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A Frequência Fotônica Pleiadiana e a Nova Era do Fóton


domingo, 29 de novembro de 2015

UMA VIAGEM AO CÉREBRO HUMANO-Parte 4




Mesmo com avanços, diferença entre mente e cérebro ainda é tema de debate entre especialistas 


O estudo do mais complexo órgão do corpo também tem ajudado psicólogos e psiquiatras a compreenderem melhor distúrbios desafiadores, de causas desconhecidas, e que impingem grande sofrimento ao homem. Manias, tristezas aparentemente injustificadas, obsessões: os males da alma ganham, cada vez mais, explicações neurocientíficas.




Falhas na conexão de redes de neurônios, padrões anormais de ativação de determinadas regiões cerebrais, falta ou excesso na produção de substâncias químicas – pesquisas mostram que tudo isso tem forte correlação com problemas para os quais, há até pouco tempo, não existiam justificativas físicas.Uma coisa só? As evidências científicas deixam margem para a dúvida: com a supremacia do cérebro, onde entra a mente?Continue lendo…  Emoções, sensações, consciência, personalidade – tudo isso seria comandado por um órgão-máquina, regido por interações químicas e fisiológicas. No lugar do livre-arbítrio, alterações na estrutura do cérebro estariam por trás de violência e vício, por exemplo.

“Para o futuro, alguns neurocientistas enxergam uma transformação dramática na ciência criminal”, afirma a psiquiatra Sally Satel, coautora do livro Brainwashed: The seductive appeal of mindless neuroscience (Lavagem cerebral: o apelo sedutor da neurociência insensata, em tradução livre). “David Eagleman, do Baylor College of Medicine’s Initiative on Neuroscience and Law, espera que ‘nós, um dia, possamos descobrir que muitos tipos de comportamentos ruins têm uma explicação biológica básica e, no fim, pensar sobre a tomada de decisões ruins da mesma forma como pensamos sobre qualquer outro processo físico, como diabetes ou doenças pulmonares”, critica a especialista em dependência química, para quem cérebro e mente não podem ser entendidos como uma coisa só.




CÉREBRO X MENTE

“Existe uma base biológica para cada aspecto da mente, mas ela tem regras próprias, leis próprias. Dizer que cérebro e mente são uma única coisa é um reducionismo com o qual não concordo”, afirma o biólogo Sidarta Ribeiro, diretor do Instituto do Cérebro da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Pesquisador do sono e dos sonhos, Ribeiro destaca que muitas publicações sobre esses dois processos têm corroborado observações feitas por Sigmund Freud, o criador da psicanálise, no início do século passado. 

Em uma das suas mais célebres obras, A interpretação dos sonhos, o médico austríaco argumentou que, entre suas funções, os sonhos simulariam expectativas de recompensas. “Sem o circuito da dopamina, as pessoas não sonham”, compara Ribeiro, lembrando que esse neurotransmissor é associado, justamente, às recompensas.

Para o brasileiro, “há muita arrogância” entre aqueles que rechaçam a psicologia simbólica na busca pela compreensão do comportamento humano. Sidarta Ribeiro garante que “explicar tudo pela neurociência é moda, e moda passageira”. “Nos anos 1980, tudo era explicado pelos genes. Há 50 anos, eram os hormônios…”, ressalta o neurocientista. Na definição do biólogo, a mente pode ser definida como a “interação do cérebro com o mundo e com outros cérebros”.

Problema aberto Diretor do Núcleo de Pesquisas em Espiritualidade e Saúde da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), o psiquiatra Alexander Moreira-Almeida lembra que a questão cérebro-mente é muito mais antiga que a neurociência e já discutida filosoficamente na Grécia antiga. Daí surgiram duas visões: a reducionista, segundo a qual o cérebro produz a mente assim como o rim secreta a urina, e a não reducionista, que defende que mente e cérebro se relacionam, mas a primeira não é totalmente dependente do segundo.

No fim do século 19, o médico americano William James, fundador da psicologia moderna, introduziu novas idéias sobre a questão. Ele levantou duas possibilidades: o cérebro produz a mente ou o órgão serve de ferramenta para a manifestação da mente. Segundo Moreira-Almeida, essa segunda hipótese pode ser comparada a um aparelho de televisão (o cérebro), que recebe o sinal (a mente). “Se ligo a tevê, vejo um programa, mas, se mexo na antena, vou distorcer a imagem. Se estragar a televisão, não vou ver as imagens, mas elas continuam existindo. O aparelho é só o transmissor”, explica.

O psiquiatra e neurocientista defende que essa questão seja mais debatida, sem preconceitos. “O grande desafio é entender que esse é um problema aberto, ninguém pode achar que ele já está resolvido”, diz.

“Apesar de escâneres de cérebro serem deslumbrantes e a tecnologia uma maravilha sem precedentes, temos de levar em conta que cérebro e mente são duas coisas diferentes. O domínio neurobiológico diz respeito às causas físicas, os mecanismos por trás de nossos pensamentos e emoções”, define Sally Satel. “Já o domínio psicológico, o reino da mente, diz respeito às pessoas – seus desejos, intenções, ideais e ansiedades. Ambos são essenciais para uma compreensão completa sobre a forma como nos comportamos”, acredita a psiquiatra.




‘A nossa mente é como uma sinfonia”. Entrevista com Antônio Damásio

Uma das capacidades do nosso cérebro é a de criar mapas. Mas se tivéssemos que criar um mapa do nosso cérebro, em muitas partes teríamos que escrever:“hic sunt leones” (aqui há dragões). O cérebro é um território impérvio e, em grande parte, desconhecido. Alguns cientistas, como exploradores corajosos, tentam conquistar terreno para descobrir o funcionamento desse esplêndido e misteriosíssimo órgão. Antônio Damásio  é um deles.

A reportagem foi publicada no jornal La Repubblica. 

Neurocientista de fama mundial, nascido em Lisboa, Portugal, ele agora leciona em Los Angeles, onde também dirige o Brain and Creativity Institute. Ele deve a sua notoriedade aos seus estudos sobre a fisiologia das emoções, sobre memória e sobre o Alzheimer, além dos seus livros fundamentais.

LR-O senhor começa o livro com uma citação de Pessoa: a alma como “uma misteriosa orquestra” e o conhecimento de si mesmo “como uma sinfonia”.

AD-Eu sou português, e Pessoa faz parte da minha cultura. E a analogia com a orquestra nos explica bem o que é a vida humana. Pensemos em uma peça de música. Há um projeto a ser realizado, a própria peça, depois há o maestro, os músicos etc. Mas para que o projeto se realize não basta tocar as notas de modo correto: há também os tempos a serem respeitados, a linha vertical da partitura. Assim, a vida humana é um pouco a mesma coisa.

LR-E que papel tem a consciência?

AD-A consciência é uma grande peça sinfônica. Podemos dizer que ela é o principal ingrediente da mente, que, ao contrário, seria apenas cérebro, capaz de poucas operações básicas. A mente consciente, ao invés, têm diversos níveis de “si”: o “eu primordial”, o “eu nuclear”, o “eu autobiográfico”. Nós compartilhamos com diversos animais um tipo de consciência muito simples, que pode ser distinguida com o termo senciente. Em inglês, equivale a consciência, mas, para sermos mais precisos, é a condição de ser senciente. De fato, é um termo mais antigo do que consciência, deriva do latim “sentire”. Este é substancialmente um “eu primordial”, que permite ter sensações como sentir dor e prazer, mas não refletir sobre essas sensações.

LR-Coisa que nós, seres humanos, podemos fazer.

AD-Graças a outros níveis, como o “eu nuclear” e o “eu autobiográfico”. Assim, somos capazes não só de ser sencientes, mas também “reflexivos”. Ou seja, temos a capacidade de especular sobre nós mesmos e sobre o que acontece conosco. Também na perspectiva da história e da memória: tudo o que acontece conosco é um eco do que passamos e ganha sentido no que acontecerá depois.

LR-A consciência é, portanto, o que nos permite dar sentido às coisas?

AD-Exatamente. O nível básico tem a ver com as sensações. O restante da consciência dá um quadro melhor e mais claro do que as coisas significam.

LR-E que relação esse aspecto reflexivo tem com o corpo?

AD-Toda ação material é modelada e forjada pelo cérebro. Há uma fusão constante entre cérebro e corpo. Tanto é que basta cortar esse vínculo que tudo entra em colapso. É o caso dos danos ao tronco cerebral, como acontece em certos casos de coma: tudo entra em colapso, física e mentalmente.




LR-No livro, o senhor cita uma máxima de Francis Scott Fitzgerald: “Quem inventou a consciência cometeu um grande pecado”.

AD-Eu gosto muito de Fitzgerald: ele foi um escritor brilhante e o que me liga a ele é o fato de ele ter passado os últimos anos da sua vida em Los Angeles, onde eu vivo. Quando Fitzgerald tentou escrever para o cinema, ele fracassou miseravelmente. Isso porque ele era muito literário, muito sofisticado, enquanto os estúdios queriam histórias rápidas, diálogos fáceis e pouca reflexão. Desse seu fracasso, podemos deduzir a ideia que ele tinha: o fato de que a consciência, embora extraordinária, tem um lado obscuro, pois nos diz quem somos e onde fracassamos. Ela tem uma dupla face.

LR-Podemos dizer que a consciência é uma espécie de roteiro da nossa vida?

AD-Sim, isso mesmo, e podemos colocar as duas metáforas que usamos paralelamente: como seres vivos, temos na base uma sinfonia e, depois, quando alcançamos o nível da linguagem, temos um roteiro. E é isso o que fazemos: escrevemos as coisas, todas as vezes.

LR-Portanto, somos nós que “escrevemos” a nossa consciência?

AD-Nós somos os seus autores, em grandíssima parte, mas não totalmente. No passado, a natureza a escreveu para nós. Por isso, não somos completamente donos do nosso destino: muitas vezes, nos encontramos diante de coisas que não queríamos, mas que simplesmente aconteceram.

LR-E essa consciência é sempre algo bom?

AD-Quanto mais sabemos como somos feitos, mais podemos entender como funcionamos. Certamente, há a dupla face, quase perigosa (e Hitchcock me vem à mente), da qual Scott Fitzgerald falava, que nos mostra a tragédia da vida: viver e morrer. No entanto, esse conhecimento é a única possibilidade que temos de ajudar os outros a viver melhor.

LR-Por que Alfred Hitchcock lhe veio à mente?

AD-Eu gosto muito dele, particularmente o filme O homem que sabia demais. Perto do fim do filme, o protagonista interpretado por James Stewart diz algo mais ou menos assim: “Mesmo um pouco de conhecimento pode ser muito perigoso”. De fato, no filme, ele terá um fim terrível.

LR-Que importância tem a biologia no seu trabalho?

AD-Tudo pode ser melhor entendido se o olharmos em uma perspectiva biológica. Os nossos sistemas biológicos são sistemas econômicos, ou seja, sistemas que operam em um ambiente social. Isso pode nos ajudar a compreender a nossa sociedade que, no fundo, se comporta como um sistema biológico, baseado no sucesso e no fracasso. Os sistemas morais, religiosos, econômicos, assim como as leis ou a medicina e as artes, nada mais são do que uma projeção de um sistema biológico.

LR-E como se concilia esse viver biológico com a consciência que temos de nós mesmos?

AD-A nossa condição de seres vivos é uma luta contra a doença e a morte. É uma batalha constante. Sempre devemos lutar para manter uma “condição homeostática”. Essa condição oscila entre o bom funcionamento e o mau funcionamento. Desde o início biológico e evolutivo, historicamente, aparecem esses yin e yang, um sob a forma do prazer, e o outro sob a forma da dor. E viver é estar no meio disso. Devemos navegar entre a muita dor que te mata e a muita felicidade que te mata da mesma forma.




O CÉREBRO SOB O PONTO DE VISTA HOLÍSTICO

O cérebro propriamente dito é chamado de cérebro anterior e o cerebelo é o cérebro posterior, ou Cérebro Intuitivo…Sua importância é tamanha que há técnicas místicas para ativar seu centro de força (chacra), pois dele dependem as conexões entre o cérebro físico e o astral/mental.Infelizmente, por darmos muito mais importância ao cérebro anterior, ou o racional, acabamos por atrofiar/destruir/degenerar o chacra do cerebelo, fazendo com que os benefícios dessa parte importantíssima de nossa Anatomia Oculta estejam quase totalmente perdidos. Reflitamos aqui sobre algumas das consequências de um cerebelo degenerado psiquicamente, como acontece com a quase totalidade dos seres humanos:

– Inconsciência nos momentos de transição entre o sono e a vigília.
– Não recordação das experiências astrais.
– Confusão entre experiências astrais autênticas (conscientes ou inconscientes) e meras projeções psíquicas dos Centros da Máquina (centros intelectual, emocional, motriz, instintivo e sexual).
– Impossibilidade de conexão entre os Centros Superiores do Ser e os 5 Centros Inferiores da Máquina, impedindo que recebamos mensagens de nosso Espírito (o Ser Divino-Eu Superior) e também dos mestres e guias  dos Mundos Superiores.
– Nem sequer se consegue lembrar dos sonhos logo depois de acordar

Na tradicional medicina chinesa, o cérebro propriamente dito é Yin e o cerebelo é Yang. Quando há desequilíbrio entre ambos, em desvantagem do cerebelo, originam-se desconexões entre os cérebros físico/etérico e o astral.Eis aí (energeticamente falando) a causa de nossa total OBSTRUÇÃO ou desconexão com o mundo astral e seu fabuloso mundo… De onde veio essa obstrução?

O RACIOCÍNIO, A INTUIÇÃO E O TEMPO

O solo do raciocínio são o corpo e a mente; o solo da intuição, porém, é o espírito. O raciocínio, como tudo quanto é terrenal, está preso ao conceito terreno de espaço e de tempo, por ser produto do cérebro, que pertence ao corpo de matéria grosseira.O raciocínio jamais poderá funcionar fora do espaço e do tempo, apesar de ser de matéria mais fina do que o corpo, mas ainda demasiadamente espesso e pesado para se elevar acima dos conceitos terrenos de espaço e de tempo. 

Está, portanto, inteiramente preso à Terra.Por outro lado, a intuição (não o sentimento), encontra-se fora do tempo e do espaço; provém, portanto, do mundo espiritual. Entretanto, o ser humano obstruiu a passagem de ligação que havia entre o mundo da matéria fina e o mundo da matéria grosseira.Assim como uma circulação sanguínea boa mantém o corpo vigoroso e sadio, o mesmo acontece com a corrente recíproca na Criação. Uma obstrução tende a acarretar confusão e doença, que, por fim, terminam em catástrofes.

Essa obstrução proporcionada pelo ser humano, ocorreu porque ele se deixou dominar somente pelo raciocínio, fazendo com que o raciocínio seja o regente de todas as coisas. Tornou-se com isso escravo de seu instrumento, ficando apenas um ser humano de raciocínio, ou seja, um ser materialista.Dessa maneira, como o ser humano apegou-se exclusivamente ao raciocínio, a intuição tornou-se um assunto tão misterioso e desconhecido que foi deixado de lado e esquecido.Isso naturalmente provocou uma diminuição forçada da atividade das partes negligenciadas, que foram ficando mais fracas em virtude da menor utilização. A parte mais menosprezada foi o cerebelo, que cuida da intuição.




O CEREBELO, A INTUIÇÃO E O CHACRA CARDÍACO


Sim, o cerebelo, em conjunto com o aspecto energético do coração (o chacra cardíaco ou Cárdias) e o chacra coronário (topo da cabeça) são os principais condutos pelos quais nós, seres humanos, poderíamos “conversar” com nosso Ser Divino-Eu Superior.Diante disso, com a menor utilização da intuição, a função do espírito humano ficou fortemente impedida ou até desligada totalmente.Com o abuso desigual do cérebro anterior e do posterior (cerebelo), no decorrer dos milênios, o cérebro posterior foi oprimido pela negligência, e com isso a atuação do espírito foi impedida. Surgiu, assim, o problema hereditário, que decorre do excessivo cultivo da atuação unilateral do cérebro anterior, transmitido por gerações a cada criança, dificultando, de antemão, de maneira extraordinária, o despertar e o fortalecimento espiritual. Com o enfraquecimento do cerebelo, ficou muito mais difícil transitar pelos mundos sutis.


A MENTE TRANSCENDENTAL

Como encontrar o que é imaterial, o que é transcendental, no que é material? Esta é a questão! Por isso, o conceito de “mente” permanece tão obscuro e controverso entre tantos e tantos filósofos, cientistas, neurocientistas, pesquisadores, e mais recentemente, psicólogos.

Desde o alvorecer da filosofia, principalmente na Índia, China e Egito e, alguns séculos mais tarde, na Grécia, grandes pensadores dedicaram o melhor de seus esforços objetivando compreender e definir o que seja a mente e qual o seu verdadeiro papel na vida dos seres. 

Daí, surgiram numerosas teorias, algumas materialistas e outras dualísticas para explicar o pensamento, o sentimento e outras funções ditas cerebrais. As hipóteses dualísticas entenderam que a mente é separada do cérebro como entidade independente e com características bem diferentes entre si. 

Ela foi entendida, assim, como a verdadeira essência do ser, que recebeu muitos nomes, prevalecendo a noção de alma (do latim,anima), pois esta seria a força que anima todos os seres.Não fora o misticismo das religiões, que se estendeu desde a Antiguidade e atravessou toda a Idade Média, e estas idéias teriam prevalecido. Mas o dualismo mente-corpo de Platão (428 – 348 a. C.) e de Sócrates (470/469 a. C. – 399 a. C) encontrou, no século XVII, um grande seguidor, René Descartes (1596-1650), que retomou o dualismo e estendeu e divulgou a separação da alma e do corpo.Contudo, as nascentes ciências física, química e biologia que vinham firmando suas raízes com base na matéria e tudo que ela representava, concentraram e desenvolveram os seus esforços com bases na experimentação e na instrumentação. 

Assim, nesta queda de braços entre o material e o transcendental, o material levou vantagem, conduzindo, nos dias atuais, a ciência oficial aos seus ápices, desdobrada na moderna e fantástica tecnologia que tanto nos fascina, já que não deixa, também, de concorrer para o progresso humano.

Apesar disso e das grandes dificuldades criadas pela dominação religiosa em toda a Idade Média, no século XIX, na França, na Inglaterra e nos Estados Unidos, eminentes pesquisadores buscaram algo mais do que a matéria e o mecanicismo material, embrenhando-se no estudo da interação entre força e corpo, ou seja, espírito e corpo, na quase certeza de que a força anima todos os seres vivos, principalmente o seu representante máximo na Terra – o Homem.




Estes trabalhos chegaram a Allan Kardec (Hyppolite Léon Denizard Rivail, 1804-1869), que estabeleceu as bases do espiritismo por volta de 1855, na França, bases essas que se difundiram rapidamente por muitos países do mundo, principalmente pelo Brasil.Esta doutrina veio explicar o que somos como Força e Matéria – basicamente espírito (força), perispírito (corpo astral) e corpo físico (o corpo humano), estes dois últimos pura matéria.

Esses conceitos – que começam a ser aceitos pela ciência oficial através de grandes pesquisadores nos ramos da psicologia, bioquímica e neurociência, desenvolvendo e procurando entender os processos cerebrais e neurais – vêm enriquecendo os conhecimentos da vertente material da ciência, numa abordagem que certamente receberá os influxos do conhecimento espiritual do homem para o melhor entendimento do que seja o “eu” individual do homem e o espírito ao qual o “eu” se vincula, firmando o conceito de individualidade de evolução espiritual que transcende à matéria.

Desse posicionamento em que a mente e o cérebro passam a ser vistos como entidades interativas, mas não isoladas, quando os cientistas retomarem e integrarem o conceito dualístico dos grandes filósofos do passado, o espiritualismo receberá o aval da ciência oficial e a verdadeira essência do homem será, então, definitivamente resgatada aos olhos de toda a humanidade. 

Será, então, fácil entender e aceitar que as funções mentais são comandadas pelo espírito e dele emergem as funções de perceber, pensar e sentir e será compreendido como se sustentam, através da atividade cerebral e dos sentidos físicos, a fala, a escrita e tudo o mais que permitiu ao homem desenvolver, em curto período de tempo (tempo biológico), as nações e as civilizações correspondentes com suas respectivas culturas, estas reunindo o conhecimento e a sabedoria dos povos da Terra.


Somente assim, após vencida esta discrepância que existe entre ciência e filosofia e seus métodos de investigação, que será catalisada pelo puro espiritualismo, é que os trabalhos experimentais da ciência e os trabalhos especulativos dos filósofos encontrarão um denominador comum de mecanismo de prova e contra-prova que levará ao estudo e ao conhecimento da verdadeira essência do homem – a alma ou espírito, ficando fácil de explicar a natureza de numerosas questões, hoje tratadas de forma mística e até milagreira, exploradas por muitas religiões e seitas de todos os tempos.




Enquanto a compreensão do que seja alma ou espírito não passar de complicadas elucubrações metafísicas e interpretações fantasiosas das religiões, o verdadeiro conhecimento da essência do homem permanecerá obscuro. 

Enquanto a relação lógica de dependência entre cérebro e mente não se inverter (mudança de paradigma) para mente-cérebro, por mais que a ciência avance nas investigações do cérebro e suas funções, restarão as questões fundamentais sobre o que somos, de onde viemos e para onde vamos quando da extinção do nosso corpo físico e, com ele, do cérebro. Enquanto os homens não se convencerem de que o cérebro é apenas o instrumento do espírito ou da mente e aceitarem outros métodos de investigação que não o todo poderoso método experimental, não conseguirá o homem entender a si mesmo como força e matéria. 

Ele vai verificar, então, que não basta simplesmente se apoiar na lógica científico-experimental, mas é preciso ter coerência e deixar fluir as intuições sem escorregar para o terreno perigoso do misticismo religioso. É preciso estudar mais sobre o que seja a intuição e procurar entender por que tudo nos vem de fora. Mas isto é um outro paradigma que exige uma mudança de rumo de cento e oitenta graus. A natureza não dá saltos e as grandes transformações levam tempo – o tempo da compreensão global.

A COMPLEXIDADE DO CÉREBRO E DA MENTE DIANTE DE QUESTÕES PRÁTICAS

E há, ainda, no momento atual, tantas outras e importantes questões não respondidas e entendidas, pois as estruturas cerebrais e as conexões neurais são demasiadamente complexas. A neurociência tenta explicar, por exemplo, os mistérios do pensamento e da linguagem, das diferentes formas de aprendizagem, da memória e sua capacidade de retenção de informações, das numerosas e complexas emoções, da criatividade, da consciência e seu papel regulador da moral e da ética; os porquês da obsessão psíquica, da tendência da grande maioria das pessoas ao misticismo que leva ao obscurantismo; como se desenvolvem as tendências e as disfunções negativas como o medo, o ódio, a inveja e tantos outros sentimentos negativos. 

Seria bem mais produtivo para toda a ciência e a humanidade aceitar, ainda que sujeito a provas ulteriores, pensar que todo esse conjunto de funções mentais são o efeito de uma causa única que provém da alma ou espírito, isto é, de uma essência não material ou imaterial que denominamos de força inteligente ou força ativa e nesta direção concentrar os estudos experimentais ou empírico-filosóficos. 

Só então, a verdadeira natureza do homem será conhecida e será fácil tratar e erradicar com êxito as disfunções psicomotoras negativas (obsessão) que tanto sofrimento têm causado e vêm causando ao homem. Este (o seu espírito, o verdadeiro “eu” substancial e essencial) será então compreendido como um ser essencialmente evolucionário da mais alta transcendência que encarna e atua em um corpo terreno para interagir com outros espíritos, também encarnados, objetivando a sua evolução que se projeta muito além do tempo que conhecemos.



O Intelecto

Se é difícil entender o que seja a mente, mais complicado parece ser assimilar o conceito do que seja o intelecto.Partindo do conceito de intelecto ativo, não será difícil fazer um paralelo com o liame que existe entre uma fonte qualquer de energia (corrente alternada ou cíclica), e sua transformação através de um transformador, não havendo nenhum contato físico entre a energia que entra e a energia que sai. 

Contudo, o fluxo se estabelece de uma parte a outra ou outras através da indução, graças à formação de um campo eletromagnético de forças entre o primário e o secundário do transformador, não havendo também perdas de energia (sua destruição), mas apenas desvios de uma fração dela na forma de calor.

O INTELECTO E O HOMEM-uma visão espiritual

Voltando ao espírito-perispírito-corpo, isto é, ao homem, podemos estabelecer que, nesta tríade, o espírito é a fonte (como a energia que entra no primário do transformador), o perispírito é o transformador que transfere a força do espírito do primário ao secundário e, finalmente, o corpo é o secundário do complexo espírito-perispírito-corpo, isto é, o receptáculo de tudo o que nos vem de fora (da “fonte” ou espírito). 

Assim, é fácil entender, por esta simples mas útil comparação, que o perispírito se comporta como um conversor de frequências e serve de liame entre o espírito e a matéria, levando principalmente ao cérebro, sob forma diferenciada e decodificada para atender às necessidades dos cinco sentidos físicos (visão, audição, paladar, olfato e tato), o conjunto de informações e estímulos que deseja lhe transmitir. Esta sinergia (trabalho conjunto da tríade) redunda sempre em benefício de cada um e de todos simultaneamente. Podemos entender, olhando por este prisma,que o espírito está no comando o tempo todo. 

O conjunto desse influxo e exofluxo (entrada e saída) de energia funciona, portanto, de forma contínua, harmônica e perfeita conquanto a mente e o corpo estejam sãos (outro conceito relativo-relembre-se o aforismo latino: mens sana in corpore sano).Partindo, portanto, do entendimento acima exposto, não será difícil aceitar que o conjunto de conhecimentos e sabedoria do espírito é por ele levado ao cérebro para exercer suas funções cerebrais – neuronais e hormonais – dessa forma e é a esse conjunto que poderíamos chamar de “intelecto”. 

O intelecto é, assim, uma simbiose maravilhosa entre espírito, perispírito e cérebro, deixando aos cuidados deste a utilização da energia secundária em benefício do próprio corpo como um todo.Fica agora fácil desdobrar e entender o que seja o intelecto. Ele administra, materialmente falando, tudo que emana do espírito, pois ele é o seu agente “colado” ao cérebro, ao coração e a todo o corpo, enquanto este estiver vivo e sob a ação do espírito. 

Por isso, podemos dizer que é através dele – que é o canal do espírito – que a inteligência entra em ação; que se manifesta o poder de criar, de conceber, de investigar, de discernir, de gerar idéias; de compreender proposições lógicas, matemáticas e científicas de qualquer natureza; enfim, de compreender a natureza, o universo e as forças que o regem; de questionar seja o que for, ainda que para não chegar a conclusão alguma; de trabalhar as idéias, de fazer construções literárias e poéticas,  especulações metafísicas, de esculpir, de pintar, de ser artista; enfim, ele é a ligação, é o canal que permite ao mentor, que é o espírito, realizar todo e qualquer trabalho de ordem intelectual. Intelectual é, também, o método de investigar a verdade, de discernir o Bem do Mal, de fazer escolhas, de acertar, de errar e diferenciar um do outro e, nesta linha corrigir os erros.





Vejamos mais alguns exemplos do papel do intelecto na vida do homem. Nós sabemos que, ao examinar uma ideia qualquer, percebemos que ela não é o objeto ou a coisa idealizada, uma não é a outra, mas se faz passar por ela para que o entendimento se universalize e torne fácil a sua disseminação ou difusão entre os povos da Terra. Por exemplo, a ideia representada pela palavra “círculo” não é o círculo como tal, mas serve para tornar inteligível entre os seres o significado do que queremos dizer; embora com palavras diferentes em centenas de idiomas, elas representam o mesmo entendimento do que realmente seja círculo. 

Na intelecção que decorre do uso do intelecto ou das faculdades intelectuais, com certeza, o raciocínio está sempre presente. Este exemplo poderia ser estendido, sempre com a mesma conclusão, usando-se uma certa palavra para designar um determinado objeto, material ou não. 

De outro lado, podemos compreender também que o método de nada valeria se não existisse uma ideia prévia (criação do espírito) para ser examinada e que pode se mostrar verdadeira ou falsa e isso varia de pessoa a pessoa. É o discernimento, atributo do espírito, que também é canalizado ou verbalizado através do intelecto. Que dizer de nossos sentidos físicos? Por exemplo, ver e ser visto é uma e mesma coisa que leva em conta a percepção, que por sua vez decorre da atuação conjunta da tríade espírito-intelecto-cérebro. De nada valeriam os estímulos recebidos se estes não tivessem interpretações próprias e adequadas pelo sistema mente-intelecto-cérebro.


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CONCLUSÃO E NOTA DO BLOG

Com toda a certeza, o cérebro é a mais fantástica e complexa estrutura organizada existente no planeta, mas não é totalmente conhecido ainda. Sendo matéria, ele pode ser visto, tocado, manipulado e observado em todos os seus aspectos e detalhes, localizando-se no interior do crânio que o protege com sua carapaça óssea. Sua constituição é bem conhecida, suas células são conhecidas como neurônios que se ligam uns aos outros pelas chamadas vias neurais ou sinapses – ligações de uma célula com muitas. 

Estes neurônios são banhados ou envolvidos por substâncias químicas (conhecidas como enzimas), hormônios e quase uma centena de neurotransmissores, os quais têm suas funções específicas dentro deste complexo conjunto, formando um sistema harmônico. Além disso, para que o cérebro funcione, é necessário o oxigênio do ar que o cérebro consome em grande quantidade. 

Neste fabuloso processo, ocorre a transformação das substâncias químicas através das membranas celulares, polarizando e despolarizando, em milisegundos, as referidas células que assim exercem suas atividades eletroquímicas. Isto é o cérebro, pura matéria de que tanto nos orgulhamos. Mas, não deixa de ser uma maravilha da natureza que tanto desafia os cientistas. Muitos milhares e milhares de artigos e livros científicos e de divulgação foram escritos tratando do cérebro e suas funções;Mas,se é tão fácil assim definir e conhecer o que é o cérebro, o mesmo não acontece com respeito à mente. 

Decorridos tantos séculos de estudo e milhares de especulações e reflexões filosóficas, a ciência oficial pouco avançou nesta direção, apesar da dedicação quase obsessiva dos neurocientistas em procurar encontrar respostas para perguntas enigmáticas, tais como – o que é e onde é gerada a vida, o que é a morte, o que é o pensamento, o que é a vontade, o que é a consciência, o que é e como se forma a memória, o que são o sono e os sonhos, qual o papel desses últimos – e tantas outras indagações cujo conhecimento e difusão caminha a passos lentos, pois a pesquisa se limita ao cérebro e suas funções.

O desenvolvimento do cérebro ao longo da nossa vida é condicionado não só pelo meio em que estamos inseridos, mas também pelas experiências que temos. Uma prova disso é o caso das crianças selvagens que vivem num ambiente diferente do comum e têm experiências diferentes das nossas. Como tal, os cérebros destas crianças não se desenvolvem de forma igual à das pessoas comuns.Mas, também a mente é capaz de influenciar o desenvolvimento do cérebro do ser humano. 

O fato de nós exercitarmos mais ou menos a mente, compromete o desenvolvimento do cérebro. Isto significa que o desenvolvimento da mente influencia o do cérebro, da mesma forma que o desenvolvimento do cérebro influencia o da mente.Deste modo, talvez seja errado afirmar que o tipo de cérebro com que nascemos é relevante para o tipo de mente que vamos construir, uma vez que todos nascemos nas mesmas condições mas, dependendo do modo que são usadas, estimuladas, reforçadas e educadas, a mente desenvolve-se de maneira diferente em cada indivíduo. A construção da mente é, portanto, relativa.

Outro dos aspectos que permite retirar conclusões relativamente à relação entre o cérebro e a mente é o comportamento. Designando por comportamento a manifestação pública dos processos mentais, é possível afirmar que sem mente não existiria o comportamento. Sendo os nossos comportamentos controlados pelo nosso cérebro, a relação entre o cérebro e a mente é realçada.

O cérebro e a mente estão então inter-relacionados: um influencia o outro de forma mútua. Pode-se assim afirmar que apresentam uma relação de interdependência que poderá ser melhor entendida usando a famosa metáfora do hardware (cérebro) e do software (mente). Tal como sem o hardware o software de um computador não pode existir, sem o cérebro, a mente não pode existir, sem a manifestação comportamental, a mente não pode ser expressada.

EQUIPE DA LUZ É INVENCÍVEL


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ALGUNS LIVROS SOBRE O CÉREBRO
Bibliografia para consulta
O super cérebro
Deepak Chopra
 O Cérebro que se transforma
 Norman Doidge
O cérebro criativo
Shelley Carson Ph.D
Treine a mente e mude o cérebro
 Sharon Begley
 Como funciona o cérebro
Série mais ciência
 Vitalize seu cérebro
John Arden
 A cura do cérebro
Adriana Fóz
Divulgação: A Luz é Invencível
CONTINUA...




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