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A Frequência Fotônica Pleiadiana e a Nova Era do Fóton


domingo, 29 de novembro de 2015

UMA VIAGEM AO CÉREBRO HUMANO-parte 2




Os neurônios que constituem o sistema nervoso formam uma intrincada rede, comparável, em certos aspectos, ao sistema telefônico de uma grande cidade. 

A rede nervosa é formada pelos axônios e dendritos, que atuam como cabos de transmissão de impulsos nervosos, e por corpos celulares de neurônios, que atuam com estações de processamento e de transmissão de informações.




LEIA MAIS;


TIPOS DE NEURÔNIOS

Há três tipos principais de neurônios: os sensoriais; os motores; e os interneurônios. Os neurônios sensoriais levam a informação captada do ambiente externo até o sistema nervoso, por meio dos receptores de estímulos (sejam eles mecânicos ou químicos). Os interneurônios, grupo de neurônios mais numeroso, transmitem o sinal dos neurônios sensoriais ao sistema nervoso central. Os motores conduzem a resposta ao estímulo recebido, do sistema nervoso central ao órgão ou tecido estimulados.A comunicação entre os neurônios ocorre na fenda sináptica (espaço entre os neurônios) que, no momento da transmissão da informação, é preenchida por neurotransmissores, substâncias químicas armazenadas em vesículas nos dendritos e que provocam reações nos tecidos. Cada neurotransmissor produz um efeito, e cada neurônio possui diversos tipos de substâncias químicas, ou seja, um neurônio pode provocar diversas reações dependendo do estímulo recebido.



*Nos vertebrados, os corpos celulares dos neurônios estão concentrados no sistema nervoso central, ou seja, no encéfalo e na medula, e também em pequenas estruturas globosas espalhadas pelo corpo, os gânglios nervosos. Os dendritos e os axônios, geralmente chamados de fibras nervosas, estendem-se por todo o corpo, conectando os corpos celulares dos neurônios entre si e às células sensoriais, musculares e glandulares.

*No corpo celular, a parte mais volumosa da célula nervosa, se localizam o núcleo e a maioria das estruturas citoplasmáticas.

*Os dendritos (do grego dendron, árvore) são prolongamentos finos e geralmente ramificados, que conduzem os estímulos captados do ambiente ou de outras células em direção ao corpo celular.


*O axônio é um prolongamento fino, geralmente mais longo que os dendritos, cuja função é transmitir para as outras células os impulsos nervosos provenientes do corpo celular.



Células da glia

Nos vertebrados, além dos neurônios, o sistema nervoso apresenta-se constituído pelas células da glia ou células gliais. A função dessas células é dar sustentação aos neurônios e auxiliar o seu funcionamento. As células da glia constituem cerca da metade do volume dos nosso encéfalo.

Há diversos tipos de células gliais. Os astrócitos, por exemplo, dispõem-se ao longo dos capilares sanguíneos do encéfalo, controlando a passagem de substâncias no sangue para as células do sistema nervoso. Os oligodendrócitos e as células de Schwann enrolam-se sobre os axônios de certos neurônios, formando envoltórios isolantes.




AS SINAPSES NERVOSAS

Para entender bem de neurotransmissores, é preciso antes compreender neurotransmissão. Através dessas trocas eletroquímicas entre neurônios é que o cérebro analisa e transmite toda a informação necessária para uma perfeita funcionalidade do organismo.Essas trocas são os chamados impulsos nervosos. Eles viajam através do corpo celular e pelo axônio. Quando o axônio chega ao fim, o impulso deve atravessar pela sinapse, uma área que separa essa terminação axonal do dendrito do próximo neurônio. Portanto, SINAPSE é o local por onde são transmitidos os sinais elétricos de uma célula a outra.
Existem dois tipos de sinapses no organismo: química e elétrica.

1-SINAPSE ELÉTRICA


Esse é um tipo de sinapse abundante no SNC(sistema nervoso central) e no SNP(sistema nervoso periférico), sendo encontrada também no miocárdio, na musculatura lisa do intestino, em hepatócitos e em células epiteliais do cristalino.Na sinapse elétrica a transmissão do impulso elétrico é feita diretamente entre as células por meio das junções GAP (nota pessoal;essa junção é composta por proteínas de membrana que servem como canais de baixa resistência elétrica. Essa junção GAP possui uma estrutura hexagonal chamada conexon, que forma um canal que representa a via de fluxo de corrente elétrica entre as células). 

Essa forma de comunicação é chamada de transmissão eletrotônica.Essas junções entre as células tem algumas especificidades em se tratando se sistema nervoso. Nessa região, elas são feitas principalmente por proteínas chamadas conexinas: proteínas de 4 alças transmembrânicas, com terminações N e C no citosol. Seis dessas conexinas formam um canal chamado conexon.




Tais conexons podem se fechar ou se abrir, de acordo com a variação das concentrações intracelulares de Ca++ ou H+. As sinapses elétricas possuem uma transmissão bem mais rápida do que as químicas (ela se dá por meio da emissão de impulsos elétricos). Outra coisa que se pode dizer é que as sinapses elétricas são bidirecionais e tem efeito de curta duração.

2-SINAPSES QUÍMICAS

As sinapses químicas são as mais comuns no organismo. Elas são bastante específicas, principalmente pelo fato de nelas haver uma transmissão unidirecional de informação.
 A sinapse química é a região em que a informação é transmitida por meio de mediadores químicos chamados NEUROTRANSMISSORES. Eles irão atuar em proteínas receptoras da membrana da célula pós-sináptica (um outro neurônio ou um miócito), podendo ter ação excitatória ou inibitória.


Para se entender uma sinapse química, é importante entender como acontece a liberação dos neurotransmissores. O que acontece é o seguinte: No terminal axonal do neurônio pré-sináptico existem vesículas repletas de neurotransmissores (chamadas vesículas sinápticas). Quando acontece um potencial de ação na célula, sua membrana é despolarizada, havendo a indução da abertura de canais de cálcio. O Ca++ se liga à proteínas chamadas “sítios de liberação”, que se encontram na superfície interna da membrana pré-sináptica. Essa ligação do cálcio proporciona uma mudança conformacional na proteína, que libera então as vesículas sinápticas.Pode parecer complicado para os leigos no assunto, mas tudo isso é importante para compreender porque o cérebro precisa de cuidados especiais, dada a quantidade de ligações eletromagnéticas sutis e delicadas que realiza.Vejamos adiante.




COMO FOI PROJETADO NOSSO CÉREBRO

Se levarmos em conta o universo inteiro, formado – pelo que se sabe – por bilhões de galáxias, o cérebro humano é o objeto mais complexo que se conhece. Ou, melhor dizendo, que o cérebro humano conhece.O cérebro foi projetado pela evolução. Sabe-se tudo – ou quase tudo – a respeito da sua forma e da sua estrutura. Sabe-se, também, que foi projetado de acordo com um processo evolutivo, ao longo de 400 milhões de anos(talvez mais) de tentativas e erros, numa seqüência praticamente ininterrupta, com influências climáticas, mudanças ambientais, recombinações inúmeras e DNA extraterrestre(que alguns cientistas mais céticos contestam, mas até  professor Crick, que decodificou atesta);ninguém chegou e disse:-  “Agora vamos projetar o cérebro do homem, o ponto de chegada na classificação dos seres vivos.” Ao contrário. Assim como em relação aos outros órgãos de nosso corpo, o cérebro é um conjunto de peças diferentes, reunidas em uma espécie de “faça você mesmo” primitivo que parece obedecer à norma de jamais jogar nada no lixo(não existe DNA lixo).

Parece feito de propósito para enlouquecer os biólogos ligados á uma visão estritamente utilitária da evolução, aqueles que  assim que encontram uma estrutura em qualquer organismo, tentam descobrir sua serventia com o objetivo de determinar o processo de seleção natural responsável por sua criação.O cérebro humano conserva os traços das estruturas surgidas em etapas sucessivas nos organismos dos vertebrados:a saber;

1-as estruturas da medula espinhal, que comandam as atividades determinadas por reflexos e funções automáticas, como a respiração e os batimentos cardíacos, a digestão e a locomoção;

2-o paleoencéfalo, já presente nos répteis, que comanda mecanismos inatos como a fome, o comportamento sexual e a sede, os cuidados com a prole;

3-e o neoencéfalo que contém o córtex cerebral. Aqui, na etapa conclusiva,podemos incluir a mistura do DNA chamado de “alienígena” do caminho que vai do homem das cavernas ao homem como conhecemos hoje, um ainda desconhecido, na verdade, aconteceu uma revolução, como disse o biólogo norte-americano Edward O. Wilson: “Na fase final, o cérebro foi catapultado para um nível totalmente novo, e dotado das ferramentas necessárias para produzir uma linguagem e uma cultura. Graças ao seu pedigree originário, porém, não foi possível instalá-lo numa caixa craniana vazia como se fosse um computador. 

O velho cérebro tinha sido ‘montado’ naquele lugar para veicular os instintos e, independentemente das novas peças acrescentadas, mantinha sua vitalidade ao ritmo dos batimentos cardíacos. O novo cérebro teve de ser equipado com os meios à disposição – dentro e ao redor daquele antigo. O resultado foi a natureza humana: a genialidade combinada com a capacidade e as emoções dos animais, a paixão política e artística aliada à racionalidade para criar um novo instrumento de sobrevivência.”





O RESULTADO DE ANOS DE EVOLUÇÃO E RECOMBINAÇÕES GENÉTICAS

Assim mesmo, aquele amontoado de peças empilhadas durante milhões de anos – combinadas e recombinadas,misturando DNAs e um pouco por necessidade de sobrevivência da espécie – resultou, até onde sabemos, no único órgão do universo capaz de possuir a consciência imediata e subjetiva do mundo e de si mesmo. Ou seja, o único ser vivo dotado de consciência ou, como se dizia antigamente, de uma alma.

Aquele que já foi o maior dos mistérios da biologia – o cérebro humano – está pouco a pouco revelando seus segredos;microeletrodos que permitem identificar o mais leve movimento de um neurônio, as técnicas de geração de imagem mediante a ressonância magnética e a tomografia por emissão de pósitrons, capazes de amplificar a “sinfonia” que ocorre no córtex com a visão de um quadro famoso ou a percepção do aroma de um perfume. Com essas técnicas – e muitas outras -, começou-se a entender os processos fisiológicos subordinados aos aspectos da mente, como a memória, a percepção, o aprendizado e a linguagem. Graças aos resultados das pesquisas, um número cada vez maior de cientistas ousa olhar de frente para aquele que foi, ao mesmo tempo, o mais intangível e o menos evitável dos fenômenos: a consciência.

OS RESULTADOS

Até agora, são tão freqüentes quanto inconcludentes. Como escreveu Antonio R. Damasio no livro O Erro de Descartes ( provavelmente, o mais belo livro sobre o cérebro e a mente escrito recentemente), “realmente as novas descobertas se desenvolvem num ritmo mais intenso do que nunca”. Apesar disso, faltam descrições precisas e interpretações globais que permitam afirmar que se conhece “com certeza de qual maneira o cérebro produz a mente”.Sem dúvida, a mente não é separada do cérebro, tampouco do corpo. Não está na epífise – a glândula pineal, onde o filósofo francês René Descartes havia situado a mente “inteiramente diferente do corpo”. E não é sequer um programa, um software com o qual o cérebro comanda o hardware – o corpo -, como acreditavam os gurus da inteligência artificial. Hoje, isso está demonstrado em muitos eventos documentados na literatura médica.

LEIA MAIS;ANTONIO DAMASIO E O CÉREBRO/MENTE




COMO AUMENTAR A QUANTIDADE DE NEURÔNIOS ATRAVÉS DA NUTRIÇÃO

Para funcionar corretamente, o cérebro de uma pessoa precisa de energia e nutrição. Aproximadamente uma quinta parte do oxigênio, dos nutrientes e da energia consumida por uma pessoa, vai diretamente para o cérebro. Este está composto principalmente de gordura e água, e contém cerca de 100 bilhões de células cerebrais chamadas neurônios. Uma função-chave dos neurônios é a de transmitir e receber informação. Uma nutrição adequada aumenta a neurogênese, o processo de geração de novas células cerebrais. A água, as gorduras boas, as proteínas, os carboidratos e os micro-nutrientes ajudam a produzir mais neurônios no cérebro.

ALGUMAS DICAS ALIMENTARES IMPORTANTES PARA MELHORAR A QUALIDADE DOS NEURÔNIOS

1-Consuma alimentos que contenham gorduras boas. As gorduras boas são necessárias para manter as células do cérebro funcionando bem. A gordura no cérebro ajuda na produção de energia. As nozes e as sementes, bem como as verduras de folha, são excelentes fontes de gorduras boas, bem como os ácidos graxos omega-3. O milho, o óleo de cártamo e o óleo de borragem são boas fontes de gorduras omega-6. Evite as gorduras trans e saturadas em sua alimentação, que significam uma ameaça para o cérebro, já que podem obstruir o sistema circulatório, que deve manter um fluxo de oxigênio ótimo e levar os detritos para longe do cérebro.

2-Consuma alimentos ricos em aminoácidos essenciais. Os aminoácidos são uma parte integral na criação dos neurônios. Eles vêm das proteínas e constroem o cérebro. A proteína é uma fonte importante encontrada  no leite, bem como nas amêndoas, no abacate  e na banana 

3-O açúcar ou glicose proporciona um impulso de energia, o que é bom. No entanto, muitas pessoas consomem açúcar em excesso, o que não é saudável. Precisamos de glicose para o funcionamento adequado do cérebro. Fique longe dos açúcares refinados, em vez deles, consuma carbo-hidratos complexos como grãos inteiros ou alimentos feitos de farinha de grão integral.

4-Coma muitas frutas e verduras para obter as vitaminas, minerais e fitonutrientes necessários. Os micronutrientes (vitaminas, minerais e fitonutrientes) são essenciais, mesmo que só sejam necessárias pequenas quantidades deles para estimular o crescimento de mais neurônios no cérebro. Um exemplo de micronutrientes é a vitamina B, que é encontrada na casca dos grãos e das verduras de folha verde. O zinco é outro nutriente essencial, que é encontrado nas sementes, nas nozes e amêndoas. O cálcio regula a transmissão nervosa, enquanto os fitonutrientes constroem estruturas no neurônio, como também se encarregam de reparar e proteger os neurônios.

5-Beba muita água. O água é totalmente necessária para a saúde do cérebro já que ajuda na circulação e na eliminação de detritos. Evite as bebidas que contenham açúcar demais ou álcool.





COMO TREINAR SEU CÉREBRO E MANTER OS NEURÔNIOS ATIVOS-DICAS PARA FAZER EM CASA

1-A caminho do chuveiro, feche os olhos, localize a torneira e regule a temperatura da água para o morno. Depois,feche os olhgos e sem ver nada, diferencie o xampu do condicionador pelo cheiro. Ainda no escuro, enxugue-se e vista a roupa utilizando sómente o seu instinto;isso é um exercício de  neuróbica – técnica que emprega a associação e a variação dos sentidos em tarefas simples para manter a mente forte e flexível. As atividades dessa ginástica inusitada envolvem sempre mais de uma sensação num mesmo contexto. E é essa interação, além, é claro, da quebra de rotinas, que força o cérebro a trabalhar mais e melhor. Segundo Lawrence Katz, neurobiólogo americano que desenvolveu a novidade, a vida cotidiana é a academia ideal para a aeróbica da massa cinzenta.

2-As emoções são capazes de aguçar os neurônios. Cada célula cerebral pode trocar de 1 mil a 10 mil impulsos nervosos com outro neurônio. Tudo vai depender, porém, de como se dá a estimulação. E o uso de vários sentidos ao mesmo tempo é uma boa estratégia para aumentar a quantidade de tais comunicações.

3-A conseqüência dessa grande interação é que os neurônios produzirão mais neurotrofinas – nutrientes naturais do cérebro. “Quanto maior o número de conexões, mais rapidamente é transmitida a mensagem e isso deixa a mente sempre ativa”, esclarece Avelino Leonardo da Silva, neurofisiologista da Universidade Estadual Paulista, em Assis, no interior de São Paulo.

4-Segundo a neuróbica, além do olfato, da visão, do tato, da audição e do paladar, a emoção também pode ajudar a intensificar o contato entre as células nervosas. Para entender bem como funciona essa engrenagem, é só imaginar uma música que foi ouvida numa situação especial. Sempre que for tocada, ela vai trazer a lembrança do momento vivido. Isso ocorre por causa da interação entre a sensação auditiva e a emocional.

QUEBRA DE ROTINA:

1-“Um fato será lembrado com mais facilidade se houver várias informações relacionadas a ele”, explica Gilberto Xavier, neurofisiologista da Universidade de São Paulo. Fazer pequenas mudanças na rotina é outra maneira de deixar o cérebro em forma. Isso porque os comportamentos do dia-a-dia são quase sempre automáticos e, portanto, feitos com um gasto mínimo de energia cerebral.Escovar os dentes com a mão contrária, por exemplo, é um ótimo começo. A mente é preparada para trabalhar com o inesperado e, ao reagir a uma novidade, a atividade dos neurônios aumenta em várias áreas cerebrais.

2-O cérebro adulto ainda pode mudar. E para melhor; durante muito tempo a idade avançada foi sinônimo de perda da capacidade mental. Mas essa crença já não é unanimidade.O neurologista da Universidade da Califórnia Michael Merzenich mostrou, em pesquisa recente, que o cérebro mantém seu poder de crescer, adaptar-se e mudar padrões de conexões mesmo em adultos.

3-A conclusão é compartilhada pelo pesquisador Avelino Leonardo da Silva, da Unesp, em Assis. Segundo ele, tão importante quanto o número de células nervosas que o indivíduo tem são os tipos de ligações que realizam. “Com o tempo pode-se perder neurônios, mas, se os que restam forem bem treinados e conectados, mantém-se o cérebro em dia.”

4-A neuróbica dá outra pista para esse treinamento. Prepare uma refeição bem cheirosa, bonita e saborosa. Teste a receita atento às sensações que ela provoca. Converse com quem estiver à mesa com você. Pronto, mais um exercício cerebral sem suor nem muito esforço.




MELHORANDO A SAÚDE COM MAIS NEURÔNIOS


Durante décadas foi senso comum acreditar que os neurônios, as principais células que compõem o cérebro, eram apenas produzidos durante a gestação e no começo da infância, e só. De acordo com este dogma, havia pouca esperança de se repor os neurônios perdidos pelo envelhecimento, por acidentes ou por doenças.Há quase 20 anos foi descoberto que o cérebro adulto continua  produzindo novos neurônios ao longo da vida – fenômeno chamado de neurogênese. 

Já havia relatos de neurogênese especialmente em aves, mas a demonstração de que isso ocorria em humanos revolucionou as neurociências, provocando uma mudança de paradigma. Atualmente, há indícios de que os neurônios continuam a se formar mesmo em idosos afetados por doenças degenerativas do cérebro, como o Alzheimer.Diversos estudos têm sido publicados ultimamente, cobrindo desde o papel que os neurônios recém-nascidos podem ter na formação da memória, até as diversas atividades que podem alterar sua produção. Então, com base nessas últimas evidências, como podemos aumentar a produção de neurônios e como isso pode melhorar a saúde?

OS FATORES PARA A PRODUÇÃO DE NEURÔNIOS

A produção de neurônios não ocorre de forma constante, sendo influenciada por uma série de fatores ambientais distintos. Por exemplo, o consumo de álcool tem mostrado que retarda a produção de novas células nervosas. Por outro lado, ela pode ser estimulada através de exercícios físicos. 

Foi demonstrado que camundongos que faziam exercícios produziam o dobro de neurônios do que os sedentários.Mesmo utilizando de artifícios para produzir mais neurônios, não significa que os mesmos estarão disponíveis. 

A maioria deles morre em poucas semanas, como geralmente ocorre com outras células do nosso corpo. Porém, pesquisas com camundongos têm demonstrado que se os animais forem desafiados cognitivamente, essas células nervosas vão sobreviver. É como se o cérebro fabricasse novos neurônios para a eventualidade de precisar deles.

O interessante é que as pesquisas indicam que quanto mais difícil for a tarefa a ser realizada, maior a quantidade de neurônios que sobreviverão. Também indicam que é o processo de aprendizagem, e não apenas o desafio, que garantem essa sobrevivência. Então, se não houver o aprendizado, o desafio será em vão. Além disso, quanto mais tempo demorar para o aprendizado ocorrer, mais neurônios serão retidos, o que aparentemente significou um maior esforço.

COMO A QUIMIOTERAPIA AFETA OS NEURÔNIOS

A maioria das pesquisas é desenvolvida com animais de laboratório. Então, o que aconteceria com um ser humano se ele parasse de produzir novos neurônios no hipocampo? A medicina moderna, infelizmente, nos oferece uma população de “cobaias” prontas: pessoas que estão fazendo tratamento de quimioterapia. A quimioterapia afeta o processo de divisão celular necessário para a geração de novas células. Portanto, não deve ser coincidência que pacientes sob tratamento quimioterápico geralmente reclamam de dificuldade de aprendizagem e memória, uma síndrome também conhecida como “quimiocérebro”.

Podemos resumir essas principais descobertas em alguns conceitos simples:

•    Milhares de novos neurônios são produzidos no cérebro adulto todo dia, particularmente numa região chamada de hipocampo que afeta os processos de aprendizado e memória.

•    Em poucas semanas, a maior parte desses novos neurônios morrerá, a não ser que o cérebro seja desafiado a aprender algo novo. O aprendizado efetivo, especialmente o que requer um grande esforço, pode manter esses novos neurônios vivos.

•    Apesar dos novos neurônios não serem essenciais para boa parte da aprendizagem, a sua falta pode afetar o processo de aprendizagem e a memória. Portanto, estimular a neurogênese, pode auxiliar na redução do declínio cognitivo e manter o cérebro em forma.

Então, comece já a se engajar em atividades que estimulam a produção de neurônios, como exercícios físicos, e em atividades que desafiem seu cérebro e resultem em aprendizado, garantindo a sobrevivência desses neurônios, como o estudo formal ou os exercícios . 

Desta forma, você aumenta as suas reservas cerebrais e fica mais resistente ao declínio cognitivo e a doenças neurodegenerativas. Como os neurônios continuam a se multiplicar até o final da vida, nunca é tarde demais para começar a formar essa reserva. E, também nunca é cedo demais para começar, pois terá mais tempo de formar uma reserva maior.




NEUROMATEMÁTICA-A NOVA CIÊNCIA DO CÉREBRO

A Neurociência ainda não dispõe de um quadro conceitual para interpretar em nível elevado de abstração dados obtidos em experimentos laboratoriais. A situação desta área do saber pode ser diagnosticada, assim, como rica em dados e pobre em teoria. Para sanar esse problema, são necessários novos modelos matemáticos que deem conta dos dados experimentais observados, ou seja, um novo campo da matemática.Esta nova ciência do cérebro se chama Neuromatemática, e é o que estuda o professor Antonio Galves, do Instituto de Matemática e Estatística (IME) da USP. Galves é coordenador do Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepid) em Neuromatemática, o NeuroMat, financiado pela Fapesp. A empreitada conta com uma equipe composta por matemáticos de áreas diversas, além de neurocientistas, cientistas da computação e médicos da USP e de instituições nacionais e internacionais. “Trata-se de um centro de matemática pura, inspirado nas questões que a Neurobiologia nos coloca”, explica Galves.

Leia mais sobre os Cepids da Universidade em USP sedia 11 dos 17 novos centros de pesquisa e inovação da Fapesp

Conexões matemáticas

Uma das perguntas que o NeuroMat tenta responder é como nosso cérebro codifica e processa estímulos externos. Ao ver uma árvore, por exemplo, é possível reconhecê-la como árvore ainda que seus galhos estejam se movendo ou que suas folhas tenham caído, indicando a capacidade de reconhecermos padrões naquilo que observamos.Mas este processo é muito mais elaborado do que podemos imaginar em uma primeira análise. Os cientistas suspeitam que o cérebro seja, na verdade, um exímio estatístico. “A idéia é que existe uma regularidade em nível superior do que a simples aparência e essa regularidade é uma regularidade de caráter estatístico”, conta Galves. Esse processo é chamado de seleção estatística de modelos. No exemplo dado, seria a capacidade do cérebro decodificar e processar informações, mesmo variáveis, que fazem com que possamos reconhecer uma árvore. “Procurar regularidades estatísticas através da seleção de modelos é uma ideia revolucionária em neurociência”, afirma o matemático.

A EXPERIÊNCIA COM A MÚSICA

Uma das experiências realizadas pelo centro de pesquisa para tentar compreender o funcionamento do cérebro, registrou a atividade elétrica cerebral de voluntários expostos a três ritmos musicais diferentes. Os ritmos se expressavam a partir de uma sucessão regular de unidades com batidas fortes, fracas, ou intervalos silenciosos. A isso acrescentou-se o apagamento aleatório de batidas fracas, substituídas por unidades silenciosas. O objetivo da pesquisa era obter evidências experimentais corroborando a hipótese de que o cérebro fazia “seleção estatística de modelos”. Em outras palavras, o que se queria saber é se, a partir de longas amostras produzidas com as sequências rítmicas mais o apagamento aleatório, o cérebro identificava as sequências regulares de base, fossem quais fossem as escolhas aleatórias de apagamento.Os resultados preliminares obtidos dão força à idéia. “Estamos tentando encontrar evidências de que usar a seleção estatística de modelos como paradigma para a atividade cerebral é viável e factível”, diz Galves. O desafio, explica o professor, é construir modelos que dêem conta das evoluções temporais obtidas por meio de registros eletrofisiológicos durante a exposição a estímulos diversos, como rítmicos e visuais.



ESTIMULANTES CEREBRAIS

Teoricamente,os estimulantes cerebrais são utilizados para melhorar as capacidades do cérebro como a concentração e facilitar a memorização.

Alguns dos remédios utilizados como estimulantes cerebrais têm sido:

​*Modafinil, um remédio para o tratamento de narcolepsia mas também é muito utilizado por estudantes para aliviar cansaço das noites de estudos para exames;

*Ritalina, um remédio usado para combater o déficit de atenção em crianças, Alzheimer ou depressão/demência em idosos.

Estes remédios são utilizados como estimulantes cerebrais principalmente por estudantes e empresários mas não devem ser ingeridos sem o aconselhamento médico pois podem provocar dores de cabeça, insônia, ansiedade, nervosismo e tontura, por exemplo.




UM RELATO DE UM USUÁRIO DE MODAFINIL
“Eu tomei a droga da inteligência”
Tenho 30 anos, levo uma vida saudável e me considero bem normal. Por isso, decidi fazer uma experiência arriscada – passar uma semana, no mês de setembro, tomando modafinil. Veja no que deu.
– 23 Quarta-feira
Onze da manhã. Faz duas horas que tomei o comprimido. A droga está começando a bater. Não dá nenhum barato nem alteração de humor. Mas algo estranho acontece na minha cabeça. Ela fica silenciosa…e percebo que, pela primeira vez na vida, não estou pensando em absolutamente nada. Zero. Parece que o meu cérebro apagou. Chega a dar medo. Alguns instantes depois, tento pensar em alguma coisa – e consigo. Ufa…A diferença é que, quando começo algum raciocínio, ele preenche completamente a minha consciência – não existe sensação, inspiração, lembrança nem coisa capaz de me distrair. É um estado de superconcentração. Bem impressionante. Tão impressionante que perco o dia todo refletindo a respeito, e acabo não produzindo quase nada. Vou para casa, jogo videogame(um passatempo nada intelectual), deito à 1 da manhã. Não tenho nenhum sono, mas durmo sem a menor dificuldade. Estranho.
– 24 Quinta-feira
Tive uma noite meio agitada: acordei 3 vezes. Mas levanto bem disposto e cheio de energia pra fazer qualquer coisa – inclusive enrolar no trabalho. (Ainda não inventaram uma droga capaz de curar a vagabundagem.) Quando finalmente começo a trabalhar, sinto diferença. Meu trabalho não ficou mais fácil. Mas ficou menos cansativo – muito menos. Será que é um efeito psicológico, causado não pela droga, mas pela expectativa que tenho dela? Talvez. Mas é fato que o modafinil está agindo no meu corpo. Tanto que eu, que sempre fico sonolento depois do almoço, só dou meu primeiro bocejo à noite. Também ganhei uma espinha bem feia, daquelas que não tinha desde a adolescência. É um efeito colateral típico.
– 25 Sexta-feira
Acordo com um pouco de sono. E cadê aquele foco dos outros dias? Será que a droga está perdendo o efeito? Assim que termino de pensar isso, ela bate com tudo – e meu cérebro entra no modo superconcentrado. O problema é que ele superconcentra na primeira informação que aparece: um e-mail dos meus amigos, que estão combinando de sair para tomar umas cervejas hoje à noite. Quero ir, mas é melhor não (não existem estudos sobre os efeitos da mistura modafinil-álcool). Fico frustrado e resolvo tomar um cafezinho. Pra quê… meia hora depois, fico extremamente irritado (sem nenhum motivo). E a parte superior esquerda da minha cabeça começa a formigar! 
– 26 Sábado
Uma droga que aumenta a inteligência não serve só pra trabalhar, certo? Teóricamente, ela serve para qualquer coisa que envolva inteligência – inclusive as divertidas. Decido pegar para ler um livro meio cabeçudo, que há tempos estou querendo começar. A leitura flui depressa, mais do que seria normal. Mas isso não elimina o fato de que o livro é chato. Logo desisto.
– 27 Domingo
Domingo é dia de descanso. Resolvo não tomar a droga e aproveitar pra cair em prazeres mundanos. Saio, como, bebo e converso a valer, e vou dormir bem tarde.
– 28 segunda-feira
Acho que exagerei na minha folga. Acordo cansado, lesado, com a cabeça patinando… Bem segunda-feira. E bem que a tal pílula da inteligência podia me ajudar agora. E ajuda. Duas horas depois de tomar o comprimido, estou 100%. Na verdade, mais que isso. Parece que faço o trabalho de 4 dias em apenas 1. Não estou mais inteligente. Mas estou mais funcional.
– 29 terça-feira
Hoje é dia de fazer meu segundo teste de QI. Não contei para vocês, mas antes de começar esta experiência meu QI foi avaliado, numa prova com dezenas de testes, por uma neurologista. E hoje, sob o efeito do modafinil, vou refazer a avaliação. É uma sequência de tarefas mentais bem exigentes, que leva duas horas. Em alguns testes, que avaliam e forçam a atenção de maneira mecânica (encontrar certas figuras numa lista, por exemplo), sinto que estou arrebentando. Outros testes, como os de memória e raciocínio verbal, ficam mais difíceis.
– 30 quarta-feira
Hoje é o último dia da experiência. Mas decido jogar fora o último comprimido e parar por aqui. Sim, o modafinil me deixou mais focado. E me ajudou a pensar mais. Mas o estado de superconcentração não é natural – eu senti, o tempo todo, minha mente sendo modificada à força pela droga. É bem ruim. Recebo um e-mail da neurologista, com o resultado dos testes e duas surpresas. Primeira: sob o efeito do modafinil, meu QI abaixou 8 pontos. Segunda: técnicamente, sou superdotado – sem tomar o remédio, meu QI é 150 (a média da população é 100). Acho que é o suficiente, né? 
Para saber mais
In Search of Memory: The Emergence of a New Science of Mind. Eric R. Kandel, W.W. Norton & Company, 2007.
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CONCLUSÃO E NOTA DO BLOG
Multitarefas diversificadas aliviam e trazem criatividade ao cérebro
Algumas pessoas acreditam que o segredo para a alta produtividade é repetir diversas vezes a mesma tarefa. 
Elas dizem que, depois de muitas repetições, você será capaz de realizar essa tarefa sem nenhuma dificuldade. Isso até pode ser verdade, porém, esse tipo de atitude é prejudicial para o seu cérebro.Assim como o corpo humano necessita de diversos tipos de alimentos para ser saudável, o cérebro também precisa trabalhar com diferentes tarefas para se desenvolver da melhor forma possível. Ao entrar em contato com contextos não semelhantes, você faz com que o seu cérebro tenha que funcionar de diferentes maneiras. 
Se você trabalha escrevendo, por exemplo, tente, pelo menos uma vez ao dia, estimular o seu cérebro de outra forma: assista a um filme, toque um instrumento, escute música, saia para andar, etc.Ao fazer isso, você estará estimulando o seu cérebro a trabalhar em contextos diferentes e, consequentemente, ele irá fazer novas conexões de forma mais rápida e fácil. Quando você permite que ele conecte partes distintas da sua mente, novas idéias podem surgir, afinal, você terá “novos recursos” para realizar as tarefas de sempre. A maior prova disso é que muitas pessoas dizem ter boas idéias somente quando estão tomando banho, ou fazendo outras coisas. 
Você também, provavelmente, já encontrou a solução para aquele problema difícil enquanto fazia algo trivial.Portanto, uma das maneiras mais simples de ter novas idéias é parar o que você está fazendo e mudar de atividade. Tem uma reunião daqui meia hora? Saia da frente do computador e leia uma revista ou coma um lanchinho. “Limpe” o seu cérebro e facilite o trabalho dele. Aos poucos, você irá sentir a diferença no seu dia a dia.
O fato é que experimentamos, ao longo do dia, inúmeras emoções, que vão e vem sem nos darmos conta disso. Você se empolga com o dia límpido e logo se irrita ao lembrar da quantidade de tarefas que está no trabalho. Alegra-se ao lembrar do encontro com os amigos que vai acontecer no fim da tarde, mas o trânsito logo estressa novamente. Esse é só um exemplo da quantidade de emoções que experimentamos a todo momento. 
Mas, em que isso interfere? É importante nos atentarmos para isso, conhecer nossas emoções para aprendermos a lidar melhor com as demandascotidianas.Acima de todos os estudos que permitem examinar o cérebro, o fato é que as emoções são básicas e indispensáveis, pois “possibilitam avaliarmos os estímulos do ambiente de maneira extremamente rápida; preparar-nos e motivar-nos para as ações; são formas de expressão típicas que indicam aos outros as próprias intenções e ajudam no controle das relações sociais” (mente&cérebro, 2013). As emoções favorecem a convivência, a interação e a ação e dizem muito do que somos e pensamos. 
Conhecer o que você sente e como seu organismo reage é fundamental para aprender a conviver melhor com esse turbilhão de emoções que nos invadem a todo momento.
EQUIPE DA LUZ É INVENCÍVEL
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