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terça-feira, 2 de junho de 2015

Monge é encontrado mumificado em posição de lótus.






O corpo mumificado de um monge mongol foi encontrado na posição de lótus, como se estivesse meditando por 200 anos.


Até agora, sabe-se muito pouco sobre ele. Especialistas só tiveram tempo de realizar um teste visual rápido no corpo, e disseram acreditar que ele tem cerca de 200 anos de idade.
Não há informações a respeito de onde foi encontrado exatamente. Os únicos detalhes divulgados foi de que a múmia estava coberta com pele de gado.

Budismo, morte e monges em lótus

A descoberta provocou comparações com Dashi-Dorzho Itigilov, um lama budista (título dado, no budismo tibetano, a um professor de darma) que morreu em 1927 com 73 anos.

Itigilov estava meditando quando morreu e foi colocado em um caixão sentado. De acordo com instruções deixadas por ele antes de sua morte, Itigilov foi exumado em 1955, 1973 e 2002 e, em cada ocasião, seu corpo apresentava poucos sinais de decadência. Na ocasião mais recente, um cientista forense descreveu a múmia como “na condição de alguém que tinha morrido 36 horas atrás”.
O monge mongol recém-encontrado pode ter sido um predecessor de Itigilov.

Prática comum?

A escritura budista promove preocupação com a alma sobre o corpo. No entanto, ao longo dos séculos, a religião tem sido muitas vezes influenciada por tradições animistas, em que a incorruptibilidade do corpo é vista como um sinal de santidade.
Assim, de quando em quando, monges deixam instruções para serem enterrados sentados em posição de lótus, muitas vezes com agentes de secagem, como carvão ou cal.
Enquanto isso frequentemente leva a uma preservação notável, alguns monges sofrem por realizarem o processo horrível de automumificação ou Sokushinbutsu antes da morte.
Esse processo envolve a eliminação de gordura e umidade da dieta antes da morte, juntamente com o consumo de ervas e nozes venenosas, o que pode suprimir o crescimento bacteriano. O método culmina com o consumo de um chá normalmente usado como verniz para tigelas, como uma espécie de formol.
Não está claro o quanto da preservação do corpo do monge descoberto nos últimos dias é resultado de seus próprios esforços, e quanto é resultado da aplicação de couros bovinos sobre ele após a morte.
monge mumificado (2)

Vivo

Como acontece em outros casos de notícias envolvendo mistérios, explicações menos convencionais surgiram para justificar o monge superpreservado. Uma delas diz que ele não está morto; está realmente meditando por 200 anos.
A ideia é de que o monge estaria em uma etapa longa para se tornar um Buda, o que envolve um estado de “meditação muito profunda”, um estado espiritual raro e muito especial conhecido como “tukdam”.
Nos últimos 50 anos, especialistas disseram que houveram 40 casos desse tipo de meditação envolvendo monges tibetanos.
O Dr. Barry Kerzin, monge budista famoso e médico do Dalai Lama, disse: “Eu tive o privilégio de cuidar de alguns meditadores que estavam em estado tukdam. Se a pessoa é capaz de permanecer neste estado por mais de três semanas – o que raramente acontece – seu corpo gradualmente encolhe e, no final, tudo o que resta da pessoa é o seu cabelo, unhas e roupas. Normalmente, neste caso, as pessoas que vivem ao lado do monge veem um arco-íris que brilha no céu durante vários dias. Isso significa que ele encontrou um ‘corpo de arco-íris’. Este é o mais elevado estado perto do estado de Buda”.




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Dashi-Dorzho Itigilov: O Monge Morto-Vivo 

Em 1927 o monge morreu ou entrou em estado de profunda meditação, pois até hoje seu corpo está "vivo", não se decompôs e continua flexível! É um mistério da ciência... 

Corpo incorruptível não é novidade. Existem vários casos documentados, como Rosália Lombardo, uma garotinha que morreu a 90 anos e seu corpo está inteirinho ainda. O que diferencia o monge Dashi-Dorzho Itigilov é que além do corpo estar incorruptível, está flexível. Você pode apertar suas mãos se quiser! Alguns devotos dizem que ele nem morto está, mas sim em meditação profunda! Vamos conhecer sua história.

[Imagem: monge_dashi.jpg]

Dashi-Dorzho Itigilov

Dashi-Dorzho Itigilov foi um lama da tradição budista tibetana. Nasceu em 1852 e começou a sua educação religiosa com a idade de 16 anos. Estudou na Anninsky Datsan (uma Universidade budista em Buryatia, do qual só restam ruínas), ganhando diplomas em medicina e filosofia. Naquela época, ele escreveu uma enciclopédia de farmacologia.

Em 1911, foi nomeado o 12 º Pandido Khambo Lama (nome como o líder dos budistas russos são denominado), e inaugurou o período de um renascimento budista em Buryats (estado russo). Entre 1913 e 1917, Itigilov era proeminente na vida espiritual da Rússia Imperial.

Durante a Primeira Guerra Mundial Itigilov presidiu a sociedade "Irmãos Buryat", uma organização que ajudava o exército russo com dinheiro, provisões, roupas e medicamentos. Ele também ajudou a construir grande número de hospitais, com médicos lama ajudando soldados feridos. Por suas atividades beneficentes, Itigilov foi condecorado com a Ordem de St. Anna.

Em 1926 Itigilov aconselhou os monges budistas a deixar a Rússia, já que "o ensino vermelho estava vindo para a terra", mas ele optou por permanecer no país. Um ano mais tarde, aos 75 anos, ele reuniu outros lamas para começar a cerimônia de meditação e ritos funerários, já que ele disse que estava prestes a morrer. Os lamas não quiseram realizar esta meditação porque Itigilov ainda estava vivo. Como resultado, Itigilov começou a meditar sozinho até que outros lamas se juntassem a ele e logo seu corpo deixou de respirar.

Itigilov deixou um testamento pedindo para ser enterrado como ele estava no momento de sua morte: sentado em posição de lótus. De acordo com os seus desejos, seu corpo foi colocado em um caixão de pinho e enterrado em um bumkhan (um cemitério para os enterros lama) na localidade de Khukhe-Zurkhen. Uma das cláusulas do testamento estipulava que seu corpo deveria ser exumado por outros monges de tempos em tempos. Esta cláusula é interpretada por entusiastas para demonstrar que Itigilov previu a incorruptibilidade de seu corpo.

Em 1955 e em 1973, o corpo de Itigilov foi examinado por monges budistas, que ficaram surpresos ao observar a falta de sinais de decadência física. Eles estavam muito relutantes em divulgar sua descoberta às autoridades anti-religiosas da Rússia comunista e o corpo permaneceu no local até 2002.

Em 11 de setembro de 2002, o corpo de Itigilov foi finalmente exumado na presença dos líderes da Tradição Budista Sangha da Rússia. O corpo foi transferido para Ivolginsky datsan, onde foi examinado de perto por monges e também por cientistas e patologistas. Um comunicado oficial foi emitido sobre o corpo que estava "na condição de alguém que morreu há 36 horas", muito bem conservado, sem quaisquer sinais de decadência, com os músculos inteiros, tecido interno, juntas flexíveis e pele.

[Imagem: monge_dashi_09.jpg]

Pessoas retirando o caixão de pinho enterrado no bumkhan com o corpo de Dashi-Dorzho Itigilov

[Imagem: monge_dashi_03.jpg]

Caixão de pinho com o corpo de Dashi-Dorzho Itigilov

[Imagem: monge_dashi_08.jpg]

O caixão aberto, com o corpo dentro

[Imagem: monge_dashi_02.jpg]

O corpo depois de limpo e retirado do caixão

[Imagem: monge_dashi_04.jpg]

Corpo com roupa e na posição de lótus. Para muitos devotos, monge não morreu e está em estado de profunda hibernação

Itigilov está atualmente em Ivolginsky datsan, e os monges budistas locais aproximam-se dele como se fosse uma pessoa viva e apertam suas mãos. Alguns devotos chegam a afirmar que Itigilov ainda está vivo, só imersos em uma hibernação ou em estado de nirvana e que conversam com ele.

Em 23 de abril de 2003, a conferência budista reconheu o corpo de Dashi-Dorzho Itigilov como um dos objetos sagrados do budismo na Rússia. Naquela época, eles lançaram a pedra fundamental para um templo consagrado a Dashi-Dorzho Itigilov.

A partir de 2005, o corpo de Itigilov foi mantido ao ar livre, em contacto com outras pessoas, sem preservar quaisquer regimes de temperatura ou umidade!

[Imagem: monge_Ivolginsky_Datsan.jpg]

Ivolginsky datsan, na Rússia, onde está atualmente o corpo de Dashi-Dorzho Itigilov

[Imagem: monge_dashi_07.jpg]

Dashi-Dorzho Itigilov no templo. Ele está exposto desde 2005 sem nenhuma técnica de preservação do corpo

[Imagem: monge_dashi_06.jpg]

Detalhe da mão flexível, com um monge a apertando

[Imagem: monge_dashi_05.jpg]

Monge toca a cabeça de Dashi-Dorzho Itigilov

Em 2007, mais de 150 pesquisadores de diversos países se reuniram em um congresso na tentativa de solucionar o mistério. Um deles disse que é claro que ele está morto, pois não pode levantar e andar, mas as análises de laboratório de suas células mostram o contrário!

Em abril de 2013, Vladimir Putin foi para Buryatia para "manter uma conversa" com Itigilov e outros lamas.



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