O Nosso campo de Visão: Espectro Eletromagnético e a Luz Visível. Nem tudo que realmente existe, temos a capacidade de enxergar.
Muitas coisas estão além da nossa percepção, mas que de fato existem e estão por toda parte, o grande problema é que só conseguimos ter visão de uma pequena faixa de luz visível, e essa faixa é de fato muito pequena para tudo aquilo que realmente existe.

As pessoas costumam não acreditarem em certas coisas simplesmente pelo fato de não conseguirem enxergarem, e porque a nossa visão é muito limitada, mas que faz parte do nossa dia-dia e desde sempre.
Tudo que realmente faz parte de toda existência, as pessoas as consideram como sendo anormal ou sobrenatural porque a nossa visão não alcança esses espectros de luzes e energia, sendo que toda essa luzes e energias, estão por aqui desde a criação e portanto muito antes de qualquer matéria propriamente dita.
Não é só porque não conseguimos enxergar, não quer dizer que não esteja ou está ali, existem de fato todas as possibilidade, mesmo que a grande maioria dos espectros não possamos ver a olho nu. Veja o nosso campo de visão limitado e o que esta muito além da nossa percepção ótica.
A formação das cores
Retomaremos a série sobre os tipos de impressão falando sobre como se formam as cores na impressão Offset.
A luz do sol (e de qualquer objeto que emite luz) pode ser absorvida, refletida, transmitida e refratada. A refração é quando, através de um objeto refrator como um prisma, a luz é decomposta ou dividida para pontos diferentes. A transmissão acontece em vidros por exemplo, quando nenhuma parte da luz é perdida (caso hipotético). E o que nos interessa aqui, a absorção e a reflexão.
A luz que vem do sol ou qualquer fonte de luz branca, é composta por todo o espectro de luz visível pelos nossos olhos.
O nosso olho possui células nervosas especializadas em enxergar cores, chamados Cones.Quase dois terços dessas células são de responsáveis por enxergar a faixa de baixa frequência, os vermelhos, um terço enxerga a faixa média, os verdes, e apenas 2% consegue enxergar a alta frequência, os azuis. Por essa razão, e por termos uma distribuição de dois extremos, vermelho e azul, e uma faixa média, verde, é que foi criado o padrão RGB. Podemos ver como as cores principais formam outras secundárias na síntese aditiva,abaixo:
E nós só enxergamos alguma coisa quando a luz chega aos nossos olhos. Essa luz pode vir diretamente de uma fonte emissora, como o sol, uma lanterna, um monitor ou uma tv, ou indiretamente, refletida por uma parede ou um papel.
Mais duas ilustrações:
A geração das cores na reflexão é chamada de síntese subtrativa, onde as tintas impressas servem como filtros absorvendo parte da luz, subtraindo-as. Portanto, para enxergarmos uma cor Cyan, por exemplo, a tinta Cyan deverá absorver a sua cor complementar (veja o terceiro quadro, a complementar é a cor oposta no gráfico) que é o Vermelho. Um exemplo de como funciona a absorção e reflexão da luz no papel entintado:
Ou seja, para as cores primárias (RGB) serem visualizadas no papel, devem existir tintas que filtram suas complementares. As complementares do Vermelho são o Magenta e o Amarelo, as tintas que reproduzem o Magenta absorvem o Verde, e o Amarelo absorvem o Azul. Já as complementares do Azul são o Cyan e o Magenta, e do Verde, Cyan e Amarelo. Portanto para reproduzirmos o RGB precisamos do CMY para filtrar a luz branca e refletir suas opostas.
Teoricamente, com as tintas Cyan, Magenta e Amarelo, conseguiria-se imprimir todas as cores do espectro, porém quando estavam sendo feitos os estudos da evolução da litografia (veja o post sobre litografia e offset) descobriu-se que o preto estava ficando marrom. O preto é a ausência de luz e para ser obtido as tintas tem que absorver todas as cores, ou seja, cada uma das cores “filtrantes” Cyan, Magenta e Amarelo, deveriam bloquear totalmente suas opostas, mas devido à baixa qualidade das tintas (que deveriam também ser economicamente viáveis) isso não estava acontecendo, gerando ao invés do preto, marrom. Existia outro problema relacionado ao preto. A maior parte dos textos eram impressas na cor preta, e imprimi-los usando 3 cores era quase impossível na época, e até hoje, pois exigiria um registro impecável, além de uma variação entre as cores que poderia gerar textos marrom esverdeado, vermelhos, azuis, etc. Conclui-se que a melhor saída era acrescentar mais uma cor na trilogia CMY: o Preto. Com isso os textos poderiam ser impressos em preto puro, e as imagens teriam melhor contraste e definição. Nasceu aí o famoso CMYK, que todos conhecem.






