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A Frequência Fotônica Pleiadiana e a Nova Era do Fóton


quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Macrocosmo e o Microcosmo




Desde a Antiguidade tem o homem contemplado o Firmamento estrelado. Ele está sempre buscando entender o significado daquilo que vê. 

Ao tentar relacionar suas especulações e ideias com suas mais profundas aspirações e mais íntimas questões relativas à sua existência, o Homem se defronta com o Infinito que se lhe apresenta pelo céu afora.




               O HOMEM E O UNIVERSO 

                 “ASSIM COMO EM CIMA É EM BAIXO”


O Homem contemplativo sempre se sentiu profundamente atraído a buscar uma fonte de contínua inspiração e de prazer estético, erguendo os olhos para o céu estrelado. Não obstante, encontra real sabedoria ao descobrir correlacções terrenas no esquema da Natureza e do Homem.




Os eventos que cercavam o homem primitivo devem ter-lhe proporcionado os estímulos para as suas primeiras especulações e investigações sobre a verdadeira natureza e o significado de todas as coisas do seu ambiente. 



Com suas primeiras indagações, começou o Homem a desejar Conhecimento. Observou, refletiu, e claramente percebeu, mediante profundos “insights”, os processos da Criação – o desenvolvimento da Natureza, do Homem e do Universo.

Muitos escritores antigos se referem ao Egito, e a civilizações ainda mais antigas e relativamente desconhecidas, como fontes dessas primárias investigações dos fenômenos universais. 



Por exemplo, o grego Filipe de Opunte escreveu que foram estrangeiros – egípcios e sírios – os primeiros observadores de eventos astronômicos. “Vivendo num mundo sem nuvens e sem chuvas”, esses povos antigos observaram todas as estrelas, no firmamento claro de seus belos desertos.


Platão segura “O Timeu” e aponta para o Alto

A antiga tradição do conhecimento e sabedoria do Egito é mencionada por Platão em O Timeu. 

É também neste livro que se encontram as bases dos conhecimentos que vieram posteriormente a desenvolver-se sobre a Atlântida, o continente desaparecido. Conta-se até que alguns Atlantes, pressentindo a catástrofe, se fizeram ao mar, vindo a aportar na terra que viria mais tarde a ser o Egito.


                                                O Timeu

Não há personalidade eminente, em todos os anais da História, sagrada ou profana, cujo protótipo não possa ser encontrado nas tradições meio fictícias e meio reais de antigas religiões e mitologias.



Assim como a estrela, bruxuleando a incomensurável distância da Terra, na ilimitada imensidão do firmamento, se reflete nas águas serenas de um lago, também as imagens mentais de homens de eras antediluvianas se refletem nos períodos que podemos abarcar em retrospecto histórico.



Contemplando o Universo, o homem da antiguidade esforçou-se por descobrir seu lugar no complexo esquema cósmico, como fonte natural de ideias, inspirações, dúvidas e desejos. Sua contemplação, consequentemente, levou-o a procurar uma ligação entre sua vida em geral e os seguintes processos: a sucessão das estações, desde o florescer dos campos na primavera; o fluxo e refluxo da natureza viva, com seus ciclos regulares de nascimento, crescimento, declínio e deterioração, para depois renascer. 


                                           O Universo

Havia uma simetria nesses processos regulares do céu e da Terra, que levou o Homem a conceitos como, harmonia, beleza, unidade na diversidade, e Lei Universal.

A repetição regular de eventos ajudou o Homem a lidar com o seu ambiente. O homem primitivo aprendeu a esperar, a ansiar pelo alvorecer enquanto sofria os terrores da noite, escura e fria. Sabia ele que o esperado alvorecer, com sua luz, dar-lhe-ia tempo para procurar um local menos frio e mais protegido para passar a noite seguinte, que certamente sobreviria, tão logo o Sol desaparecesse por detrás das colinas ocidentais. 

O Caibalion
Em função de suas experiências diárias e de seus mais profundos pensamentos, concebeu o Homem a ideia da estreita relação entre sua vida e o ritmo geral do Universo.
Para os nossos ancestrais mais reflexivos, a vida parecia depender fortemente dos eventos que os rodeavam. Os sábios antigos reconheceram correspondências e começaram a acompanhar o curso da cíclica sucessão de eventos que ocorria em seu ambiente. 

Particularmente no Egito antigo, aperceberam-se os sábios da fundamental unidade existente entre o Homem e o Universo – o Microcosmo e o Macrocosmo. Esses sábios, seguidores de Thot ou Hermes *(1) , resumiram esta ideia numa concisa e poderosa declaração: Assim como em cima, é em baixo. Aquilo que já existiu, retornará. Assim como no céu, é na Terra”. A filosofia de Hermes é sabiamente descrita (por três Iniciados anônimos) no livro O Caibalion:
 
*( 1 )  Thot ou Hermes – referência a Hermes Trimegistus, “O três vezes sábio, três vezes grande”, que foi reconhecido pelos egípcios como um deus a que deram o nome de Toth.

“O TODO É MENTE, O UNIVERSO É MENTAL.”

“AQUELE QUE COMPREENDE A VERDADE DA NATUREZA MENTAL DO UNIVERSO ESTÁ BEM AVANÇADO NO CAMINHO DO DOMÍNIO DAS LEIS NATURAIS.”


Sem esta chave, conforme afirma ainda O Caibalion :

“O DOMÍNIO É IMPOSSÍVEL, E TODO O BUSCADOR BATERÁ EM VÃO NAS PORTAS DO TEMPLO DO CONHECIMENTO.”

 
À medida que tentou estabelecer uma relação entre ele próprio e o Universo, criou o Homem as primeiras cosmogonias *(2), maravilhosamente ricas em simbolismo e profundas visões. A partir do alvorecer do homem reflexivo, essas profundas ideias passaram a assumir formas particulares, segundo a cultura de cada época, através dos egípcios, dos órficos, dos gnósticos, dos gregos, ao longo da Idade Média, e até ao presente. 


Em particular, a cosmogonia egípcia antiga contribuiu com algumas ideias ou concepções profundas, definitivas, levando a conhecimento sobre o Homem e o Universo.
Um dos mais profundos conceitos egípcios é a ideia de UNIDADE UNIVERSAL “o Deus de muitos nomes, que gera sua própria hierarquia de deuses (neters); o Absoluto, Pai dos pais, Mãe das mães, conjunto de tudo o que existe e de todos os seres”. Outros conceitos herdados do Egipto são:

1) Uma cosmogonia concebida como transição de unidade caótica (Nun) e em trevas para ordem e luz;
2) Uma visão do nexo, da afinidade universal que une todos os seres da natureza;
3) O conceito de inexorabilidade, ou lei que rege todas as coisas, e a concepção dessa lei como processo cíclico universal, que se completa no grande ano cósmico, com o retorno periódico de tudo; e
4) A ideia do dualismo de corpo mortal e alma imortal, da preocupação com a vida eterna, do julgamento dos mortos, que está ligada ao desenvolvimento de requisitos éticos de justiça e perfeição moral.


Prossegue o desenvolvimento das ideias relativas ao Universo como um Todo. Esta pesquisa é tão válida e excitante hoje, como na Antiguidade. Diferentes idiomas modificam suas expressões, assim como o fazem as imagens, os recursos e os conceitos de cada época, porém a motivação de buscar uma compreensão mais ampla e mais profunda do Universo é tão ardente hoje, como no passado. Trata-se, na verdade, da nossa maneira de ser como místicos. 



Além disso, o Homem está sempre redescobrindo a ideia de que, para que ele compreenda o Universo, é necessário que conheça o universo do seu próprio âmago. É impossível compreendermos inteiramente algo que não esteja integrado à nossa própria estrutura, incorporado à nossa natureza física, ou que não faça parte dos nossos poderes subjectivo de pensamento e correspondente experiência.
 
*( 2 )  Cosmogonias (do gr. Kósmos, universo + Gnosis, conhecimento) – designação das várias teorias que têm por objectivo explicar a formação do Mundo.


                                Templo de Delfos (Grécia)

Como corolário, pode dizer-se que o Homem compreendeu desde as mais remotas épocas, que o caminho para se entender a si mesmo e ao Universo, ao microcosmo e ao macrocosmo, é um só: “Homem, conhece-te a ti mesmo e conhecerás o Universo e os Deuses” (Sócrates) – inscrição esta que pode ler-se no portal do Templo de Delfos, na Grécia. Meditando sobre esta profunda e perspicaz exortação, tentando experienciá-la, e lendo o livro da Natureza e o livro do Sagrado Conhecimento Interior – de acordo com a doutrina Panteísta (ou Panteísmo) que diz que “Deus está implícito em todas as coisas, inclusive em nós mesmos, como seres humanos” – pode o Homem evoluir, de modo verdadeiramente integral, científico e místico.


                                         Oráculo de Delfos


E como dizia o Poeta (anônimo) no seu poema “DESIDERATA-I”

(Texto encontrado sem autor, na Igreja de Saint Paul, em Baltimore, em 1692, embora com algumas traduções ao longo dos tempos)



“Tu és filho do Universo irmão das estrelas e árvores e nele tens teu lugar. 

E a despeito do que penses, óbvia e inexoravelmente, o Universo prossegue seu destino”

E, finalizando, um poema meu, datado de 1996, alusivo ao tema, e a que chamei “EQUILÍBRIO”



                                   O equilíbrio (Yin e Yang)


                       EQUILÍBRIO
                 Carmo Vasconcelos

Somos micro universos do Universo Maior...

E a nossa separação do Uno Universal gera esta onda geral de egoísmo e desamor, violência e frustração.


Todos nós, buscando amor, buscamos a unidade com a Divina Verdade.
Essa síntese procurada sem a resposta encontrada, é nossa fonte de dor, nossa flitualidade;
É como célula solta que à toa, sem identidade, degenera e se revolta.

Só quando compreendemos em nosso saber disperso, a Lei do Sumo Universo, seu propósito e intenção...
Somos receptores plenos da sua força regente, regrada e inteligente, que ruma à evolução

Só assim direcionados, de um novo código munidos, caminhamos reforçados, confiantes, instruídos.
Usamos sinais vermelhos para excesso de velocidade das vãs paixões dos sentidos, e travamos a vontade de nossos defeitos velhos.


Orgulho, inveja, vaidade têm sinais proibidos!

Só quando compreendemos em nosso saber disperso a Lei do Sumo Universo...
A conviver aprendemos com tristezas e alegrias, refreando euforias, dominando frustrações,
superando duros factos; e pesando as emoções numa balança aferida, não deixamos que um dos pratos nos faça tombar na vida!

Só quando compreendemos em nosso saber disperso a Lei do Sumo Universo...
Deixamos vibrar, serenos, o Espírito e a Matéria numa frequência certa.
Só assim alcançaremos, de alma leve e desperta, a Suprema Dimensão Pura, Divina e Etérea!


(Estudos adquiridos pela autora como estudante e membro da Ordem Rosacruz A.M.O.R.C.)


“ASSIM COMO NO MICROCOSMO, TAMBÉM NO MACROCOSMO”


assim como no corpo humano, também no universo“. Ou ainda “Assim como acima, abaixo” (Hermes Trismegisto). A comparação entre fotos de neurônios do cérebro e imagens geradas por computador para simular a evolução do universo, publicadas no site da Trycicle, remetem diretamente às filosofias orientais como o Yoga e o Budismo. Em seu post, a revista cita o Abhidharma, um dos textos do cânone do Budismo Theravada, mas este também é um dos princípios básicos fundamentais do Ayurveda, a ciência milenar indiana — que está no título deste post (“As in the microcosm, so in the macrocosm“). O Dr. Subhash Ranade, um dos fundadores da International Academy of Ayurved, usa muito essa correspondência para explicar e exemplificar os conceitos e técnicas mais específicos da medicina indiana. Em seu livro “Ayurveda and Marma Therapy“, por exemplo, escrito em conjunto com David Frawley e o Dr Avinash Lele, ele escreve:
“A visão Védica associa o universo inteiro ou macrocosmos com a pessoa cósmica ou Purusha, com o corpo humano sendo uma réplica ou miniatura, um microcosmos. Isso significa que o mapeamento dos campos de energias no corpo humano reflete aquele do universo como um todo”.








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