metano. 

Depois de descobrir o composto mais perfeito dos existentes na atmosfera de Titã (o azotosome acrilonitrilo), os especialistas têm, agora, que demonstrar como essas células se comportariam no ambiente do metano – talvez de forma análoga à reprodução e ao metabolismo.




Brasil passa a ter Rede de Astrobiologia, ciência que busca vida fora da Terra

A astrobiologia nacional, ou como o nome sugere busca de vida em outros astros que não a Terra, ganhou um reforço de peso. Foi lançada, há cerca de 30 dias, a Rede Brasileira de Astrobiologia(RBA). Na prática, a associação é uma rede virtual para integrar pesquisadores de diferentes estados e instituições dessa área multidisciplinar do conhecimento.
A relativamente nova ciência se dedica a analisar a origem, evolução, distribuição e possibilidades futuras da vida na Terra para entender e buscar organismos ou evidências físico-químicas de suas presenças em outros planetas, luas e quem sabe até em outros tipos de corpos celestes. A iniciativa foi de pesquisadores do Núcleo de Pesquisa em Astrobiologia da Universidade de São Paulo (NAP-Astrobio/USP).
Voltada a pesquisadores, professores, estudantes de graduação e de pós-graduação que atuem em pesquisa, ensino ou divulgação da astrobiologia no Brasil ou no exterior, a rede tem entre seus objetivos organizar e aumentar a integração da comunidade científica. “A astrobiologia é uma área muito ampla, resultado da interface entre astronomia, biologia, química, geologia e ciências atmosféricas, entre outras disciplinas, na qual atuam pesquisadores de diversas regiões do Brasil, mas ainda de forma dispersa”, resumiu Fabio Rodrigues, do NAP-Astrobio e um dos idealizadores do projeto.
“A meta da RBA é promover a integração entre esses pesquisadores a fim de facilitar a divulgação de ações, como eventos e oportunidades de cooperação em pesquisa. Dessa forma, será possível aumentar o impacto dos estudos feitos no país. Como as pesquisas de interesse em astrobiologia são muito amplas e os pesquisadores utilizam palavras-chave de suas áreas específicas, é muito difícil encontrar quem faz pesquisa em astrobiologia no Brasil em bases como a plataforma Lattes, por exemplo”, acrescentou.
Ainda de acordo com Rodrigues, há pesquisadores que estudam a formação e detecção de moléculas prebióticas (existentes antes do surgimento da vida) em planetas e no meio interestelar mas que não mencionam a astrobiologia nas palavras-chave de seus artigos científicos ou na descrição de linhas de pesquisa em seus currículos disponibilizados na internet. Mesmo assim, há cerca de 160 pesquisadores no Brasil que registraram pesquisas em astrobiologia, exobiologia ou cosmobiologia ( na prática denominações diferentes para a mesma ciência), no Lattes, em 2012. Isso representa um crescimento de 300% em seis anos.
 
Uma das propostas da RBA é servir como banco de dados no qual pesquisadores se cadastram com itens como descrição de artigos e projetos de pesquisa recentes. O cadastro será analisado pelos organizadores da rede e, se admitido, o pesquisador terá um perfil no sistema, que poderá ser acessado pelos demais usuários cadastrados. Segundo o pesquisador, o plano é que a rede seja um meio para identificar as principais demandas dos pesquisadores da área e, caso seja observado interesse, o primeiro passo na criação de um órgão formal da comunidade de pesquisa na área no Brasil, como uma Sociedade Brasileira de Astrobiologia.
Cooperação internacional em busca dos “ETs” de verdade
Para criar a RBA, foi formado um comitê científico composto por cientistas de diversas partes do mundo, com experiência em organizar sociedades e redes de astrobiologia. Entre eles estão Lynn Rothschild, pesquisadora da Nasa; Neil Banerjee, presidente da Rede de Astrobiologia do Canadá; Antigona Segura, da Sociedade Mexicana de Astrobiologia; e Worlf Geppert, da Rede Nórdica.
Algumas linhas de pesquisa exploradas por pesquisadores em diversos países são: astroquímica; química prebiótica e origem da vida; formação planetária e exoplanetas; Terra ancestral e primeiros fósseis; ciclos geológicos, atmosféricos e hidrológicos terrestres e em outros planetas; evolução; exploração espacial; e entendimento da vida em ambientes extremos da Terra.
O NAP-Astrobio também é membro associado do Nasa Astrobiology Institute. Além do Instituto de Astrobiologia da Nasa, o NAP-Astrobio também é membro internacional da European Astrobiology Networks Association. “Isso tudo nos dá a possibilidade de expandir e tornar a RBA também membro internacional de redes de astrobiologia de outros países”, concluiu Rodrigues.
Com Informações: Agência Fapesp
Cientistas querem construir sonda-navio para explorar lagos de metano líquido em Titã
Concepção artística de como seria a descida da sonda-navio nos lagos de metano líquido de Titã Imagem: Open University
O corpo celeste extraterrestre conhecido com mais chances de habitabilidade (64%), a lua saturnina Titã (descoberta em 1655), pode ganhar a exploração mais inusitada da história da astronáutica.
Cientistas britânicos da Open University sugeriram a Nasa e a Agência Espacial Europeia (ESA) a construção de uma sonda espacial em forma de navio, que desceria até os lagos de metano líquido do satélite natural com a ajuda de paraquedas. Seria a primeira vez que um objeto construído pela humanidade navegaria fora da Terra.
Titã, que  fica a quase 1 bilhão de quilômetros daqui, tem grandes semelhanças com o que se acredita terem sido as condições primitivas do nosso mundo. O único problema é que lá é uma versão gelada do nosso mundo primordial.
Parecido, mas bem diferente da Terra 
Cerca de 95% da atmosfera  dessa lua é composta de nitrogênio, aqui esse índice é de 78%.  O oxigênio, como nós conhecemos aqui, não existe por lá, mas esse gás também não existia em nosso planeta antes do surgimento dos micro-organismos fotossintetizantes.
Titã, assim como a Terra, é rico em hidrocarbonetos (moléculas, incluindo o próprio metano, que compõem, por exemplo, o nosso petróleo), rochas  e “areia” de gelo, que formam verdadeiras dunas cobrindo 4 milhões de km² (cerca de metade do tamanho do território brasileiro).
Os tais lagos ou mares de metano (e possivelmente etano), segundo indicam dados enviados pela sonda espacial Cassini, tem um ciclo parecido com o da água na Terra, Lá há provavelmente nuvens, névoas, chuva, tempestades e rios desse elemento, que aqui é encontrado no estado gasoso.
Em Titã, a região com maior predominância de metano líquido é o hemisfério norte, embora isso possa variar de acordo com a estação do ano saturniano, que equivale a 29 anos terrestres.  A explicação é simples, o metano ferve à -161ºC e a temperatura média daquela lua é de – 179ºC , embora a máxima possa chegar a -50ºC.
Já em nosso planeta, onde a temperatura mínima é de -89ºC, o metano teve e tem um papel chave para a vida, embora possa se formar em condições não biológicas. Essa molécula simples, por exemplo, é produzida por bactérias que decompõem matéria orgânica, bem como nos sistemas digestivos de animais, como nós humanos.
O gás é também altamente inflamável e mal-cheiroso, mas o mais grave é que ele tem potencial gerador de efeito estufa até maior que o dióxido de carbono (CO2), apontado como o grande vilão do aquecimento global.
Acredita-se que  liberações em larga escala de metano estão por trás de alguns dos grandes ciclos de extinção na Terra pré-histórica e há uma preocupação crescente de ambientalistas quanto ao aumento da emissão desse gás, cuja concentração dobrou nos últimos 200 anos.

Futuro “promissor” para vida em Titã 
Essa é a principal imagem enviada pela Huygens, da superfície de Titã, mostrando rochas de gelo Imagem: Agencia Espacial Europeia
Mas mesmo tendo até 60 vezes mais capacidade de aquecimento que o CO2, o metano de Titã não interfere muito nas temperaturas de lá.
Com a enorme distância que separa o satélite do Sol, a quantidade de calor e radiação que atinge sua superfície é mínima e a nossa estrela, vista de lá é pouco mais brilhante que uma lua Cheia, embora bem menor.
Mesmo com essas condições tão adversas, astrobiólogos não descartam a possibilidade de que formas de vida bem diferentes da nossa existam por lá, embora seja improvável encontrar algo mais complexo que algum micro-organismo exótico.
As melhores imagens feitas daquele corpo celeste foram feitas pela sonda Huygens, que foi enviada junto à Cassini, e desceu pela densa atmosfera titânica  em janeiro de 2005.
Infelizmente, para os cientistas e para nós amantes da ciência, a Huygens só conseguiu enviar imagens por 90 minutos, antes de suas baterias solares pararem de funcionar, o que foi suficiente, no entanto, para mostrar a superfície do astro.
Caso não seja colonizado pela raça humana ou por qualquer outra nos próximos 5 bilhões de anos, estima-se que Titã vai se tornar uma espécie de paraíso para a vida quando o Sol começar a se expandir.
Isso porque nessa distante época futura, a energia solar que atingirá Titã será a mesma que atinge a Terra hoje. E todas as condições prévias formadoras da vida se encontram por lá…




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