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A Frequência Fotônica Pleiadiana e a Nova Era do Fóton


terça-feira, 1 de dezembro de 2015

UMA VIAGEM AO CÉREBRO HUMANO-Parte 8 FINAL






A maioria de nós já presenciou os efeitos visíveis do excesso de álcool: o andar trôpego, a fala enrolada e os lapsos de memória. 


As pessoas quando bebem têm problemas com o equilíbrio, coordenação e juízo, além de reagirem mais lentamente a estímulos, o que explica por que é tão perigoso beber antes de dirigir. Todos esses sinais físicos ocorrem devido à forma como o álcool afeta o cérebro e o sistema nervoso central.O álcool afeta a química do cérebro, alterando níveis de neurotransmissores.




Neurotransmissores são mensageiros químicos que transmitem os sinais através do corpo, controlando os processos de pensamento, comportamento e emoções. Os neurotransmissores são excitatórios, o que significa que estimulam a atividade elétrica do cérebro, ou inibitórios, quando a reduzem. O álcool aumenta os efeitos do neurotransmissor inibitório GABA (ácido gama-aminobutírico) no cérebro. O GABA causa os movimentos lentos e a fala enrolada que freqüentemente se observam nos alcoólatras. Ao mesmo tempo, o álcool inibe o neurotransmissor excitatório glutamato, suprimindo os efeitos estimulantes e levando a um tipo de retardamento fisiológico. Além de aumentar o GABA e reduzir o glutamato no cérebro, o álcool aumenta a quantidade de dopamina no sistema nervoso central, que cria as sensações de prazer.Vamos explicar aqui , as funções de todos esses nomes que parecem estranhos á nós, mas são fundamentais para entendermos o processo do álcool sobre o cérebro .

O QUE DIZEM AS PESQUISAS CIENTÍFICAS.

O álcool atua como um depressor de muitas ações no Sistema Nervoso Central (SNC) e seus efeitos sobre este são dose-dependentes (veja quadro 1).Em pequenas quantidades, o álcool promove desinibição, mas com o aumento desta concentração, o indivíduo passa a apresentar uma diminuição da resposta aos estímulos, fala pastosa, dificuldade à de ambulação, entre outros. Em concentrações muito altas, ou seja, maiores do que 0.35 gramas/100 mililitros de álcool, o indivíduo pode ficar comatoso ou até mesmo morrer. A Associação Médica Americana considera como uma concentração alcoólica capaz de trazer prejuízos ao indivíduo 0.04 gramas de álcool/100 mililitros de sangue. 1

Quadro 1 – Estágios da intoxicação pelo álcool


Concentração de álcool no sangue (CAS)
(g /100 ml de sangue)
Estágio
Sintomas clínicos
0.01 – 0.05
Subclínico
– Comportamento normal
0.03 – 0.12
Euforia
– Euforia leve, sociabilidade, indivíduo torna-se mais falante
– Aumento da auto-confiança desinibição, diminuição da atenção, capacidade de julgamento e controle
Início do prejuízhttps://www.youtube.com/watch?v=h2yqxy7DS-so sensório-motor
– Diminuição da habilidade de desenvolver testes
0.09 – 0.25
Excitação
– Instabilidade e prejuízo do julgamento e da crítica
– Prejuízo da percepção, memória e compreensão
– Diminuição da resposta sensitiva e retardo da resposta reativa
– Diminuição da acuidade visual e visão periférica
– Incoordenação sensitivo-motora,  prejuízo do equilíbrio
– Sonolência
0.18 – 0.30
Confusão
– Desorientação, confusão mental e adormecimento
– Estados emocionais exagerados
– Prejuízo da visão e da percepção da cor, forma, mobilidade e dimensões
– Aumento da sensação de dor
– Incoordenação motora
– Piora da incoordenação motora, fala arrastada
– Apatia e letargia
0.25 – 0.40
Estupor
– Inércia generalizada
– Prejuízo das funções motoras
– Diminuição importante da resposta aos estímulos I
– Importante incoordenação motora
– Incapacidade de deambular ou coordenar os movimentos
– Vômitos e incontinência
prejuízo da consciência, sonolência ou estupor
0.35 – 0.45
Coma
– Inconsciência
– Reflexos diminuídos ou abolidos
– Temperatura corporal abaixo do normal
– Incontinência
– Prejuízo da respiração e circulação sanguínea
– Possibilidade de morte
0.45 +
Morte
– Morte por bloqueio respiratório central

Adaptado de Dubowski, K.M, 1985 (2)


Efeitos do Álcool Sobre os Neurotransmissores

O etanol é uma substância depressora do SNC e afeta diversos neurotransmissores no cérebro, entre eles, o ácido gama-aminobutírico (GABA) e o glutamato.

GABA;O ácido Gama-amino-butírico é o principal neurotransmissor inibitório do SNC. Existem dois tipos de receptores deste neurotransmissor: o GABA-alfa e o GABA-beta, dos quais, apenas o GABA-alfa é estimulado pelo álcool. 

O resultado é um efeito ainda mais inibitório no cérebro, levando ao relaxamento e sedação do organismo. Diversas partes do cérebro são afetadas pelo efeito sedativo do álcool, tais como aquelas responsáveis pelo movimento, memória, julgamento e respiração.Evidências científicas sugerem que o álcool inicialmente potencializa os efeitos do GABA, aumentando os efeitos inibitórios, porém, com o passar do tempo, o uso crônico do álcool reduz o número de receptores GABA por um processo de ?down regulation? o que explicaria o efeito de tolerância ao álcool, ou seja, o fato do indivíduos necessitarem de doses maiores de álcool para obter os mesmos sintomas anteriormente obtidos com doses menores. Os sintomas de abstinência podem ser explicados pela perda dos efeitos inibitórios, combinado com a deficiência de receptores GABA.

A interação entre o etanol e o receptor para o GABA foi melhor estabelecida a partir de estudos que demonstraram haver redução de sintomas da síndrome de abstinência alcoólica pelo uso de substâncias que aumentam a atividade do GABA, como os inibidores de sua recaptação e os benzodiazepínicos, mostrando a possibilidade do sistema GABAérgico ter efeito na fisiopatologia do alcoolismo humano.3

Glutamato

O glutamato é o neurotransmissor excitatório mais importante do cérebro humano, parecendo ter um papel crítico na memória e cognição.O álcool também altera a ação sináptica do glutamato no cérebro, reduzindo a neurotransmissão glutaminérgica excitatória.Devido aos efeitos inibitórios sobre o glutamato, o consumo crônico do álcool leva a um aumento dos receptores glutamatérgicos no hipocampo que é uma área importante para a memória e envolvida em crises convulsivas.Durante a abstinência alcoólica*, os receptores de glutamato, que estavam habituados com a presença contínua do álcool, ficam hiperativos, podendo desencadear de crises convulsivas à acidentes vasculares cerebrais. 3

*Síndrome de abstinência – Inicia-se horas após a interrupção ou diminuição do consumo. Os tremores de extremidade e lábios são os mais comuns, associados a náuseas, vômitos, sudorese, ansiedade e irritabilidade. Casos mais graves evoluem para convulsões e estados confusionais, com desorientação temporal e espacial, falsos reconhecimentos e alucinações auditivas, visuais e táteis (delirium tremens).4

Outros neurotransmissores


O Álcool estimula diretamente a liberação de outros neurotransmissores como a serotonina e endorfinas que parecem contribuir para os sintomas de bem-estar presentes na intoxicação alcoólica. Mudanças em outros neurotransmissores foram menos observadas.



Danos do Álcool ao Cérebro

Dificuldades em andar, visão borrada, fala arrastada, tempo de resposta retardado e danos à memória. De maneira clara, o álcool afeta o cérebro.  Uma série de fatores podem influenciar o como e o quanto o álcool afeta o cérebro, a saber:

*Quantidade e frequência de consumo de álcool;

*Idade de início e o tempo de consumo de álcool;

*Idade do indivíduo, nível de educação, gênero sexual, aspectos genéticos e histórico familiar de alcoolismo;

*Risco existente de exposição pré-natal ao álcool; e

*Condições gerais de saúde do indivíduo.

Transtorno Amnésico Alcoólico

O uso de álcool pode produzir danos detectáveis à memória após apenas algumas doses e à medida que o consumo aumenta, também aumentam os danos ao cérebro. Altas quantidades de álcool, especialmente quando consumidas de maneira rápida e com o estômago vazio, podem produzir um “branco” ou um intervalo de tempo no qual o indivíduo intoxicado não consegue recordar detalhes de eventos ou até mesmo eventos inteiros. Os estudos sugerem que as mulheres são mais susceptíveis do que os homens para vivenciar esses efeitos adversos sob mesmas doses de álcool. Essa ação parece estar relacionada às diferenças orgânicas existentes entre homens e mulheres no metabolismo dessa substância.

Síndrome de Wernicke-Korsakoff


Os danos causados pelo álcool no cérebro pode ser decorrentes tanto de causas diretamente ligadas ao uso de álcool como de fatores indiretos, como saúde geral debilitada ou doença hepática severa.  A deficiência de tiamina, por exemplo, pode ser um desses fatores. 

A tiamina, conhecida também com vitamina B1, é um nutriente importante para todos os órgãos e tecidos, incluindo o cérebro.Mais de 80% dos alcoolistas apresentam deficiência desse nutriente. Uma parcela dessas pessoas sofrerá consequências severas no cérebro tais como a Síndrome de Wernicke-Korsakoff. Trata-se de uma doença caracterizada por duas diferentes síndromes, uma de curta duração chamada Wernicke e outra permanente e bastante debilitante chamada Korsakoff. 

Os sintomas da Síndrome de Wernicke incluem confusão mental, paralisia dos nervos que movem os olhos e dificuldades de coordenação motora. Aproximadamente 80 a 90% desses pacientes manifestam a Síndrome de Korsakoff, caracterizada por perdas de memória anterógrada (eventos futuros) e de memória retrógrada (eventos passados).A boa notícia fica por conta do fato de a maioria dos alcoolistas que apresentam problemas cognitivos apresentam ao menos alguma melhora nas estruturas cerebrais a partir de 1 ano de abstinência do álcool.


FONTE;
Referência(s):
1. The American Medical Association, Report 14 of the Council on Scientific Affairs (A-97)-Drivers Impaired by Alcohol2. Dubowski, K.M (1985). Absorption, distribution and elimination of alcohol:    Highway safety aspects. Journal of Studies on Alcohol (Suppl. 10):98-108.3. Berman, M.O., Shagrin, B.,  Evert D.L., Epstein C. (1997). Impairments of Brain and Behavior ? The neurological effects of alcohol. Alcohol Health & Research World. Vol. 21, no. n1.4. Site Álcool e Drogas sem Distorção (www.einstein.br/alcooledrogas)/Programa Álcool e Drogas (PAD) do Hospital Israelita Albert Einstein5. National Institute on Alcohol Abuse and Alcoholism (NIAAA) – Alcohol Alert, No 63, 2004 (http://pubs.niaaa.nih.gov/publications/aa63/aa63.htm)
PORQUE O ÀLCOOL RELAXA?

Após algumas doses a mais, é inevitável que o álcool “suba à cabeça”, como se costuma dizer. Mas se os efeitos inebriantes dessa ingestão são muito conhecidos, o mesmo não ocorre com sua atuação na atividade cerebral. Um novo estudo, feito por cientistas do Instituto Salk de Ciências Biológicas e da Universidade da Califórnia em San Diego, nos Estados Unidos, acaba de dar uma importante contribuição para entender melhor como o álcool altera o funcionamento das células cerebrais. O trabalho acaba de ser publicado na revista Nature Neuroscience.

Paul Slesinger, professor do Laboratório de Peptídeos do Instituto Salk, e outros pesquisadores descobriram uma área específica para a ação do álcool localizada dentro de proteínas de canais iônicos. A compreensão de como o álcool atua no cérebro pode ajudar no desenvolvimento de tratamentos para problemas como dependência química ou epilepsia, segundo os autores. Sabe-se que o álcool altera a comunicação entre neurônios. “Há muito interesse em descobrir como o álcool atua no cérebro. Uma das diversas hipóteses é que o álcool funciona ao interagir diretamente com proteínas de canais iônicos, mas não havia estudos que identificassem o local dessa associação”, disse Slesinger.

A nova pesquisa demonstra que o álcool interage diretamente com um local específico localizado dentro de um canal iônico, que tem papel fundamental em diversas funções cerebrais associadas com eventos epiléticos e com o abuso de álcool e drogas. Os canais, chamados de Girk, são abertos durante períodos de comunicação química entre neurônios e amortecem o sinal entre eles, criando o equivalente a um curto-circuito. Quando os Girks se abrem em resposta à ativação neurotransmissora, íons de potássio são liberados pelo neurônio, diminuindo a atividade neuronal.


O estudo é o primeiro a identificar que o álcool estimula os canais Girk diretamente, e não por meio do resultado de outras alterações moleculares nas células. “Achamos que o álcool sequestra o mecanismo de ativação intrínseca dos Girk e estabiliza a abertura dos canais. O álcool pode fazer isso por meio da lubrificação das engrenagens de ativação dos canais”, aponta Slesinger. “Se pudermos encontrar uma droga que se encaixe no ponto específico de atuação do álcool e ative os canais Girk, talvez possamos diminuir a excitabilidade neuronal no cérebro, o que resultaria em uma nova estratégia para o tratamento da epilepsia”, disse o pesquisador. (Da Agência Fapesp)




O QUE DUAS LATINHAS DE CERVEJA PODEM FAZER COM SEU CÉREBRO

De gole em gole .…Duas latinhas de cerveja já provocam os primeiros sintomas no cérebro;Levamos uma hora para processar 14 mg de álcool, o equivalente a:350 ml de cerveja ou;150 ml de vinho ou;40 ml de uísque

QUANTIDADE DE ÁLCOOL NO SANGUE- (Miligramas de álcool por decilitro de sangue) – 30 mg

EFEITOS NO CORPO – Sensação de euforia e excitação. São os primeiros efeitos no cérebro

QUANTIDADE DE ÁLCOOL NO SANGUE -(Miligramas de álcool por decilitro de sangue) – 50 mg

EFEITOS NO CORPO – Redução da coordenação motora e alteração de humor. É o início da fase 2 de ação no cérebro

QUANTIDADE DE ÁLCOOL NO SANGUE- (Miligramas de álcool por decilitro de sangue) – 60 mg

EFEITOS NO CORPO – No Brasil, é proibido dirigir acima desse limite de álcool no organismo

QUANTIDADE DE ÁLCOOL NO SANGUE- (Miligramas de álcool por decilitro de sangue) – 100 mg

EFEITOS NO CORPO – Diminuição da concentração, piora dos reflexos e perda de equilíbrio

QUANTIDADE DE ÁLCOOL NO SANGUE- (Miligramas de álcool por decilitro de sangue) – 200 mg

EFEITOS NO CORPO – Náusea e vômitos – olha o estômago se “irritando”… Fala arrastada e visão dupla

QUANTIDADE DE ÁLCOOL NO SANGUE- (Miligramas de álcool por decilitro de sangue) – 300 mg

EFEITOS NO CORPO – Sensação de anestesia, lapsos de memória e sonolência

QUANTIDADE DE ÁLCOOL NO SANGUE- (Miligramas de álcool por decilitro de sangue) – 400 mg


EFEITOS NO CORPO – Insuficiência respiratória, coma e até possibilidade de morte


 Observe a imagem acima;O álcool afeta as diferentes regiões do cérebro de maneiras distintas.
  • Córtex cerebral: nessa região, onde se dá o processamento de pensamentos e a consciência, o álcool afeta os centros de inibição de comportamento, tornando a pessoa menos inibida, e atrasando o processamento de informações dos olhos,ouvidos, boca e outros sentidos, além das funções cognitivas – tornando difícil pensar claramente.
  • Cerebelo: o álcool afeta o centro dos movimentos e do equilíbrio, resultando no desequilíbrio que associamos ao “caindo de bêbado”.
  • Hipotálamo e hipófise: coordenam as funções automáticas do cérebro e a liberação de hormônios. O álcool deprime os centros nervosos do hipotálamo, que controla os estímulos e a performance sexual. Embora o desejo sexual possa aumentar, a performance sexual piora.
  • Medula: essa área do cérebro é responsável por funções automáticas como respiração, consciência e temperatura corporal. Agindo na medula, o álcool induz a insônia. Pode também diminuir a freqüência respiratória e baixar a temperatura do corpo, levando a risco de morte.
A curto prazo, o álcool pode causar brancos ou lapsos de memória. A longo prazo, os problemas podem ser ainda mais sérios
O QUE ACONTECE COM O CÉREBRO DE  QUEM ABUSA DO ÁLCOOL
Beber muito freqüentemente pode causar danos permanentes, como redução no tamanho do cérebro e deficiência nas fibras que transportam informações entre as células cerebrais. Muitos alcoólatras desenvolvem uma doença chamada Síndrome de Wernicke-Korsakoff (site em inglês), que é causada por uma deficiência de tiamina (uma vitamina do complexo B). Essa deficiência ocorre porque o álcool interfere na forma como o corpo absorve as vitaminas B. Pessoas com Síndrome de Wernicke-Korsakof apresentam confusão mental e falta de coordenação e ainda podem ter problemas de memória e aprendizado.O corpo responde ao contínuo consumo de álcool tornando-se dependente dele. Essa dependência, a longo prazo, causa alterações nas reações químicas do cérebro. Ele se acomoda à presença regular de álcool, alterando a produção de neurotransmissores. Quando o indivíduo pára ou reduz drasticamente a bebida, cerca de 24 a 72 horas depois, o cérebro começa a sentir os efeitos da abstinência ao tentar reajustar sua química. Os sintomas de abstinência incluem desorientação, alucinações, delírios, náuseas, suores e convulsões.
LEIA MAIS;
“Alcohol Dependence or Abuse and Age at First Use”. The National Survey on Drug Use and Health, 22 de Outubro de 2004. http://www.oas.samhsa.gov/2k4/ageDependence/ageDependence.htm
“Alcoholism and Drug Dependence are America’s Number One Health Problem”. The National Council on Alcoholism and Drug Dependence. http://www.ncadd.org/facts/numberoneprob.html


O VINHO E O CÉREBRO

Degustar uma taça de vinho pode proporcionar mais que prazer e bem-estar. A bebida milenar, associada ao deus grego Dioniso , tem chamado a atenção de cientistas por seus benefícios à saúde. É comprovado que, em pequenas quantidades, previne doenças cardiovas­culares, diabetes e alguns tipos de câncer. Uma substância em especial tem revelado grande potencial terapêutico: o resveratrol, molécula presente na casca de uvas pretas e ro­sadas e um dos ativos não alcoólicos encontrados na bebida. Segundo o cientista Lindsay Brown, da Escola de Ciências Biomédicas da Universidade de Queensland, na Austrália, a molécula reduz os sintomas de doenças relacionadas à idade, como o diabetes 2. Segundo Brown, a substância pertence ao grupo das sirtuínas, família de enzimas que agem na regulação energética e no envelhecimento das células.

OS TESTES COMPROVARAM

Em um estudo da Universidade do Texas pesquisadores injetaram o resveratrol no cérebro de ratos e observaram aumento da secreção de insulina e redução dos níveis glicêmicos. Mesmo nos animais que receberam dieta hipercalórica, a molécula ajudou a reduzir os níveis de açúcar sem causar os efeitos colaterais dos medicamentos para diabetes mais utilizados. A descoberta pode ajudar a criar remédios que atuem sobre as sirtuínas. 

Entretanto, os pesquisadores ressaltam que esse mecanismo não esclarece o efeito protetor do vinho contra o diabetes 2, pois o resveratrol não parece atravessar facilmente a barreira hematoencefálica. Isso ocorre porque a substância é praticamente inativada quando chega ao intestino e ao fígado. Assim, ela atinge a circulação apenas em pequenas quantidades. 

Porém, se o vinho for bebido de forma lenta, em pequenos goles, as chances de absorção pelo sangue aumentam, através das membranas mucosas da boca, até 100 vezes. A equipe coordenada pelo químico André Souto, da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS), trabalha no desenvolvimento de um fármaco contra diabetes com base no resveratrol, que além de encontrado na uva, está presente em quantidade 100 vezes maior também na hortaliça popularmente conhecida como azedinha (Rumex acetosa). No entanto, ainda são necessários mais estudos para saber se é possível produzir remédios a partir da planta.

À FRANCESA


O resveratrol tem mostrado efeito sobre várias patologias. Cientistas da Escola de Medicina Johns Hopkins, em Maryland, administraram a substância em ratos e duas horas depois induziram um derrame isquêmico nos animais, cortando o suprimento de sangue do cérebro. Eles observaram que os camundongos que haviam ingerido preventivamente um composto com resveratrol sofreram significativamente menos danos cerebrais do que os que não receberam a substância. O estudo foi publicado on-line na Neurology Experimental.




O QUE DIZ A NEUROCIÊNCIA

O neurocientista Sylvain Doré, coordenador da pesquisa, aponta que o resveratrol pode aumentar os níveis da enzima hemeoxigenase (HEOX), conhecida por proteger as células neurais contra perda progressiva de função neurológica causada pelo entupimento (isque­mia) ou rompimento (hemorragia) de vasos sanguíneos cerebrais. 

Durante um acidente cardiovascular, a HEOX aumenta a resistência dos neurônios contra a asfixia. A novidade é que o resveratrol pode potencializar a ação da enzima e tornar o cérebro mais resistente contra o AVC isquêmico. Por outro lado, os efeitos do resveratrol dependem da quantidade de heme oxigênase presente no organismo. Ratos com deficiência da enzima não se beneficiaram da ação protetora do resveratrol – neles um maior número de células cerebrais morreu após a indução do derrame isquêmico. Doré associa suas conclusões ao que chama de “paradoxo francês”: apesar da dieta rica em queijos, manteiga e outras gorduras saturadas, a incidência de doenças cardiovasculares é relativamente baixa entre os franceses. O fato é atribuído ao consumo regular de vinho tinto.

COM PARCIMÔNIA, BENEFÍCIOS PARA O ORGANISMO INTEIRO


Além disso, o consumo da bebida tem sido associado também à diminuição de doenças inflamatórias agudas como a septicemia (infecção grave do organismo por germes patogênicos). Em estudo feito na Escócia, o imunofar­macologista Alirio Melendez, do Centro de Pesquisa Biomédica da Universidade de Glasgow, utilizou o resveratrol para tratar camundongos com doenças inflamatórias agudas. Ele aponta que processos de infecções graves são difíceis de ser controlados e, ainda hoje, são causa frequente de morte. Pacientes que sobrevivem à infecção mantêm qualidade de vida muito baixa por causa dos danos provocados pela inflamação de vários órgãos internos. Melendez induziu um agente inflamatório em dois grupos de ratos, mas antes disso um deles havia recebido doses de resveratrol. 

Os camundongos que não receberam a substância mostraram forte resposta inflamatória, parecida com a doença em humanos, enquanto o grupo que recebeu tratamento não demonstrou sinais de infecção. Os cientistas examinaram os tecidos dos ratos para determinar exatamente como o resveratrol foi capaz de proteger os animais e descobriram que a substância impediu o corpo de criar duas moléculas envolvidas no desencadeamento de inflamações: a esfingosina quínase e a fosfolipase. 

O pesquisador acredita que o resveratrol pode ser usado para tratar doenças inflamatórias e desenvolver drogas ainda mais eficazes. Doré aponta, porém, que tomar suplementos de resveratrol, comercializados em alguns países como os Estados Unidos, não garante os mesmos efeitos do consumo moderado de vinho. Apesar de a substância ser encontrada em uvas pretas, ele acredita que a interação com o álcool presente na bebida garante o potencial terapêutico da substância.




NA MEDIDA CERTA

É importante ressaltar que as quantidades de resveratrol na bebida variam com o tipo de vinho. Ainda são necessárias mais pesquisas para esclarecer qual tipo é mais adequado para consumo e quais as quantidades indicadas. “Talvez o resve­ratrol não seja o responsável direto por proteger as células cerebrais contra os danos provocados pelos radicais livres. O mais provável é que a substância e os seus metabolitos estimulem as células a se defender”, sugere Doré. O neurocientista se concentra em estudar os efeitos preventivos da substância, mas pretende investigar os benefícios terapêuticos depois do acidente vascular cerebral (AVC) e se é possível reverter perdas neurais que surgem com o passar do tempo.

Outro benefício associado ao consumo de vinho tinto foi publicado no Journal of Neuroscience. Em um experimento com roedores, o neurocientista Giulio Pasinetti e seus colegas do Departamento de Psiquiatria da Escola de Medicina Monte Sinai, em Nova York, mostraram que substâncias presentes na bebida podem combater os primeiros sinais de Alzheimer. Eles aplicaram extrato retirado da semente de uva em camundongos na fase pré-sintomática da doença degenerativa, durante cinco meses. A dose aplicada era equivalente à quantidade média de alimentos consumida pelos animais, com referência em valores diários de uma dieta saudável. A exposição à substância reduziu a acumulação de placas amiloides no cérebro e o declínio cognitivo em comparação com o grupo de controle. Observaram também que os roedores tinham melhor memória espacial. Segundo Pasinetti, o vinho pode ajudar a retardar a formação de placas e fazer com que os sintomas, como a perda cognitiva, demorem mais para aparecer.

Em um estudo anterior, o neurocientista relatou que o consumo moderado da bebida e de outros produtos feitos da uva traz benefícios à saúde, particularmente para a função cardiovascular. O objetivo agora é tentar descobrir qual a principal molécula, entre os milhares contidas no vinho tinto, envolvida na prevenção de patologias neurodegenerativas. Outros grupos desenvolvem pesquisas semelhantes com o café. “Esse pode ser o primeiro passo para desenvolver um tratamento natural e sem contraindicações para demência”, diz.


Apesar dos ganhos trazidos pela bebida, o consumo de álcool tem riscos, principalmente para pessoas com problemas hepáticos. “Se uma taça diária funciona para os franceses, que mantêm o hábito ao longo de gerações, isso não significa que pessoas que nunca ingeriram a bebida vão se beneficiar se incorporarem o vinho à sua dieta”, diz Pasinetti. Uma alternativa inofensiva é o consumo de uvas pretas e rosadas. Elas contêm altas concentrações de antioxidantes, resveratrol e flavonoides, principalmente na casca e nas sementes. Para alguns pesquisadores, comer a fruta fresca ou tomar seu suco garante a mesma quantidade de antioxidantes, com a vantagem – para tristeza dos apreciadores de vinho – de não ter álcool.



ALCOOL + ENERGÉTICO=CURTO CIRCUITO CEREBRAL


Uma preocupação dos médicos é com uma perigosa mistura que virou moda entre os jovens. O consumo de energético com bebida alcoólica aumenta os riscos para o coração. Isso causa uma espécie de curto-circuito no cérebro e faz o coração bater fora do ritmo. E a procura por atendimento de pacientes com sintomas causados pela combinação é maior em dias de festa, como no Carnaval,por exemplo.A preparação para a balada começa cedo, nos bares perto das universidades, e segue pela noite. “Tem bastante energético. Manter a galera bem elétrica e bem no ritmo”, conta um estudante.O que muitos jovens chamam de “susto” quando passam mal, os médicos classificam como risco real à saúde. Cardiologistas dizem que tem crescido o número de pessoas que procuram hospitais e clínicas passando mal depois de tomar grande quantidade de energético, quase sempre misturado com álcool.“A quantidade de jovens que procura os prontos-socorros nas sextas, principalmente, e no sábado, por uso exagerado de energético com álcool é muito grande. Com crise de taquicardia, de angina do peito, com dores no peito, e casos que pode suspeitar até início de infarto”, afirma o diretor da Sociedade Brasileira de Cardiologia, Nabil Ghorayeb.



Os energéticos têm taurina e cafeína, que são estimulantes. 

Uma lata equivale a três xícaras de café. O recorde da Mariana Silveira foram cinco latinhas. “Eu fiquei muito assustada, minha mãe também ficou muito assustada, porque no outro dia eu tremia muito. 

Depois, hoje em dia eu praticamente não bebo, só quando eu realmente estou muito cansada e preciso fazer alguma atividade, sem ser balada, eu tomo um energético, mas nada que ultrapasse uma unidade”, conta O energético é um produto liberado pela Anvisa, mas não deve ser misturado com álcool. 

O cardiologista diz que não se deve tomar mais do que duas latas em um dia só.(nota pessoal;na realidade ,o problema é muito mais sério, já que cada pessoa reage de um jeito, cada organismo tem sua genética e as consequências não atingem somente o usuário ,pois vai além disso, atingindo as pessoas com quem ele interage, no caso de fazer uso desta mistura e dirigir, por exemplo, ter seu comportamento alterado , provocar brigas e até coisas piores.Portanto, fica aqui o aviso aos desavisados e desinformados)


SAIBA COMO AGEM NO CÉREBRO;
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CONCLUSÃO E NOTA DO BOG

A droga socialmente aceita que usada em excesso e sem controle cada vez mais mata , causando sofrimento á todos a sua volta.

A maioria das pessoas pode curtir um copo de vinho no jantar ou uma cerveja com os amigos. Mas, para outras, um copo torna-se dois, dois se tornam quatro e assim sucessivamente. Elas são simplesmente incapazes de parar de beber.Nem toda pessoa que bebe muito álcool é considerada alcoólatra. Mesmo que o consumo afete a família ou as responsabilidades de trabalho, ou exponha a pessoa a situações de perigo – como dirigir embriagado -, essa pessoa não é necessariamente alcoólatra, mas pode se tornar uma pelo hábito. Apesar de abusar do álcool, o que não é nada saudável, pode ou não, desenvolver uma dependência física.

Os alcoólatras, por outro lado, têm uma doença crônica. Eles são fisicamente dependentes do álcool. Sentem necessidade de beber como as outras pessoas sentem necessidade de comer e, uma vez que começam, dificilmente conseguem parar. Eles desenvolvem uma tolerância ao álcool, precisando sempre de mais e mais bebida para sentir os mesmos efeitos. Quando o alcoólatra tenta parar de beber, experimenta os sintomas da abstinência: suores, náuseas, ansiedade, delírios, visões, tremores intensos e confusão mental.

De acordo com uma pesquisa realizada nos Estados Unidos, mais de 17 milhões de americanos abusam do álcool ou são alcoólatras. No Brasil, são 19 milhões de dependentes do álcool, O alcoolismo nos Estados Unidos afeta mais homens que mulheres: cerca de 10% dos homens, comparados com 3% a 5% das mulheres, tornam-se alcoólatras durante a vida. Homens que bebem 14 ou mais drinques por semana e mulheres que bebem mais de 7 apresentam risco de se tornarem alcoólatras. 

O alcoolismo é mais comum em jovens entre 18 e 44 anos do que entre idosos.Por que algumas pessoas podem beber socialmente e não se viciar, enquanto outras tornam-se alcoólatras? A razão é uma combinação de fatores genéticos, fisiológicos, psicológicos e sociais.Os genes podem ser um importante fator no desenvolvimento do alcoolismo. Pesquisas indicaram que os filhos de alcoólatras são quatro vezes mais propensos a se tornarem dependentes. Apesar dessa estatística estar, em parte, relacionada a fatores de convivência, os cientistas determinaram que há uma substancial ligação genética. Pesquisadores têm trabalhado para determinar exatamente quais genes são responsáveis pela propensão ao alcoolismo, no intuito de desenvolver novas medicações para tratar a doença. 

Fisiologicamente, o álcool altera o equilíbrio químico no cérebro. Ele afeta substâncias químicas no sistema nervoso central, como a dopamina. O corpo eventualmente anseia pelo álcool para restaurar sentimentos de prazer e evitar sentimentos negativos. Pessoas que já sofrem de muito estresse ou problemas psicológicos, como baixa auto-estima e depressão, apresentam maior risco de desenvolver alcoolismo.Fatores sociais como a pressão social, as propagandas e o ambiente também desempenham um importante papel no desenvolvimento do alcoolismo. Pessoas jovens normalmente começam a beber porque seus amigos bebem. 

Anúncios de cerveja e bebidas destiladas tendem a retratar que beber é um glamouroso e excitante passatempo; é vinculado á mídia e á propaganda enganosa que é aceitável beber para esquecer os problemas, que serve para descontrair, se divertir, ficar mais sociável, mais “ligado”(um grande engano), pertencer á um grupo, ficar “na moda,integrado”,ostentar a falsa resistência á bebida para impressionar, e muitas outras coisas que estão ligadas á falta de autoconhecimento e objetivos de vida ;Em contrapartida, ter a mente ativa na velhice é o objetivo de 100% da população mundial. Já sabemos que para isso é preciso uma boa dieta, atividade física regular e uma vida social ativa. Mas agora a Rush University Medical Center de Chicago, incluiu na lista de afazeres o hábito de uma taça diária de vinho. Além dos benefícios dos antioxidantes, o vinho pode preservar a capacidade cognitiva do cérebro que diminui o risco de demência e o Alzheimer .A pesquisa acompanhou idosos com uma alimentação baseada na “dieta da mente”. 

Ela é baseada na alimentação mediterrânea, aliada ao consumo de vegetais de folhas verdes sobre outros vegetais e inclui o vinho no cardápio. Entre os benefícios da dieta, observou-se uma expectativa de vida de 7,5 anos a mais adeptos.De qualquer forma, o álcool tem de seguir uma regra de moderação e verificação de sintomas, caso a ingestão, mesmo que moderada, esteja causando algum tipo de problema físico/mental/psicológico/neurológico.Temos que pensar que o nosso cérebro é o Hardware do nosso corpo e que o Software usado é que vai fazer a diferença em seu desempenho para melhor…ou para pior.


EQUIPE DA LUZ É INVENCÍVEL


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Bibliografia para consulta
O super cérebro
Deepak Chopra
 O Cérebro que se transforma
 Norman Doidge
O cérebro criativo
Shelley Carson Ph.D
Treine a mente e mude o cérebro
 Sharon Begley
 Como funciona o cérebro
Série mais ciência
 Vitalize seu cérebro
John Arden
 A cura do cérebro
Adriana Fóz


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