BARRA ANIMADA


Translate

SEJA BEM VINDO


BARRA 2


Mensagem


A Frequência Fotônica Pleiadiana e a Nova Era do Fóton


quinta-feira, 2 de julho de 2015

Núcleo da Terra pode ter reserva de água três vezes maior que o volume dos oceanos




A gota da imagem acima dimensiona a quantidade de água da superfície da Terra em comparação ao tamanho do planeta. Mas também revela a importância de uma novidade que pode ajudar a explicar a origem da nossa água. 
Pesquisadores descobriram que pode existir uma reserva de água na crosta terrestre que equivale a três vezes o volume encontrado hoje nos oceanos.



A água está presa em um tipo de rocha azul chamada ringwoodita, cerca de 700 quilômetros abaixo da superfície. Essa camada de rocha entre a superfície da Terra e seu núcleo é chamada de manto terrestre.
Em artigo publicado na revista Science, os cientistas explicam que esse mineral atrai hidrogênio e retém a água. Se 1% do peso das rochas for de água, essa quantidade seria suficiente para encher três vezes os oceanos na superfície.
Para chegar nessa conclusão, os cientistas analisaram dados do USArray, uma rede de sismógrafos dos Estados Unidos. Esses instrumentos são capazes de medir as vibrações de terremotos, causados por ondas geradas no interior do planeta. Ao analisar mais de 500 ondas, eles descobriram a água onde deveria existir apenas rocha.
A descoberta deve fornecer pistas interessantes para os pesquisadores sobre a origem da água do planeta. Alguns cientistas acreditam que a maior parte da água veio de cometas que colidiram com a Terra. Mas a novidade pode reforçar a teoria de que a água veio do interior do planeta.


"É uma boa evidência de que a água da Terra veio de dentro", disse Steven Jacobsen, pesquisador da Universidade Northwestern (EUA) e coautor do estudo. A água escondida também pode explicar como os oceanos têm permanecido com o mesmo tamanho durante milhões de anos.
Existe mais água doce no oceano do que nós extraímos da terra em 100 anos

Mapa da topografia e batimetria do mundo, mostrando ocorrências conhecidas de água doce salobra subterrânea no mar. Crédito: Vincent E. A. Post et al

De acordo com um grupo de pesquisadores liderado pelo Dr. Vincent Post, do Centro Nacional de Águas Subterrâneas e da Universidade Flinders, na Austrália, cerca de 500 mil quilômetros cúbicos de água potável estão enterrados sob o fundo do mar em plataformas continentais ao redor do mundo.
A água subterrânea poderia, talvez, ser usada para garantir suprimentos para cidades costeiras florescentes do mundo, e foi localizada ao largo da Austrália, China, América do Norte e África do Sul.
“O volume deste reservatório de água é cem vezes maior do que a quantidade que temos extraído da sub-superfície da Terra desde 1900. Saber sobre estas reservas é uma grande notícia, porque este volume de água poderia sustentar algumas regiões por décadas”, explica Post, que é o primeiro autor do artigo publicado na revista “Nature”.


“Os cientistas que se dedicam às pesquisas de águas subterrâneas sabiam que há água doce sob o fundo do mar, mas achavam que ela só aparecia sob condições raras e especiais. Nosso estudo mostra que aquíferos doces e salobros abaixo do leito marinho são realmente um fenômeno bastante comum. Essas reservas foram formadas ao longo dos últimos milhares de anos, quando, em média, o nível do mar era muito mais baixo do que é hoje e quando o litoral ficava mais longe. Então, quando chovia, a água se infiltrava no solo e enchia o lençol freático em áreas que hoje estão sob o mar”, explicou.

Quando o nível do mar subiu, no momento em que calotas polares começaram a derreter, cerca de 20 mil anos atrás, essas áreas foram cobertas pelo oceano. Muitos aquíferos eram – e ainda são – protegidos da água do mar por camadas de argila e sedimentos que se assentam sobre eles.
“Os aquíferos são semelhantes aqueles abaixo da terra, que grande parte do mundo depende para beber água, e sua salinidade é baixa o suficiente para que possam ser transformados em água potável”, destaca o cientista. “Há duas maneiras de acessar essa água. Construir uma plataforma em alto-mar e perfurar o fundo do mar, ou perfurar do continente ou ilhas próximas dos aquíferos”, diz.

Enquanto perfuração longe da costa pode ser muito cara, essa fonte de água doce deve ser avaliada e considerada em termos de custo, sustentabilidade e impacto ambiental contra outras fontes de água, como a dessalinização, ou até mesmo a construção de grandes novas barragens em terra.
“A água doce sob o fundo do mar é muito menos salgada do que a água do mar. Isto significa que pode ser convertida em água potável com menos energia do que a água do mar exige durante a dessalinização, e também nos deixaria com muito menos águas hiper-salinas”, conclui o Dr. Post. [Sci News]

Manto terrestre guarda um oceano de água



Com um sincronismo interessante, ao mesmo tempo que se descobre que a água do cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko é muito diferente da água dos oceanos terrestres, cientistas descobrem de onde a água da Terra pode ter vindo.
A resposta pode ser surpreendente: das suas próprias rochas. O ciclo das águas, que todos conhecemos desde pequenos, ganha mais um surpreendente componente.
A pergunta que os cientistas se fizeram foi: “Será que nosso planeta faz a própria água por meio de processos geológicos, ou será que a água veio das bordas do sistema solar, carregada na forma de cometas?”
A resposta provavelmente é “das duas formas”. Uma equipe da Universidade Estadual de Ohio (EUA) relatou uma série de reações geoquímicas que a Terra captura água em seu interior durante bilhões de anos e depois libera em pequenas quantidades através da tectônica de placas, alimentando assim os oceanos.
Utilizando-se de uma prensa poderosa de laser, os cientistas comprimiram cristais de bridgmanite e ringwoodite, duas formas de olivina que são bastante comuns na crosta terrestre, e estudaram as mudanças que se operam na estrutura cristalina.
Eles estavam em busca de uma reação que utilizasse o hidrogênio que fica preso em imperfeições do cristal. Com o oxigênio que é bastante comum nestes minerais, poderia haver alguma sequência de reações que permitiriam a combinação do hidrogênio com o oxigênio, formando a água.
O cenário resultante destes testes de laboratórios e de simulações de computador é que a ringwoodite poderia ser responsável pela produção da água através de reações geoquímicas. Esta água seria então levada da “zona de transição”, que fica entre 500 e 800 km de profundidade, para o manto por outro mineral, chamado garnet.
O ciclo seria completado em bilhões de anos. As placas tectônicas lentamente fariam esta água fluir para os oceanos terrestres. A água contida no manto ainda assim seria pouca, mas como ele corresponde a 80% do volume do planeta, os pesquisadores acreditam que deve guardar tanta água quanto o Oceano Pacífico.
O desafio agora é determinar exatamente qual o papel deste ciclo geológico. Se ele for parte do ciclo das águas do planeta, então o tempo total desse ciclo no nosso planeta tem que ser de bilhões de anos. [Science DailyUniversidade Estadual de Ohio]
Espantosa comparação da Terra em relação com a água e o ar

Na ilustração você pode ver a comparação impressionante entre o volume de nosso planeta com o da água e do ar.
A esfera de ar corresponde ao ar na densidade ao nível do mar, ou seja, um ATM. Mas lembre-se que, de todo este ar, apenas 21% é oxigênio que passou a ser produzido em grande quantidade a 2,45 bilhões de anos atrás por organismos fotossintetizadores.
Apesar de cerca de 70% da superfície da Terra estar coberta por água, nosso planeta é uma esfera levemente úmida já que apenas uma camada “finíssima” dela contém água.
A imagem foi criada por Globaïa’s Félix Pharand-Deschênes baseado no conceito criado por Adam Nieman para a Earth Summit de 2002, na África do Sul. [Gizmodo]
=================================================================
ARTIGO ATUALIZADO - Publicado em 20/11/2015
Cientistas descobrem outro oceano debaixo da terra

Foi na cidade de Juína, no Mato Grosso, que os pesquisadores fizeram uma das mais extraordinárias descobertas geológicas realizada até hoje

Pesquisadores descobriram um pequeno diamante que aponta para a existência de um grande depósito de água sob o manto da Terra. Com cerca de 600 quilômetros de profundidade,  seu volume poderia preencher  três vezes  os oceanos que conhecemos.

O principal autor do estudo, Graham Pearson,  membro da Universidade de Alberta, no Canadá, disse que “Uma das razões da Terra ser um planeta dinâmico é a presença de água em seu interior. As mudanças da água dependem da forma como o mundo funciona. ”

Depois de discutir a teoria há décadas, os cientistas relatam que finalmente encontraram um grande oceano no manto da Terra, três vezes maior do que os oceanos que conhecemos.

Esta descoberta surpreendente sugere que a água da superfície vem do interior do planeta como parte de um ciclo integrado da água, desbancando a teoria dominante de que a água foi trazida para a Terra por cometas gelados que passaram por aqui há milhões anos.
Cada vez mais os cientistas estão aprendendo sobre a composição de nosso planeta, compreendendo os acontecimentos relacionados às mudanças climáticas. O clima e o mar estão intimamente relacionados com a atividade tectônica que tem estado continuamente vibrando sob nossos pés.

Assim, os pesquisadores acreditam que a água na superfície da Terra poderia ter vindo do interior do planeta, tendo sido “impulsionada” para a superfície por meio de atividade geológica.

Depois de inúmeros estudos e cálculos complexos para testar suas teorias, os pesquisadores acreditam ter encontrado um reservatório gigante de água numa zona de transição entre as camadas superior e inferior do manto, uma região que se encontra em algum lugar entre 400 e 660 km abaixo da superfície da terra.

Como sabemos, a água ocupa a maior parte da área de superfície do nosso planeta, que é paradoxalmente chamado de Terra. Embora seja verdade que, em comparação com o diâmetro terrestre a profundidade dos oceanos represente apenas uma fina camada semelhante à casca de uma cebola, descobrimos agora que a presença deste precioso líquido não está limitada à superfície visível.

Na realidade, a cerca de centenas de quilômetros de profundidade no subsolo há também enormes volumes de água, com uma importância fundamental para a compreensão da dinâmica geológica do planeta. Quase um oceano no centro da Terra.

A descoberta do oceano subterrâneo

A importante descoberta foi realizada por pesquisadores canadenses, que se basearam em um diamante encontrado numa rocha, em 2008, em uma área conhecida como Juína, no estado do Mato Grosso, Brasil.

A descoberta ocorreu por acidente, pois a equipe que estava, na realidade, à procura de outro mineral, ter comprado o diamante de alguns garimpeiros que o tinham encontrado através de uma coleta de cascalho realizada em um rio raso. Ao analisar a pedra detalhadamente um estudante descobriu, um ano depois, que o diamante, de apenas três milímetros de diâmetro e de pouco valor comercial, continha em sua composição um mineral chamado ringwoodite, que até agora só tinha sido encontrado em rochas de meteoritos e que contém significativa quantidade de água. No entanto, a confirmação final da presença deste mineral levou muitos anos, pois foi necessária a realização de vários testes e análises científicas.

De onde vem este mineral?

A análise detalhada da amostra encontrada revelou que, neste caso, o mineral não provinha de meteoritos, mas do manto da Terra, a uma profundidade de cerca de 410 e 660 km, em uma área que é conhecida como “zona de transição”.

Anteriormente, discutia-se muito sobre a possibilidade da existência de grandes quantidades de água muitos quilômetros abaixo do subsolo, mas nunca tinha sido antes demonstrada nenhuma prova real de tal teoria, que tem implicações muito importantes para a forma como entendemos os fenômenos geológicos planetários, pois acredita-se que este é o mineral mais abundante na zona do manto. Desta forma, como a amostra encontrada possui até 1,5 por cento de seu peso em água, pode-se afirmar que existem volumes de água realmente extraordinários, como um grande oceano.

Esta descoberta é, sem dúvida, uma das mais importantes realizadas no campo da geologia nos últimos anos, e forçará os peritos a modificarem, até certo ponto, a abordagem que se tem utilizado até agora para analisar fenômenos como vulcanismo, placas tectônicas e muitos outros processos de importância na compreensão da dinâmica da Terra – cujo nome, depois dessa descoberta, se tornou ainda mais paradoxal.

A peculiaridade desta descoberta  é que  esta água não existe em qualquer um dos três estados que conhecemos: líquido, sólido ou gasoso. A água foi encontrada em estruturas moleculares de formações rochosas no interior da Terra.

Uma concentração tão importante de água trás uma mudança significativa nas teorias relacionadas com a origem da água na superfície da Terra.

Esta descoberta é a prova de que nas partes mais profundas do nosso planeta, a água pode ser armazenada. Fato este que poderá colocar fim em uma polêmica de 25 anos, sobre se o centro da terra é seco ou úmido em algumas áreas.

A capacidade de armazenar água em seu interior não é exclusiva da Terra. Outros planetas, como Marte, podem conter grandes quantidades de água, algo que nos faz pensar se o planeta vermelho poderia abrigar vida.

FONTE: https://www.epochtimes.com.br/cientistas-descobrem-outro-oceano-debaixo-da-terra/#.VlEiE9KrS1s

Total de visualizações de página

Página FaceBook