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A Frequência Fotônica Pleiadiana e a Nova Era do Fóton


domingo, 29 de novembro de 2015

UMA VIAGEM AO CÉREBRO HUMANO-Parte 1




Qual é a influência do cérebro nos sentidos humanos?








O corpo humano é dotado de cinco sentidos (capacidades) que lhe possibilita interagir com o mundo exterior (pessoas, objetos, luzes, fenômenos climáticos, cheiros, sabores, etc). Através de determinados órgãos do corpo humano, são enviadas ao cérebro as sensações, utilizando uma rede de neurônios que fazem parte do sistema nervoso.

1-Visão- É a capacidade de visualizar objetos e pessoas. O olho capta a imagem e envia para o cérebro, para que este faça o reconhecimento e interpretação.

2-Audição- É a capacidade de ouvir os sons (vozes, ruídos, barulhos, músicas) provenientes do mundo exterior. O ouvido capta as ondas sonoras e as envia para que o cérebro faça a interpretação daquele som.

3-Paladar- Este sentido (capacidade) permite ao ser humano sentir o gosto (sabor) dos alimentos e bebidas. Na superfície de nossas línguas existem milhares de papilas gustativas. São elas que captam o sabor dos alimentos e enviam as informações ao cérebro, através de milhões de neurônios.

4-Tato- É o sentido que permite ao ser humano sentir o mundo exterior através do contato com a pele. Abaixo da pele humana existem neurônios sensoriais. Quando a informação chega ao cérebro, uma reação pode ser tomada de acordo com a necessidade ou vontade.

5-Olfato- Sentido relacionado à capacidade de sentir o cheiro das coisas. O nariz humano possui a capacidade de captar os odores do meio externo. Estes cheiros são enviados ao cérebro que efetua a interpretação.
A ESTRUTURA DO CÉREBRO-
córtex cerebral é dividido em áreas denominadas lobos cerebrais, cada uma com funções diferenciadas e especializadas;

1-Lobo temporal- cuja zona superior recebe e processa informação auditiva. As áreas associativas deste lobo estão envolvidas no reconhecimento, identificação e nomeação dos objetos.

2-Lobo frontal- é o córtex motor primário, associado ao movimento de mãos e da face. As funções associativas deste lobo estão relacionadas com o planeamento.

3-Lobo parietal- é o córtex somato-sensorial primário, recebe informação através do tálamo sobre o toque e a pressão. A nível associativo este lobo é responsável pela reação a estímulos complexos.

4-Lobo occipital- recebe e processa informação visual. As suas áreas associativas estão relacionadas com a interpretação do mundo visual e do transporte da experiência visual para a fala.

COMO SE PROCESSA A IRRIGAÇÃO CEREBRAL
O oxigênio e os nutrientes, necessários para o funcionamento normal das células do cérebro, chega-lhes através do sangue que circula em vasos sanguíneos (artérias). O cérebro recebe sangue por dois pares de artérias:
1-Artérias carótidas, que se formam a partir das artérias do pescoço. Estas dividem-se em:
A-artéria carótida externa, que fornece sangue à face e ao couro cabeludo;
B-artéria carótida interna, que fornece sangue à parte da frente do cérebro e do globo ocular.
C-artérias vertebrais, que se formam a partir das artérias do peito. Estas dividem-se e fornecem sangue à parte de posterior do cérebro, ao cerebelo e ao bulbo raquidiano.
QUAIS AS FUNÇÕES DO CÉREBRO HUMANO?
O cérebro é o centro de controle do movimento, do sono, da fome, da sede e de quase todas as atividades vitais necessárias à sobrevivência. Todas as emoções, como o amor, o ódio, o medo, a ira, a alegria e a tristeza, também são controladas pelo cérebro. Ele está encarregado ainda de receber e interpretar os inúmeros sinais enviados pelo organismo e pelo exterior.Os cientistas já conseguiram elaborar um mapa do cérebro, localizando diversas regiões responsáveis pelo controle da visão, da audição, do olfato, do paladar, dos movimentos automáticos e das emoções, entre outras. No entanto, pouco ainda se sabe sobre os mecanismos que reagem o pensamento e a memória.aqui temos algumas hipóteses em teste;

Como Aumentar o Poder do Seu Cérebro

Procurando maneiras de aumentar o seu intelecto, impedir o envelhecimento mental, e quem sabe, viver um pouco mais? Você ficará surpreso em saber que tais estratégias existem e que a maioria é facilmente realizada com pequenos ajustes aqui e ali na sua rotina diária. Encorpore os seguintes hábitos à sua vida e você poderá aumentar o poder do seu cérebro, ser mentalmente saudável e ainda ficar mais inteligente.
Exercite-se. O exercício estimula o funcionamento do cérebro, causando a multiplicação das células nervosas, reforçando suas ligações e protegendo-as dos riscos. Durante o exercício, as células nervosas liberam proteínas conhecidas como fatores neurotrópicos. Uma proteína em particular, chamada fator neurotrópico derivado do cérebro (FNDC), provoca inúmeras reações químicas que promovem a saúde neurológica, e beneficiam diretamente as funções cognitivas, como a capacidade de aprendizado.Além disso, o exercício oferece proteção para seu cérebro através dos seguintes fatores:
1-Produção de componentes protetores das células nervosas
2-Melhora na circulação de sangue no cérebro
3-Desenvolvimento otimizado e proteção dos neurônios
4-Diminuição dos riscos de doenças cardiovasculares, como o infarto
5-Uma pesquisa de 2010 sobre os primatas revelou que exercícios regulares, além de otimizarem a circulação sanguínea no cérebro, ainda ajudaram os macacos a aprenderem novas habilidades duas vezes mais rápido que o normal, um benefício que os pesquisadores acreditam que seja similar nos seres humanos.
6-Outros estudos ainda mostraram que os exercícios fortalecem as mitocôndrias, organelas que produzem energia em todas as células do corpo, ou seja, o exercício pode ajudar o cérebro a funcionar mais rápido e melhor.
A IMPORTÂNCIA DO ÔMEGA 3
O ácido docosa-hexaenóico, ou DHA, gordura rica em ômega-3, é um componente estrutural essencial para o cérebro e para a retina. Aproximadamente 60% do nosso cérebro é composto de gorduras – sendo que 25% dessa gordura é o DHA. Ele também é um dos ingredientes principais do leite materno, o que leva os cientistas a crer que os bebês alimentados no peito conseguem melhores resultados em testes de QI no futuro.Gorduras ricas em ômega-3, como o DHA, são consideradas essenciais, pois nosso corpo não é capaz de produzi-las.;O DHA é encontrado em grande quantidade nos neurônios — as células dos nosso sistema nervoso central, onde oferece suporte estrutural. Quando ingerimos pouco ômega-3, nossas células nervosas se tornam mais rígidas e mais propícias a inflamações, pois o ômega-3 é substituído por colesterol e pelo ômega-6. Uma vez que as células nervosas enrijecem e inflamam, toda a neurotransmissão é comprometida.A influência do ômega-3 na saúde física e mental tem sido objeto de intensa pesquisa nos últimos 40 anos, e foram descobertas fortes evidências que essa gordura ajuda a reduzir os sintomas de várias doenças psiquiátricas e degenerativas do cérebro. Por exemplo, níveis muito baixos de DHA estão relacionados à perda de memória e à doença de Alzheimer.O mais animador é que as pesquisas mostram que além de prevenir certas doenças, o DHA pode reverter alguns quadros. Por exemplo, em um estudo, 485 voluntários idosos que sofriam de déficit de memória perceberam uma melhora significativa após ingerirem 900 mg de DHA por dia em 24semanas.Em outro estudo, notou-se melhora significativa em testes de fluência verbal nos pacientes que ingeriram 800 mg de DHA por dia por 4 meses. Além disso, a memória e a capacidade de aprendizado sofreram grande melhora quando o DHA foi combinado com 12 mg de luteína por dia.Aspesquisas sugerem que a composição do tecido cerebral envelhece, o que significa que, quanto mais velhos ficamos, mais precisamos de ômega-3 para prevenir doenças mentais e degeneração cerebral.Podemos ingerir,para os veganos,o óleo de linhaça dourada,rico em ômega 3,6 e 9.



Durma bem. O sono é essencial, não só para a regeneração física do corpo, mas para atingir novos níveis de capacidade mental, e criar novas soluções criativas para antigos problemas. O sono ajuda a “resetar” o cérebro, e olhar para os problemas de uma maneira diferente, melhorando a criatividade de maneira crucial.
1-Um pesquisa realizada em Harvard revelou que as pessoas aumentam em 33% sua capacidade de solucionar problemas após o sono, mas poucos são os que percebem essa melhora. O sono também ajuda na memória e na melhora das várias capacidades cerebrais. O fato é que apenas seis horas de sono em uma noite podem afetar positivamente sua capacidade de pensamento no dia seguinte.
2-O processo de crescimento, conhecido como plasticidade, sustenta a capacidade do cérebro de controlar o comportamento, incluindo o aprendizado e a memória. A plasticidade ocorre quando os neurônios são estimulados por eventos ou informações do ambiente. Entretanto, o sono e a perda dele modificam a expressão de vários genes e produtos genéticos que podem ser importantes para a plasticidade sináptica. Além disso, certas formas de potenciação a longo prazo, um processo neurológico associado ao aprendizado e à memória, podem ser obtidas durante o sono, o que quer dizer que as conexões sinápticas são reforçadas enquanto dormimos; entre os adultos, um cochilo à tarde pode ser essencial para aumentar e restaurar o poder cerebral. 


Use óleo de coco;Um dos combustíveis mais essenciais para o cérebro é a glicose, que se transforma em energia. O cérebro fabrica sua própria insulina para converter em glicose e alimentar a corrente sanguínea.Se a produção de insulina diminui, o cérebro começa a literalmente passar fome, pois fica provado da energia vinda da glicose, essencial para o seu funcionamento. Isso é o que acontece com os pacientes portadores de Alzheimer — partes de cérebro dessas pessoas se atrofia, danificando suas funções, dentre elas a memória, a fala, os movimentos e a personalidade.Comoconsequência, o cérebro pode atrofiar caso haja uma resistência à insulina e ele perca sua capacidade de converter a glicose em energia. Felizmente, nosso cérebro é capaz de processar mais de um tipo de fonte de energia, e é nesse momento que o óleo de coco entra em cena.Existe outra substância que pode alimentar o seu cérebro e evitar a atrofia. Ela ainda é capaz de restaurar e renovar os neurônios e as funções nervosas após algum tipo de dano.A substância em questão é chamada decetoácidos. Eles são produzidas quando o corpo converte gordura (ao invés de glicose) em energia, e uma das fontes principais dessa substância é o triglicérides de cadeia média (TCM) encontrado no óleo de coco. O óleo de coco contem cerca de 66% de TCM.
ESTUDO DIRIGIDO TESTANDO O ÓLEO DE CÔCO
1-Níveis terapêuticos de TCM foram pesquisados, dosados a 20 gramas por dia. De acordo com um estudo conduzido , apenas duas colheres de sopa de óleo de coco (cerca de 35 ml) fornece o equivalente a 20 gramas de TCM, quantidade necessária indicada para prevenir doenças neurológicas degenerativas, ou para tratar casos já estabelecidos.
2-Cada pessoa possui uma forma diferente de tolerância em relação ao óleo de coco, portanto é aconselhável começar com doses pequenas e administrar até chegar no nível indicado pelos médicos. Meu conselho é começar com uma colher de chá todos os dias pela manhã. Gradualmente, aumente a dose até que você consiga tolerar quatro colheres de sopa. O melhor é consumir o óleo junto com a comida para evitar enjoos.
Tome vitamina D;Receptores ativos de vitamina D aumentam o crescimento nervoso do cérebro, e os pesquisadores encontraram um rumo metabólico para a vitamina D no hipocampo e cerebelo, áreas envolvidas no planejamento e processamento das informações, e na formação de novas memórias.O Instituto Nacional de Saúde Mental concluiu recentemente que é vital que a gestante tome vitamina D para o desenvolvimento cerebral do bebê. A crianças deve tomar a vitamina após o nascimento para os mesmo fins. A pesquisa também mostrou que a falta de vitamina D em adultos está associada com o mal funcionamento do cérebro, e que a ingestão adequada dessa vitamina pode ajudar na manutenção cerebral.Para esse fim, uma exposição apropriada ao sol deve ajudar, pois o sol é insubstituível quando o assunto é a habilidade do corpo de produzir a quantidade adequada de vitamina D.A exposição apropriada ao sol é suficiente para manter os níveis adequados para a saúde e o funcionamento do cérebro. Pesquisas mostram que os adultos precisam de cerca de 2,4 mg de vitamina D por dia para manter os níveis de sérum acima de 40 ng/ml, que é a quantidade mínima necessária. O nível ideal é entre 50 e 70 ng/ml, e acima de 100 ng/ml para tratar câncer e doenças cardíacas. Entretanto, é importante perceber que não existe uma dose milagrosa quando o assunto é a vitamina D. O importante é o nível de sérum do seu corpo, portanto é preciso testar seus níveis de vitamina D para certificar-se de que o nível está dentro do adequado.
Otimize sua flora intestinal;Seu intestino e seu “segundo cérebro,” e as bactérias intestinais transmitem informações ao cérebro através do nervo vago, o décimo par de nervos cranianos que vai do cérebro até o sistema nervoso entérico (o sistema nervoso do trato gastrointestinal).
Existe uma relação entre a flora intestinal anormal e o cérebro anormal, e da mesma forma que possuímos neurônios no cérebro, os possuímos também na flora intestinal — incluindo neurônios que produzemneurotransmissores como a serotonina, que também é produzida pela cérebro e está ligada ao humor.Ou seja, a saúde do seu intestino pode afetar o funcionamento do seu cérebro, da sua psique e do seu comportamento, pois estão interligados e interdependentes em diferentes níveis.Asbactérias do intestino são uma parte ativa e integrante do corpo, e portanto dependem muito da sua dieta e do seu estilo de vida.Se você consumir muita comida processada e bebidas adoçadas, por exemplo, poderá comprometer severamente as bactérias do intestino, pois esses alimentos destroem a microflora e o açúcar de todos os tipos  e alimenta as bactérias ruins.
Tome vitamina B12;A carência dessa vitamina já foi chamada de “canário na mina de carvão” e pesquisas recentes reforçaram a importância dessa vitamina no fortalecimento da mente conforme oenvelhecimento.De acordo com pesquisas mais recentes, pessoas com altos níveis de carência de vitamina B12 tiveram maus resultados em testes cognitivos, além de apresentarem volume cerebral menor, o que sugere que a falta da vitamina contribui para o encolhimento do cérebro.A confusão mental e os problemas de memória são dois sinais de alerta para a carência de vitamina B12, sendo um indicativo da sua importância para a saúde mental.Além disso, uma pesquisa Finlandesa descobriu que as pessoas que consomem alimentos ricos em B12 podem reduzir o risco de Alzheimer.Para cada unidade de vitamina B12 aumentada, o risco de Alzheimer diminui em 2%. A pesquisa também mostrou que o suplemento de vitaminas do complexo B ajudam a adiar a atrofia em idosos com dano leve cognitivo (a atrofia cerebral é uma das características da doença de Alzheimer).
1-A deficiência de vitamina B12 é muito falada e muitas pessoas têm dificuldade em absorver adequadamente este nutriente dos alimentos. O exame de sangue não é um indicador confiável dos níveis de B12, portanto o melhor é ficar atento aos sintomas da deficiência e melhorar sua dieta.
2-A vitamina B12 está disponível de forma natural no leite e ovos(procure sempre consumir os orgânicos), para ter a quantidade necessária de B12, poderá comprometer a capacidade do corpo em absorver as vitaminas dos alimentos. Os suplementos de vitamina B12 são completamente não tóxicos e baratos, especialmente se comparados aos custos dos testes de laboratórios.
Ouça música;Faz tempo que as teorias dizem que a música pode aumentar o poder cerebral; você provavelmente já ouvir falar no “Efeito Mozart,” que sugere que a música clássica pode deixar as pessoas mais inteligentes. De fato, pesquisas revelam que ouvir música combinada com exercícios pode melhorar os níveis cognitivos e elevar as habilidades de fluência verbal em pessoas diagnosticadas com doença na artéria coronária (doença relacionada com o declínio nas habilidades cognitivas). Neste estudo, os sinais de melhora na fluência verbal dobraram após uma sessão de música.Ouvir música também melhora as funções cognitivas e aumenta o foco entre adultos saudáveis, portanto aproveite esse simples prazer sempre que puder.
Desafie sua mente;Um dos métodos mais simples de melhorar o funcionamento do cérebro é continuar aprendendo. O tamanho e a estrutura dos neurônios, e a ligação entre eles, se modificam quando você aprende algo.Você pode aprender coisas de várias formas que vão além dos livros, como viajar, aprender a tocar um instrumento musical ou aprender um idioma diferente, além de participar de atividades sociais.
Faça ginástica cerebral;Assim como aprender, desafiar o cérebro com exercícios de raciocínio pode ajudar a manter seu funcionamento. Pode ser algo simples como pensar em pessoas famosas com a letra A, fazer palavras-cruzadas ou jogar algum jogo de tabuleiro que envolva o raciocínio.A pesquisa revelou ainda que navegar na internet ativa regiões do cérebro relacionadas à razão complexa. Portanto, diferente de assistir passivamente à TV, usar a Internet é uma tarefa estimulante que pode ajudar a aumentar o poder do cérebro.

FONTES;English: Increase Your Brain Power, Italiano: Aumentare le Capacità Intellettive,Français: augmenter vos capacités cérébrales


O cérebro humano é uma máquina fantástica, e dizer isso é básicamente uma redundância do termo. Porém existem muitas anedotas e misticismo quando se fala sobre ela.Todos já discutiram alguma vez a separação da “Emoção” do “Raciocínio”. Desde os tempos de Platão, as emoções são vistas como algo que atrapalha o pensamento lógico. Pior ainda: a maioria das pessoas realmente acredita que, pelo menos nas decisões mais importantes, nós somos capazes de deixar as emoções de lado e pensar de acordo com o pensamento de economia clássica: baseados em fatos, evidências e custo-benefício.

Porém, a verdade é que na grande maioria das vezes não é assim que nos comportamos. Em uma situação cotidiana, quando vamos a um supermercado, dificilmente ficamos fazendo aritmética, considerando os ingredientes de cada produto, o valor nutricional. Normalmente olhamos para um produto e decidimos se compramos ou não baseados no que sentimos. No meio de dezenas de marcas diferentes para um mesmo tipo de produto, escolhemos baseado em experiências passadas, em algum acontecimento marcante, nas lembranças e assim por diante, e tudo em frações de segundos.

Antonio Damasio é um conhecido neurologista português que estuda o cérebro e nosso comportamento. Ele estudou pacientes que literalmente perderam a capacidade de ter emoções por causa de danos cerebrais, seja por tumor, por problema genético. Poderíamos pensar, assim como o grande filósofo Platão, que uma pessoa sem emoções seria capaz de tomar as melhores decisões o tempo todo, uma vez que não seria influenciado por elas.Porém, o que acontece é que sem as emoções essas pessoas não conseguem aprender. 

Qualquer decisão trivial se torna uma análise de custo-benefício. Decisões cotidianas como que roupa vestir, que canal de televisão assistir, tomar chá ou tomar café, todas as coisas mundanas que decidimos quase instantaneamente, esse tipo de paciente pode demorar até horas para chegar a uma conclusão.Um fato que já sabemos é que todas as emoções, tristeza, compaixão, alegria, depressão, prazer, etc são reações químicas no cérebro, todas elas. Inclusive já sabemos como influenciar ou controlar muitas dessas emoções. 

Usuários de drogas sabem a sensação de prazer. Pessoas que tomam antidepressivos também. Todos químicos que atuam no cérebro e modificam nossas emoções. Esquizofrenia e Parkinsson, por outro lado, são danos nesse sistema químico.Outro fato é que nosso cérebro foi feito – ou melhor dizendo, evoluiu – para aprender. Aprendemos com tentativa e erro. Aprendemos observando e inferindo padrões. 

As emoções fortemente influenciam nossas decisões. E isso não é ruim. Quando aprendemos algum padrão, dopamina é liberada no cérebro, criando uma sensação de prazer. Gostamos de descobrir o padrão das coisas, tentar prever eventos futuros.Em um experimento com macacos, onde tocamos um sino e depois damos uma banana, o macaco aprende o padrão “depois do sino vem a banana”. Ele aprende isso e podemos medir a dopamina sendo liberada já quando o sino é tocado, porque o macaco aprende a prever esse acontecimento. 

Se acendermos uma luz, tocarmos o sino e depois dermos a banana, o macaco aprende que o evento “luz” dá sequência ao sino e depois à banana. Isso pode ser repetido com diversas etapas e o macaco aprende o padrão. Porém, se seguirmos o padrão e a banana não vier no final, o macaco efetivamente fica triste, porque a previsão não funcionou.



Como as emoções influenciam nossa vida: o cérebro emocional- JOSEPH LEDOUX . Cérebro Emocional: Os misteriosos alicerces da vida emocional 

Joseph LeDoux é professor do Centro de Ciência Neurológica da New York University e descreve em seu livro a pesquisa pioneira sobre a natureza e a origem das emoções. LeDoux observa que o estudo das emoções a partir da compreensão do funcionamento do cérebro permite um conhecimento que vai além daquele proporcionado somente pela experimentação psicológica. 

Discorre, em especial, sobre o papel da amígdala, parte fundamental do sistema emocional, nas reações de medo, e também comenta investigações mais recentes de outros cientistas em neurociência, explicando de que modo muitas emoções fazem parte de um complexo sistema neuropsicológico desenvolvido para melhor adaptação e sobrevivência. LeDoux focaliza ainda os processos cerebrais coexistentes em transtornos de ansiedade, fóbicos e transtorno de pânico. 

O interesse pelas relações entre mente e cérebro levou Joseph LeDoux a publicação dessa obra sobre a neurologia das emoções. 

Em “O cérebro emocional”, escrito de forma simples e clara, LeDoux dirige-se tanto ao especialista como ao leigo. Informativo e esclarecedor, seu livro polemiza com todos os que procuram entender melhor a influência das emoções em nossa vida. O autor alude sobre a dificuldade da conceituação da emoção e dos esforços que são feitos pelos pesquisadores para a sua compreensão. Menciona a relevância da questão da psicologia da emoção e do cérebro emocional; demonstra paulatinamente pela história a tendência de se separar razão e paixão, pensamento e sentimento, cognição e emoção.

Segundo sua explanação, os estudos cognitivos buscam compreender de que maneira adquirimos o conhecimento do mundo, para tal, abordando um lado do cérebro que tem relação com o pensamento, raciocínio e o intelecto. Segundo o autor, a emoção é excluída, a mente não existe sem a emoção, as criaturas sem a emoção tornam-se o que ele chama de almas de gelo. Com o advento da inteligência artificial (IA), houve um avanço da ciência cognitiva com o intuito de retratar a mente humana com o uso de simulações do computador. Ela se sustenta na posição conhecida como funcionalismo. Sendo assim, a mente tem para o cérebro a mesma função que o programa tem para o hardware do computador. 

Os cientistas cognitivos tendem a considerar a mente um processo não consciente e não como conteúdos inconscientes. Excluindo a consciência, a ciência cognitiva deixou de lado aqueles estados conscientes denominados emoções. Os cientistas cognitivos rejeitam que mente e consciência sejam a mesma coisa. O autor dá exemplos de várias pesquisas mostrando que, enquanto o hemisfério direito do cérebro faz a ação o esquerdo tende a explicar com alguma situação relevante que se encaixe no movimento. O comportamento é uma atitude sem consciência das razões, pois é produzido por sistemas cerebrais de atividades inconscientes, visto que uma das principais tarefas da consciência é fazer da nossa vida uma história coerente, um auto-conceito e o cérebro faz isso dando explicações para o comportamento com base em nossa auto-imagem, em lembranças do passado, em expectativas futuras, na situação social presente e no meio ambiente físico em que se produz o comportamento.




Sendo assim, parece que grande parte da vida mental acontece fora dos limites da percepção consciente. 

O processamento de estímulos passa mais tarde a exercer influência significativa sobre o pensamento e o comportamento. Segundo o autor, a consciência só será entendida se estudarmos os processos inconscientes que a viabilizam. Sem dúvida, o autor procura deixar bem claro a importância de considerar as emoções de forma consistente e reveladora e ainda questiona por que a emoção foi excluída da reabilitação da mente realizada pela revolução cognitiva dentro da psicologia. 

Foram citados estudos realizados na área econômica, que demonstraram que a tomada de decisão não é, na maioria das vezes, racional.Pesquisadores do desenvolvimento, afirmam que o passado da espécie é muito importante quando se trata de explicar a condição emocional do homem atual. Segundo o autor, que pesquisou a inteligência emocional, o sucesso da vida depende de elevado quociente emocional (QE), tanto quanto ou mais que apenas de um quociente de inteligência (QI). Para a neurociência, cada vez mais se acentua a importância dos sentimentos mais intensos quando se trata de tomar uma decisão. As emoções tradicionalmente eram consideradas estados de consciência subjetivos; sentir medo, irritação ou felicidade é ter a percepção de que se está usufruindo uma forma específica de experiência tendo consciência dessa experiência. Podemos verificar como o cérebro processa inconscientemente o significado emocional dos estímulos fazendo uso dessa informação para controlar atitudes adequadas ao significado emocional dos estímulos. Verificando como o cérebro processa informações emocionais, poderemos compreender de que maneira ele cria experiências emocionais.

Cognitivistas aludem que os modelos cognitivos deviam ser vistos como os causadores das emoções, se quisermos uma aproximação mais verossímil do que é, na verdade, a mente. Alguns pesquisadores sugerem que a psicologia cognitiva deveria se voltar para as cognições quentes em oposição a processos lógicos e frios. Ainda não há uma integração satisfatória entre esses fenômenos e a ciência cognitiva. 

O sistema mamífero é visivelmente constituído como um sistema emocional, e, segundo o autor, tanto os processos subjacentes à emoção e à cognição podem ser estudados fazendo-se uso dos mesmos conceitos e ferramentas experimentais. Ele acredita que de agora em diante reunir cognição e emoção no seio da mente é fundamental, porque a mente possui pensamentos e emoções, sendo que um estudo unilateral jamais será satisfatório. 

A ciência da mente é herdeira do reino unido da emoção e da cognição. Chamar o estudo da cognição e da emoção de ciência cognitiva é fazer-lhe um desserviço, afirma o autor certamente de forma crítica querendo na realidade chamar a atenção de forma enfática para essa questão primordial. 

É um alerta para a questão separatista que ele, como pesquisador das emoções, considera altamente relevante. Ele continua sua narrativa ainda explorando seu ponto de vista demonstrando que na questão das emoções ao contrário da cognição, há uma maquina biológica – o cérebro que nem sempre funciona independentemente do corpo. A maioria das emoções envolve reações físicas, porém não existe esse tipo de relação entre cognições e ações. 

A cognição permite-nos decidir como reagimos em determinada situação. Nas emoções, as respostas corporais constituem parte integrante no processo global da emoção como enfatizou Willian James. As emoções se desenvolveram como especializações fisiológicas e comportamentais, reações físicas controladas pelo cérebro, que possibilitaram aos organismos ancestrais a sobrevivência em ambientes hostis e a procriação. A impossibilidade de um computador ter emoções é devido a falta de uma historicidade que é resultado de muitas eras de evolução biológica.




Apesar de a ciência cognitiva ter tratado as emoções com desatenção, os cientistas que se dedicam ao assunto em nenhum momento tiveram desatenção aos cientistas que se dedicam ao estudo da cognição, em nenhum momento a ignoram. 

As emoções resultam das interpretações cognitivas das situações, e a atividade fisiológica deve ter uma representação cognitiva para que possa influenciar uma experiência emocional. O autor relata vários experimentos sobre a relação emoção e cognição. 

Em seu ponto de vista, as teorias tendem a considerar que uma delas ocorre de modo inconsciente, uma vez que emoção e cognição são ações distintas. Após o hiato nas décadas de 60 a 70, surgiram interesses pelos processos emocionais inconscientes estimulados pelos estudos da reinterpretação da defesa perceptiva e da percepção subliminar. De que maneira os processos inconscientes ocorrem? 

O autor cita diversas pesquisas com o inconsciente emocional, que, indiscutívelmente, mostram que grande parte das atividades emocionais do cérebro acontecem no inconsciente emocional. Na questão da avaliação, o cérebro precisa avaliar um estímulo e decidir se deve ser ignorado ou se deve produzir alguma reação. A avaliação preenche a lacuna entre estímulos e respostas e entre estímulos e sentimentos. Segundo o autor, as teorias da avaliação não estão inteiramente corretas, pois exigiriam que o mecanismo de avaliação se voltasse completamente, desde o começo para os níveis acessíveis à introspecção de cognição superior.

LeDoux acredita que emoção e cognição são mais bem compreendidas como função mentais interativas, mas distintas, mediadas por sistemas cerebrais interativos embora distintos. As emoções, segundo o autor, funcionam em algum espaço psíquico e neural, ao qual a consciência não tem livre acesso. As funções não-verbais primitivas da evolução do homem permanecem não conscientes e não verbais até se tornarem conscientes e verbais. Segundo o autor, a teoria do sistema límbico é inadequada como justificativa para a vida emocional. 

O funcionamento do cérebro dá-se a partir de sinais elétricos transmitidos pelos neurônios (células do cérebro) de uma área para os neurônios de outra. A estimulação elétrica reproduz artificialmente os efeitos do fluxo natural de informações no cérebro. Vários experimentos eram feitos introduzindo-se fios no cérebro para, por meio de corrente elétrica, ativar as células neurais. Para W. James as relações emocionais precedem e determinam as experiências conscientes, enquanto para Cannon reações e experiências ocorrem simultaneamente. 

Com o advento do neocórtex nos mamíferos, a capacidade para formas superiores de funções psicológicas, tais como o pensamento e o raciocínio, aflorou e alcançou seu auge no homem. Contudo, até mesmo no homem, o cérebro visceral permaneceu praticamente inalterado, responsável pelas funções primitivas por ele realizada em nossos ancestrais mais antigos. As emoções implicam a integração de sensações provenientes do meio ambiente externo com as sensações viscerais intrínsecas ao corpo, que se dá no cérebro visceral. Os estímulos emocionais do mundo externo produzem reações nos órgãos viscerais. Em seguida, mensagens desses órgãos internos são transmitidas para o SNC e para todo o sistema límbico.

LEIA MAIS;ledouxlab/

Referências ;

Almeida, L. B. Modelo fisiológico de emoções. In http://www.inf.ufrgs.br/pos/ppgc/semanacademica/artigos2003/1322.pdf.
Instituto de Informática, Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Vigotsky, L. S. (1996). A formação social da mente: o desenvolvimento dos processos psicológicos superiores. (Cipolla Neto, J., Menna Barreto, S. & Afeche, S. C. trad.). 

USP-INSTITUTOS DE ESTUDOS AVANÇADOS-CÉREBRO E COGNIÇÃO—e-AULAS-USP-O CÉREBRO-EVOLUÇÃO E TECNOLOGIA

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CONCLUSÃO E NOTA DO BLOG

A quebra de um mito

Um dos mitos mais conhecidos sobre o cérebro é o de que utilizamos apenas 10% de sua capacidade. É uma ideia atraente, pois sugere que poderíamos ser muito mais inteligentes, bem-sucedidos e criativos se conseguíssemos aproveitar os outros 90% que podemos estar desperdiçando.Infelizmente, isso não é verdade. Não é bem claro a que se referem esses tais 10% de uso. 

Se a afirmação se refere a 10% de regiões cerebrais, é fácil de ser refutada.Usando uma técnica chamada imagem de ressonância magnética funcional, neurocientistas podem identificar as partes do cérebro que são ativadas quando uma pessoa faz ou pensa em algo.Umasimples ação, como abrir e fechar a mão ou dizer algumas poucas palavras, requer uma atividade de muito mais de uma décima parte do cérebro. 

Mesmo quando se supõe que a pessoa não está fazendo nada, o cérebro está trabalhando bastante, controlando funções como respiração, atividade cardíaca e memória.Se os 10% mencionados se referirem ao número de células do cérebro, ainda assim a afirmação não procede.Quando qualquer célula nervosa deixa de ser utilizada, ela se degenera e morre ou é colonizada por outras áreas vizinhas. Não permitimos que as células do nosso cérebro fiquem ociosas, elas são valiosas demais.Segundo o neurocientista Sergio Della Sala , o cérebro precisa de muitos recursos. 

Manter o tecido cerebral consome 20% de todo o oxigênio que respiramos.Como pode, então, uma idéia sem fundamento biológico ou fisiológico ter conseguido se espalhar desse jeito? É difícil rastrear a fonte original do mito.O psicólogo e filósofo norte-americano William James escreveu no livro “As energias do homem” que “utilizamos sómente uma pequena parte de nossos possíveis recursos mentais e físicos”. 

Ele pensava que as pessoas podiam progredir mais, mas não se referia ao volume do cérebro nem à quantidade de células, tampouco a uma porcentagem específica.A referência aos 10% é feita em um prólogo da edição de 1936 do popular livro deDale Carnegie “Como ganhar amigos e influenciar pessoas”. Algumas pessoas dizem que Albert Einstein foi a fonte da afirmação.Della Sala tem tentado encontrar essa citação, mas ninguém que trabalha no arquivo de Albert Einstein pôde sequer confirmar que tenha existido. 

Parece mais outro mito.É claro que, se nos propusermos, podemos aprender coisas novas. E cada vez há mais evidências que mostram que nosso cérebro muda. Mas isso não significa que estejamos explorando uma nova área. Acredita-se que, quando novas conexões entre as células nervosas são feitas, perdemos velhas conexões quando já não as necessitamos.

O que mais intriga nesse mito é que ele pode ter nascido e se cristalizado com base em uma informação que não é correta. Talvez falar em 10% seja uma forma atrativa porque oferece um potencial enorme para melhorar ou dominar….seriam as manipulações habituais? Todos queremos ser melhores. E podemos, se nos cuidarmos. Porém, nunca vai acontecer de encontramos uma porção do nosso cérebro em desuso.

CONTINUA…


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